PDV Bella
Eu estanquei em choque. Como assim... então Esme virou uma...
- Isso mesmo filha, Carlisle transformou Esme em vampira pouco antes de ela chegar a morrer. Facilitou o que ele fez porque o coração dela estava batendo fraco, disfarçado ninguém questionou o “medico” ao levar a paciente morta. Como ela ficaria três dias desacordados completando a transformação... Velório e sepultamento checado, iríamos violar a sepultura e trazer-la pra cá
- Mas então por que não nos deixa entrar? – Edward falou – Supostamente Esme ainda está no necrotério... Charlie?
Um momento de silencio se passou antes de Charlie falar
- Aconteceu um problema... – e uma longa pausa se formou sem Charlie dizer nada
- Que problema pai? Para de fazer suspense e fala logo!
Ele olhou-nos com cara de culpado. Só faltava terem, sei lá, roubado o corpo de Esme em transformação. Hoje seria o velório, seguido do enterro ao por do sol. Não teria muita cerimônia, então esse pequeno detalhe tinha um grande significado, tínhamos que ter Esme!
- Esme completou a transformação antes do previsto – ele olhou para trás. Captei tudo, e Edward parece que sim
- Ela já está acordada com vocês – Ele olhou por sobre os ombros do meu pai – Quando foi isso?
- Agora a pouco, Carlisle estava no hospital, vendo como estava o corpo dela e a transformação, e ela acordou, completando em 2 dias em vez de 3
Todos olharam para dentro da trilha atrás do meu pai, como se esperando Esme aparecer a qualquer instante. Bem, ela não apareceu, mas um pequeno vulto encoberto pela densa mata nos deu uma dica, ela estava escutando. Ela estava lá
Edward parecia estar pensando a todo vapor, com a expressão séria. Apertei forte sua mão para mostrar apoio. A mãe dele estava viva, ou quase isso.
O pequeno vulto desapareceu
- E como vamos fazer para o velório e enterro dela? Vocês acham que o pessoal está preparado para tudo isso? Eles... – Edward ia completar sua frase, mas eu o interrompi
- Eles não são tão cheio de problemas como nós dois aqui. Acho que dos quatro, Alice aceitaria melhor, com Jasper em segundo lugar, ele é pau mandado mesmo
- Jasper não é pau mandado Bella
- Puff, pra mim é. Ou tá quase chegando lá
Ouvimos um farfalhar de folhas e nos viramos para a direção de onde vinha. Carlisle vinha vindo
- Hey Carlisle! – Edward saldou
- Oi tio, tudo tranqüilo? Transformando algumas pessoas por aí em vampiros? Tudo de sempre? – falei brincando, mas a brincadeira foi levada a sério demais, todos me olharam como se eu tivesse falado que vejo gente morta.
Bem, se considerarmos que meu pai, tio e tia, que eram pra estar enterrados, estão andando por aí... Er, eu vejo gente morta. Esse pensamento me fez rir, o que fez arregalar mais os olhos deles
- Ai, desculpas. Rindo sozinha dos pensamentos que tive, nada demais. Então, cadê minha tia?
Charlie olhou tranqüilizando Carlisle, que respondeu
- Está na cabana me esperando pra irmos caçar
- Qual vai ser o plano pra resolvermos toda essa confusão de minha mãe ter acordado antes do tempo? – Edward direto ao ponto
Carlisle olhando firmemente, como se desafiasse a nós retrucar ele, foi falando
- Vamos caçar, bastante, a ponto de Esme poder ficar pelo menos 2 dias sem sentir muita cede, iremos colocar-la no necrotério hoje, pouco antes de ela ir pro seu próprio velório – ele baixou o olhar um pouco melancólico – e ela vai ficar quieta lá até ser enterrada a tarde. Onde eu e Charlie vamos tirar-la de lá.
- Vai ser incomodo pra ela ficar lá, já que acabou a transformação há pouco tempo e estará em uma sala com pessoas, mas como vai estar saciada, isso tornará bem mais fácil para ela se segurar. Além do mais, não precisamos respirar, é só um capricho, então ela ficará imóvel – Charlie completou a resposta de Carlisle
Parecia um bom plano, e como a maioria dos conhecidos iriam somente ao enterro, com o caixão já fechado – nossa, pensar em caixão me dá claustrofobia – ela não sentiria muitos cheiros... Estava começando a entender melhor esse lance todo de vampirismo e o escambau.
