PDV Bella
- Não tenho o que te dizer – eu estava realmente tonta de felicidade
Quando finalmente me acalmei comecei a conversar com Carlisle sobre todos, como estava tia Esme e sua depressão, tudo. E a cada pessoa que eu ia contando o que estava acontecendo seu semblante ia mudando para cada vez mais preocupação. Não queria isso, achei melhor parar
-... E fim – terminei
- E porque você está aqui em vez de estar na escola mocinha? – ele me perguntou meio brincalhão, mas aquela pergunta me fez ficar tensa. Não queria mesmo lembrar do por quê de eu agora estar aqui. E parece que Carlisle notou. Nada escapa é?
- Tudo bem, não precisa me contar. Mas que isso não se torne um habito – tinha que dar bronquinha, típico
Carlisle parecia meio tenso, mas não de preocupação com todos como estava enquanto eu ia contando os acontecimentos, eu tinha a leve impressão que ele não estava respirando
- Carlisle, parece que você não está muito confortável comigo aqui
- Não! Claro que estou feliz de te ver!
- Não falei que você não estava e sim que você está desconfortável... É o lance de... Sangue? – falei aquilo meio pé para trás, não sabia como tocar no assunto “alimentação” e seus riscos
- Deixa nada passar Bells? – Meu pai falou risonho – Vamos que você tem toda razão e Carlisle já testou além de seus limites com um humano por perto
Falando isso ele me estendeu a mão para ajudar-me a levantar do sofá. Carlisle olhou para meu pai como se dissesse obrigado e depois me olhou paternalmente.
Deve ser difícil para ele, com todo seu sentido de pai e preocupação, estar ali confinado enquanto não pode chegar perto da sua família sem o risco de matar todos sem querer por uma sede sangrenta de sangue. Olha o pleonasmo, sede sangrenta de agua kkkkk parei.
- Vai Bella, logo te vejo – Carlisle disse tristonho, mas disfarçou com um sorriso
- Ok, se cuida! – dei um leve beijinho na sua bochecha antes dele me receber com um grande abraço apertado
- Sinto a falta de vocês
- Todos sentem sua falta também tio
Acabando com o abraço me dirigi ao meu pai que assistia toda a cena já na porta da frente da cabana
- Eita que temos uma longa caminhada pela frente - suspirei com minha afirmação nada feliz
- Quem te disse filha?
O olhei meio surpresa, se não íamos caminhando, eu não ia de jeito nenhum deixar ele me levar, então como iamos voltar? Ou melhor, como eu iria voltar?
- Venha, tivemos trabalhando nisso no tempo livre, que é muito, e agora quero te mostrar – com um grande sorriso no rosto nos dirigimos para a lateral da cabana
Sério, visto por fora a cabana estava um verdadeiro lixo
Cortando esse pensamento me deparei com um verdadeiro mustang preto totalmente lindo e brilhoso
- UAU! Isso é incrível pai!
- Que bom que você gostou, achamos a carcaça perto da estrada a uns 3 dias e decidimos gastar nosso tempo nessa belezinha aí
- Quanto tempo livre vocês tem! Em 3 dias! Caracas
- Vamos dizer que uma eternidade
Rimos com aquela verdade meio escondida. Sim, eles tem uma eternidade
Ele dirigiu porque eu ainda não tinha a carteira de motorista. Merda, meus dedos coçavam por pegar no volante desse carro esplendido
Meu pai me deixou a algumas quadras do campus do colégio
- Te deixo aqui, você sabe o por quê
- Claro, uma: não queremos que pensem que estou saindo com um pedófilo, duas: se te reconhecerem será a volta dos que não foram e três: esse carro é lindo demais, ia chamar a atenção de todos que viriam com um monte de perguntas
Beijando minha testa ele me deu um sorriso e abriu a porta do carro. Saltei do banco e só ouvi o som do carro se afastando, quando olhei para trás ele já tinha sumido
Suspirei e fui andando até a escola. Se eu estivesse certa ainda conseguiria pegar a ultima aula.
