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quarta-feira, 26 de maio de 2010

31º Capitulo

PDV Bella


- Edward vai dormir, eu fico aqui. Qualquer coisa eu te ligo, vai ser você quem vai estar na cama do hospital daqui a pouco

- Não, estou bem Alice, vou ficar

- Ta bom – suspiro – então eu vou. Beijo

- Tchau

Eu sabia de quem eram as vozes, Alice e Edward, e também podia notar o tom preocupado de Alice ao falar com Edward e o tom de exaustão do próprio. Porque ele continuava ali? Eu não queria ele por perto. Tentei falar para ele ir embora, mas o som que emiti não eram mais do que gemidos sem sentido

- Shhhh, calma Bella. Está tudo bem, eu to aqui, vai ficar tudo bem amor

Ele falava tão carinhosamente, o tom de cansaço ainda estava ali, mas ele mantinha sua voz suave mesmo assim

- Va... vai... embo... vai... em... bora – consegui pronunciar a muito custo. Tentei abrir meus olhos, mas estavam pesados demais

- Nunca – foi a única palavra que ouvi antes de voltar a dormir profundamente vencida pelo cansaço ou pela anestesia mesmo



PDV Edward

Não conseguia suportar a dor que tinha causado nela. E a ver tentar se afastar de mim era pior ainda. Não tirava a razão dela, mas ela não sabia da verdade, não deixou eu me explicar e aquilo me matava mais ainda

Todos estavam preocupados, sem saber do porque daquilo tudo. Esme se culpava, mesmo todos tentando explicar que não. Ela sucumbiu ao cansaço e recebeu uma cama no quarto ao lado. Ela estava ficando cada vez mais frágil

Todos preocupados, mas ninguém conseguia ficar muito tempo aqui no hospital, realizaram um esquema de troca. Mas eu não iria sair daqui até ela acordar. Nada tirava da minha cabeça que era minha culpa

- Edward, você ainda esta aqui

- Estou e vou continuar estando Jasper, até ela acordar

- O medico disse que iria nos chamar se ela acordasse e não estivéssemos aqui, vai Edward, você vai acabar ficando aí na cama ao lado

- Contanto que eu continue com ela, não me importo

- Te entendo... Faria o mesmo se fosse Alice – e lançando me um olhar preocupado sai do quarto

E tudo por causa de um maldito desentendimento

Precisava avisar Charlie e Carlisle. Mantive contato com eles depois do primeiro encontro, claro que entrei em uma espécie de pânico ao ver Carlisle com olhos estranhamente dourados com as bordas vermelhas gritantes.

Carlisle havia me pedido para contar tudo o que se passava, mas nessa situação só iria contar quando estivesse com Bella acordada. Nem que fosse gritando e me xingando

                                                       ...

PDV Bella

Consegui abrir meus olhos, que demoraram um pouco a se focar, sentia um gosto estranho na língua. Remédio

Olhei em volta, o quarto era totalmente branco, chegava a ser um branco desesperador e doentio. Parei quando vi aquele que me ferira ali, com a cabeça deitada em meu colo segurando minha mão que estava sem o tubo de soro, dormindo calmamente sucumbindo ao cansaço. Até senti um pouco de dó, passei levemente a mão pelos seus cabelos macios.

Não! Não seria tão fácil me esquecer do que ele me fez, da dor que estou sentindo. Merda, eu realmente gostava dele

Bem, se não gostasse não estaria agora na cama de um hospital após provavelmente eu ter batido a cabeça com muita força lá no penhasco. Por que mesmo que eu cai?

Ah! Os estranhos pares de olhos no meio da mata, acompanhados ainda pelo uivo medonho. Um arrepio desceu por minha espinha. Minha cabeça deu uma pontada de dor. Quando a toquei senti as faixas, minha cabeça estava enfaixada, deveria ter levado pontos. Saco! Odeio ser tão desastrada

Olhei novamente para o Edward dormindo pesadamente, mesmo que sentisse dó não poderia deixar ele ali tão próximo a mim, era tentador demais.

Remexi-me bastante, com algum esforço pelas minhas pernas dormentes e seu peso sobre elas.

- Vai, acorda Edward! – falei começando a cutucar sua cabeça – Vai, sai daqui! – puxei seus cabelos, ao fazer isso ele finalmente acordou

Seu rosto estava pálido, em baixo dos seus olhos tinha uma mancha escura e estava todo amarrotado

- Ai!

- Ai digo eu que já acordo com um baita idiota deitado em cima de mim – tentei não sentir pena, sua aparência era digna de um cachorro abandonado

Não tinha percebido que não tinha soltado minha mão da dele até ele a puxar e beijar o centro da palma desta

A puxei como se seu beijo fosse algo que queimasse, quando ele levantou seus olhos nada mais que tristeza estava estampada neles. Queria poder dizer que o perdoava, mas o corte no meu peito havia sido muito profundo, mesmo assim não o tinha arrancado de dentro de mim. Como gostaria poder ouvir dele uma explicação que me convencesse que nada era como eu tinha visto.

- Bella eu...