- Ela não pode falar conosco agora? – Edward estava visivelmente mais feliz com a possibilidade
- Sinto muito Edward, acho melhor não – Edward deu uma murchada, mas não deixou abalar seu rosto – Garotos, eu vou indo. Se cuidem, logo entraremos em contato. Amo vocês
Dizendo isso Carlisle se aproximou de nós dando um beijo em minha testa e um aperto de mão em Edward. E foi embora
- Bem, estão com tempo? Querem entrar? – meu pai perguntou em tom animado
Olhei para Edward com só duas palavras, ou nomes, em minha mente: Rosalie e Emmet
- Já vi pelas carinhas de vocês que não. Bem, espero que o romance de vocês crianças dê certo. Como o pessoal reagiu a isso?
Eu o olhei alarmada e foi quando notei que ainda estava de mãos dadas com Edward.
- Não me olhem surpresos, não se esqueçam que sou um vampiro com um dom meio inútil pro cotidiano, mas quando se tem filhos adolescentes, vários pais iriam fazer fila pra ter esse dom – e riu, sentia saudade da risada do meu pai, mesmo estando um pouco diferente. Mas diferente no bom sentido, agora era musical, suave e rouco ao mesmo tempo. Mistura de tons que se tornava agradável aos ouvidos
- Eu sinto, na verdade desde o momento que os revi juntos, senti esse sentimento, mas agora parece mais forte ainda. Estou me aprimorando, mas já consigo sentir essas mudanças e interpretar-las - completou
- E Carlisle? Qual o dom dele? – Edward fez a pergunta que eu estava prestes a fazer
- O dom dele, mesmo, é quase igual ao de Ana, ele consegue saber o que está de errado com qualquer pessoa na área de saúde, é como se ele batesse o olho em você e fizesse um exame instantâneo completo de tudo e procurar a cura se tiver algo errado. Mas nem sempre é possível, como foi o caso de Esme, o melhoramento dela só seria possível se Carlisle revivesse, era algo psicológico, Carlisle sabia o que tinha de errado, mas o remédio poderia levar-la ao hospício
- Entendo – nós dissemos juntos
E entendia mesmo, imagina sua mãe começa a dizer que seu pai voltou do além! No estado frágil que ela estava, até poderia levar a um piripaque nela. A vida é tão complicada, até o fim dela se tornou complicada
- Bem, temos que ir mesmo Charlie. Da próxima vez vamos vir com mais tempo – Edward começou a se despedir – manda um beijo pra minha mãe e diz pra ela que logo nos vemos. Mais precisamente daqui a pouco
- Ok Edward, se cuida e cuida da minha pequena. E olha só, eu apoio vocês – meu pai deu um sorriso lindo e seu apoio contava muito para nós. Não me segurei e o abracei
- Obrigada pai!
- Sem problemas, a magnitude dos sentimentos de vocês é enorme, só um tolo lutaria contra isso
Sorrimos, nos despedimos e lá fomos Edward e eu para casa enfrentar a inquisição
O caminho foi silencioso, mais uma vez sem desgrudarmos as mãos. Edward rodeava com o dedão as costas da minha
- Faz quanto tempo que você não vai pra um treino? – Edward perguntou franzindo um pouco o cenho
- Bastante, por quê?
- Nada, é que antes era sua prioridade a luta e era legal te ver lutando
- Quer dizer que o senhor gosta de mulher batendo em outras pessoas?
- Desde que não seja em mim e desde que essa mulher seja uma chamada Isabella Swan – ele me deu seu sorriso torto perfeito, me fazendo ficar vermelha
- Não consigo te bater forte, mesmo que eu esteja morrendo de ódio de você
- A linha que separa o amor do ódio é muito fina. Sempre me perguntava isso sabia? Você lá no tatame é forte e com um soco só leva um troglodita ao chão, mas comigo mal consegue sair do meu aperto
- Pra você ver minha sorte!
