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segunda-feira, 17 de maio de 2010

28º Capitulo!

PDV Bella


Contei tudo o que se passava comigo e o Edward para Dona Aurora que me ouviu atentamente sem nunca me interromper com comentários ou perguntas. Passou se um tempinho após eu terminar minha narração até ela perguntar

- Você sente que ele faria uma coisa dessas? – ela me perguntou olhando fundo nos meus olhos

- Eu vi Aurora e... – comecei a falar, mas ela me cortou

- Não estou te perguntando o que você viu e o que sua mente fala, estou te perguntando o que você acredita conhecendo o Edward? – ela se aproximou de mim e colocou uma mão sobre meu peito – o que seu coração diz que é verdade? Às vezes Bella, devemos ouvir a emoção, a essência e deixar a lógica de lado

Fiquei sem palavras, não tinha o que falar. Aurora com toda sua experiência de vida sabia o que eu tinha que fazer, mas não querendo facilitar deixou a ação por ar. Eu sabia que ele não faria aquilo antes de conversarmos e deixarmos tudo acertados. Se fosse para terminar ele já teria me pego para conversar sobre terminar, nunca trairia.

- É isso aí criança – ela me disse me olhando carinhosamente

- Obrigada Dona Aurora! – falei já meio que correndo para fora da biblioteca

- É somente Aurora, Bella! – consegui ouvir seu protesto ao fechar a pesada porta da biblioteca atrás de mim e sentir a brisa fresca e revigorante no meu rosto

- Lá vou eu

Sai desembestada para onde havia acontecido toda a cena. Ninguém mais estava ali. Olhei para meu relógio e me dei conta que o sinal já devia ter batido

- Merda! Vou levar uma bronca do professor

Saí correndo para a sala de aula decidindo depois me resolver com o Edward. Depois.

Sabe quando você acha que nada mais te abate? Que ninguém vai te atingir e que você está certa no que quer? Essa força toda se foi de mim ao ver a cena, pior nova cena da minha vida, na minha frente

Edward estava beijando Lauren, e não era um beijo pequeno. Era digno de final de filminho romântico. Ela estava inclinada sobre ele com ambas as mãos em seu rosto enquanto ele segurava sua cintura. Fiquei parada algum tempo, não sei se foram horas, minutos ou minha vida toda.

Quando finalmente recuperei o controle das minhas pernas sai correndo. Corri somente. Corri pelo campus todo do colégio, passei pelos grandes corredores entre os prédios, do lado do ginásio, corri pelo campo de futebol até parar a margem da floresta.

Olhei a minha volta, será que meu pai poderia me ouvir?

- Filha? – Meu pai apareceu entre as sombras das arvores juntas – O que aconteceu? Seu rosto está pálido, mais do que o meu! E você está tão triste

Ele me olhava preocupado. Não sabia se podia contar o que acontecia. Ele não entenderia, nem eu consigo entender!

A longas passadas eliminei o pouco espaço entre nós e o abracei. O contato de mim morna com seu corpo frio me fez ter um leve tremor, que logo passou para substituir pelo prazer que seu ombro frio dava a minha dor de cabeça, nem tinha a notado chegar

Não chorei, somente fiquei ali abraçada a ele, suas mãos acariciando levemente minhas costas



PDV Edward



Eu não to acreditando no que estou fazendo. Beijando a Lauren!

Tentava afastar-la gentilmente antes que alguém nos flagrasse e aquilo virasse alvo de fofocas e gabas pela parte dela. Tudo pela Bella. Depois ela teria que me recompensar, de hoje ela não passa

Estava morrendo de saudades e pensando nela quando Lauren com uma cara vingativa aparece na minha frente

- Oi Edwaaaard – sua voz era arrastada e melosa. Um nojo

- Oi Lauren

- Não quer bis?

- Não

- Que? – ela arregalou os olhos espantada, como se fosse a coisa mais bizarra eu enxotá-la

- Não, aquilo foi uma atitude ridícula, não quero e nunca irei querer ter algo com você e tenta por isso na sua cabecinha oca. Só aceitei ficar com você como dupla em química porque o professor me pediu. Até que sua companhia estava agradável até você se prestar aquele papelão

- Não? – ela me perguntou semicerrando os olhos

- Não – falei com total certeza

- Então o que você acha de certa pessoa da sua família, uma irmãzinha mais nova, sofrer um acidente, oh – ela colocou uma mão na boca e arregalou os olhos inocentemente impressionada – no treino dela? Ops, será que deixei o saco vermelho desamarrado sem querer e ele acabou caindo em cima dela? – ela deu um sorrisinho diabólico.