E eu estava. Peguei a ultima aula de filosofia, nada muito pesado, o que me deixou vagando por minhas decisões e atitudes.
1º - Edward? Chega, tenho 16 anos e não vou ficar morrendo por amores
2º - Ignorar-lo totalmente, nem ligo coió
E 3º- Acabou a aula!
Edward estava hoje com o carro, Emmet estava trabalhando mais agora, seria obrigada a ir com ele ou ir andando, o que não seria de total mau idéia
- Você não vem Bells? – Alice me perguntou
- Não Lice, vou andando mesmo
- Ok
- Avise os outros para mim, por favor.
- Tudo bem – ela já ia andando, mais saltitando do que andando, mas parou para se virar e perguntar para mim – Bella, tá tudo bem?
- Uhum, vai Lice. Estou bem – dei um sorriso seguro que a fez dar um aceno de cabeça convencida que eu falava a verdade. Errada, não estava tudo bem. Mas fazer o que? Blé
Segui andando sem prestar muita atenção ao meu redor, sem querer acabei esbarrando em alguém
- Opa! Desculpa eu... – já ia começar a falar quando reparei em quem era
- Oh Bella, tudo bem – Alana me sorriu
Ela estava sozinha com alguns livros na mão, alguns agora estavam no chão
- Deixa eu te ajudar
- Obrigada
Recolhi alguns, títulos estranhos outros sem titulo, alguns como “Água e suas propriedades” ou “Cinco elementos”, que com certeza não tinha nada relacionado com química. Já ia colocando eles em seu braço, mas já estava bem carregado.
- Deixa que eu levo alguns – peguei mais alguns, o que parece ter aliviado bastante para ela – Nossa, você vai ler todos eles?
- Pretendo sim – ela riu da minha cara de espanto – são fascinantes
Andando lado a lado nos dirigindo para fora da garagem
- Onde você mora? – perguntei
- Perto da divisa com a floresta
- Nossa, é longe pra chuchu – e era mesmo, era perto de onde eu moro agora, na atual antiga casa. Mas mesmo assim, eu não estava carregada de livros com trocentas paginas
- Acostumei com a caminhada com pesos - rimos - e você?
- Agora eu moro na minha antiga casa perto da divisa também, com tudo que aconteceu ficamos por lá mesmo. A outra casa faz mal para Esme e os outros não estão muito confortáveis em voltar
- Ah, vai a pé também? Não disse que era longe? – ela me sorriu, seu sorriso era perfeito, iluminava seu rosto e transmitia uma sensação de paz – Ou vai pegar carona, porque se vai acabou de perder-la. Seus irmãos estão te abandonando, olha eles indo ali
Ela foi tentar apontar, má idéia. Alguns dos seus livros de milhares de paginas caíram. A ajudei a recolocar todos no braço novamente
- Melhor parar de tropeçar, tombar, apontar, respirar, andar... Brincadeira, melhor ficar mais quieta se não vou te fazer ficar dolorida de tanto me ajudar a pegar minhas coisas caídas – ela me disse rindo – como é bom conseguir rir de si próprio, coisa de pessoas doidas – ela semicerrou os olhos – hey, eu não sou doida, ou sou?
Aquilo tudo me fez rir, a caminhada ao lado dela foi tranqüila e descontraída. No meio de risadas e mais livros caindo
Alana sabia como me fazer parar de pensar nas preocupações, ela é engraçada
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Aviso meu povo e pova lindos, desde sabado [22/05] até segunda [31/05] eu não postarei, porque estarei viajando =/
Desculpas, mas depois isso vai voltar a ser como era antes, segunda+quarta+sexta e talz capitulos extras aos domingos.
Estou preparando uma surpresa que algumas pessoas me pediram sobre o baile, então aguardem!
Beijos e adoro vocês, sexta tem mais!
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