- Cala boca vai, sai daqui – mesmo com toda minha vontade, não conseguia ouvir ele dando alguma desculpa

- Mas você nem deixa eu te explicar! – Ele me olhou suplicante

- Estou com dor, quer fazer algo de útil? Chama a enfermeira, se o que você quer falar for verdade, ela pode esperar – meus olhos deveriam mostrar muita raiva, porque ele se encolheu um pouco e foi fazer o que eu tinha pedido

Talvez esteja sendo dura demais com ele, mas ele também havia sido duro comigo

A enfermeira chegou junto com um doutor que não prestei nenhuma atenção ao nome, só olhava Edward, ou as suas costas pelo menos, se afastando e com ele parte de mim

Fazia tempos em que Edward era parte de mim, mas nunca tanto assim e tão dolorosamente

                                                              ...

Após três dias levei alta, não posso dizer o mesmo que Esme. Ela estava cada vez mais indo de encontro ao abismo. Estava fraca, doente, muito mal e Carlisle ainda não tinha aparecido.

Que merda! O que ele estava esperando? Ser tarde demais? Bosta

Nos dias que fiquei no hospital Edward não apareceu mais e só sabia dele quando alguém falava por autos onde ele estava, mas nunca perguntei diretamente.

Alice ficava mais comigo, a maior parte no quarto de Esme, tentado a animar

- Eaê tia Esme! Bora quando sairmos cair na gandaia! Beber, cair levantar! – Alice brincou

- Claro! Mas só as meninas, vamos lá ao Pelicano café na noite das mulheres

Caiamos na gargalhada, mas notávamos que ela tentava nos mostrar uma Esme melhor, normal. Sinceramente não conseguíamos engolir aquilo, tava na cara que ela estava em uma depressão profunda. Ela ia acabar ficando louca se continuasse assim

Quando recebi alta, pensávamos que Esme também iria. Redondamente enganados, ela ficou. Eu e Alice nos apoiamos na porta do consultório para ouvir o que Emmet e o medico falavam

- O que vocês estão fazendo aí? – Jasper chegou

- Shhhh cala boca Jasper, não tá vendo que estamos tentando escutar! – briguei com ele sussurrando

- Isso eu notei, não é certo! Saiam daí vocês duas!

- Queremos saber o que o medico está falando pro Emmet sobre a Esme, pô!

- Ah

Dito isso ele se abaixou e encostou a cabeça na porta junto conosco

- Ué! Você não disse que era errado e blá blá blá? – provoquei o quase sei lá nunca se sabe gay

- É a Esme, fim

E ficamos tentando escutar. No começo o medico ficou enrolando, falando de mim

- O que é isso? – Rose, aff

- Estamos fabricando pão Rose! – foi a vez de a Alice responder, eu tava muito concentrada tentando acompanhar a conversa lá dentro

- Isso é errado! Até você Jasper!

- Fala baixo Rosalie, é sobre a Esme! – Jasper conteve sua irmã

- Cheguem pra lá, sei que é errado, mas é a Esme

E ficamos agora os quatro amontoados na porta do consultório tentando acompanhar a conversa que se passava lá dentro

... Então não há muitas esperanças, sinto em te dizer Emmet

- Tem certeza doutor? Não sei como meus irmãos vão reagir a isso

Um olhou para o outro, com certeza não íamos reagir muito bem, Alice e Rose já começavam a lacrimejar e Jasper apertou firme a mão em forma de soco. Para mim foi um baque, mas um baque não tão forte, parece que meu subconsciente estava se preparando para mais aquilo vendo como Esme estava declinando cada dia mais e mais.

- Tenho, já mostrei o quadro de Esme para alguns colegas meus que disseram a mesma coisa. Esme chegou a um estado onde sua saúde está mais que frágil sendo atacada por todos os lados e sua mente está a um centímetro da loucura, ela a noite já sofre de delírios e seu corpo rejeita qualquer tipo de medicamento ou comida, parece que ela está querendo morrer e seu corpo está aceitando isso

- Hum

Pelo que notava Emmet estava se segurando para não chorar, enquanto aqui Alice e Rosalie já se debulhavam em lagrimas enquanto Jasper abraçava ambas. Afastando-nos da porta ao notar os passos do lado de dentro, tropeçamos uns nos outros na pressa e caímos feito panquecas, acabei ficando embaixo de todos, mal conseguindo respirar

A porta se abriu e de lá saiu um Emmet com a expressão totalmente derrotada que mudou para surpresa ao nos ver ali

- Vocês... vocês ouviram tudo? – ele nos olhava espantado e nada de alguém se mexer, eu estava realmente começando a sufocar

- Eu sei que estão confortáveis, mas o colchão aqui está morrendo – Consegui reunir ar suficiente pra gritar

- Opa! – Jasper abraçou Alice e se empurrou para frente levantando os dois juntos de uma vez só para logo ajudar Rosalie e eu a levantar

- Valeu, e sim Emmet, ouvimos tudo – o olhei tristemente, pelo menos ele não precisava passar pelo martírio de nos contar




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