- Você não seria capaz! – estava me segurando para não socar a cara dessa vadia. Mas a boa educação que minha mãe me deu me impediu mais ainda

- Me teste! – ela gritou

- Você não conseguirá – não mesmo, falei com ódio somente destinado a ela, que não ia encostar-se a um fio de cabelo da Bella – Se você fizer nunca mais poderá falar direito, eu juro que deixo minha educação de lado e arrebento você toda

Ela primeiramente me olhou assustada pelo ódio que emanava da minha voz, depois sorriu com desdém para do nada começou a abrir os botões da sua blusinha brega e gritar

- PARA EDWARD PARA COM ISSO!

- Cala boca menina louca! Não estou fazendo nada! PARA!

Segurei suas mãos para pararem de abrir os botões e ela parou de gritar, eu dei um suspiro de alivio. Que maluca

- Eu paro se você me der um beijo

- Nem vem

- Então... – ela abriu a boca para começar a gritar novamente

- Ok! Mas somente um e você nunca mais me enche o saco

- Você acha que vai se livrar de mim assim tão fácil? Mas por enquanto está bom

Sabia que ia me arrepender mais tarde, mas a beijei.

Ela beijava mal, sua língua parecia um liquidificador dentro da minha boca, que parada estava parada ficou. Não ia corresponder, preferia mil vezes comer merda de cachorro na rua, o que não seria nada mal se eu pudesse sair daqui nesse instante

Ela levou suas mãos ao meu rosto segurando firmemente e reagi a afastando com minhas mãos na sua cintura. Nessa pequena lutinha eu a empurrei bruscamente

- Chega!

- Por hoje... Tudo bem chega – ela saiu rebolando exageradamente limpando os cantos da boca como se tivesse pagado um... Deixa pra lá

Comecei a cuspir pra todos os lados, aquilo era nojento e estava quase vomitando. Olhei para o meu relógio e vi que já estava atrasado para a aula. Ai meu santinho que aquele dia já tinha sido longo demais

Sem Bella há quase um mês, nunca podendo ficar perto o suficiente dela estava me deixando aflito. Eu queria poder gritar para todo mundo que ela estava comigo, que era minha

PDV Bella

- Quer ir para casa? – meu pai perguntou após um tempo

- Pra minha? Não, Emmet deve estar lá e vai fazer mil e uma perguntas por não estar na escola e depois começaria um sermão enorme

Meu pai riu da minha declaração. Emmet sempre se colocou como irmão mais velho, tinha seus momentos bobos e idiotas, muito idiota, mas sempre teve responsabilidade e liderança para conosco.

Notei a tristeza que passou no rosto do meu pai, ele não acompanhou, não de perto, essas situações. Não pode rir conosco, nem mesmo brigar ou separar brigas. Aquilo deve ter feito uma baita de uma falta para ele, e para nós. Longo seis anos.

- Quer então vir para a cabana? – ele me perguntou meio inseguro. Por quê? – Carlisle está lá provavelmente e ficaria muito feliz em te ver. Mesmo ainda estando em um período difícil da passagem, ainda não testamos sua tolerância com os humanos. Não gostaria de por sua vida em risco Bella, somente se você quiser mesmo ir

Pensei um pouco. Tinha muitas saudades de Carlisle, ele sempre foi mais que um tio, pai, irmão às vezes, ele foi um grande amigo. E eu tenho que parar de falar no passado dele! Credo, que coisa mais melancólica.

- Claro que quero! Mas será uma longa caminhada né? Mas vou tentar ao máximo andar rápido

- Pra que? Seu velho pai consegue te levar nas costas! – ele falou meio rindo pela minha cara de surpresa

- Er... Vou andando com minhas próprias pernas mesmo

Comecei a andar e ele veio atrás de mim rindo. Até que a caminhada não foi muito tensa. Era entre conversa e gargalhada e com alguma ajuda do meu pai. Eu era ágil, mas tinha certo azar que sempre me acompanhou

Quando chegamos eu fui logo entrando na maior normalidade. Meu pai deveria estar sentindo minha confiança e entrou logo atrás de mim

- Carlisle? Esta tudo bem? – ele se colocou a minha frente enquanto falava em um tom normal, como se meu tio estivesse bem ali na sala

- Charlie? É a Be... – E ali estava meu tio, Carlisle, surgindo do corredor. Ele estava diferente, sua pele era da mesma textura e do mesmo tom pálido que a do meu pai, seus olhos cor ocre claro, meio cintilante, sem nenhum vestígio do límpido azul que um dia foi. Ele me olhava com emoção – Bella!

Já ia correndo a seu encontro, mas a mão fria do meu pai em meu ombro me parou

- Pai? – eu o olhava, mas ele não me olhava de volta. Estava encarando Carlisle, possivelmente tentando sentir as emoções dele

Ele relaxou e retirou sua mão do meu ombro me deixando ir finalmente ao encontro do meu tio

- Carlisle! - Me joguei em seus braços e o abracei o mais apertado que pude – é tão bom te ver

- Digo o mesmo Bells – sua voz era como um anjo falando, doce e suave com um toque de ternura

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