Rimos e já estávamos na rua da nossa casa. Pouco antes de três quadras, Edward estacionou o carro na sombra de um grande carvalho
- O que foi? – perguntei confusa olhando ao meu redor
- Isso – e me beijou maciamente me pegando de surpresa, quando parou o beijo eu estava sem fôlego – Não sei por quanto tempo ficaremos sem fazer isso novamente após o interrogatório com Rose e Emmet
- A essa hora ele já deve ter chegado do trabalho – já recuperada falei – Você não acha melhor falarmos logo? Tudo de uma vez? Não agüento mais ficar tão afastada de você. Sei que soa gay e besta. To virando uma Alice da vida! Nãããooo
Brinquei um pouco
- Eu também pensei nisso, mas achei que você não iria concordar
- Por que?
- Porque pensei que teria medo ou não quisesse aprofundar, anunciando para todos o que temos, o relacionamento. Nossa, falar relacionamento fica meio pesado
- Achei o mesmo. Vamos chamar de... Situação! – ele fez uma careta
- Situação? Parece que estamos doentes e o médico avaliou nosso estado – fazendo uma voz rouca que para ele deveria ser um médico falando – “Desculpe, mas a situação de vocês não está muito bem”
Ri da brincadeira dele
- Não poderia ser uma médica?
- Você quer mesmo que eu faço voz fina? – rebateu com outra pergunta
- Não, melhor não. Eu fico como a médica
- Hum... Adorei essa idéia!
Dando um soquinho nele ri com a malícia das palavras
- Se eu for médica, vou ser cirurgiã e você não vai gostar de saber o que vou arrancar de você
- EITA! Essa conversa está indo pelo lado errado da coisa
Ligando o carro partimos andando o trecho pequeno rapidamente para ele estacionar na entrada da garagem
- Não vai entrar com o carro? – perguntei achando estranho
- Não acha melhor prevenir? Em caso de querermos fazer uma fuga drástica?
- Pensando bem... rsrs
..............................................
Mil perdões pela demora, aconteceu um acontecimento acontecido que dificultou tudo.
Alem de momento de tensão na minha familia, meu pc chegou a ficar pifadin T-T ñ qria entrar nos documentos nem nada =/
Espero que gostem e comentem aqui.
Beijokas e logo tem mais, possivelmente amanha! =D
Olá!!
Sejam bem vindos a este blog de fanfic ^.^ São fanfics de varios autores, inclusive minhas, quem quiser postar é só falar comigo pelo twitter @PamelaCardenas ou Orkut: pame_leticia [hotmail] Boa Leitura!
sábado, 19 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
36º Capitulo!!!
PDV Edward
A tristeza foi enorme, descobrimos que o poço tem subsolo. Mas ao mesmo tempo a tristeza não foi tão impactante, o estado da minha mãe era conhecido por todos, melhorar seria mais que um milagre. Se este existisse é claro
Emmet iria cuidar do enterro, eu e Jasper do velório e as meninas somente uma das outras
- Bella, vem cá – ouvi Rose falar enquanto passava em frente ao quarto delas, algo na voz de Rose me fez parar pra ouvir melhor – Não fica tão abatida com isso, sinceramente sabíamos que mais cedo ou mais tarde...
- Para Rose, já entendi beleza? To bem. Chega, vamos se arrumar que não podemos mais ficar faltando tanto – mas eu sabia que ela não estava bem, eu conhecia parte de mim
Fomos para o colégio e o pessoal não ajudou muito com seus “pêsames” e “sinto muito”. Podia ver que Bella ia se curvando e entristecendo mais e mais
No recreio fomos mais uma vez alvo de olhares de esgueira e murmurinhos irritantes. No nosso grupo ninguém falava, às vezes trocas de olhares cheios de significados. E aquele vazio da distancia entre mim e Bella me corroendo
Podem me chamar de egoísta, sei que não é um momento bom para declarações, iria dificultar e deixar mais tenso o clima. Mas meu foco era em Bella, sentada logo acima de mim em um galho da arvore toda triste, nem tinha tocado na sua maça, queria tanto subir e ficar abraçado a ela
Nessa hora que me pergunto o que me impede de fazer isso? Deixem que pensem, se Rose depois quiser explicações terá e se o povo da escola quiser fazer fofoca, que façam!
Com esse pensamento ocorrendo, agarrei o galho oposto ao dela, dei impulso e subi na arvore, para depois pular para o galho onde ela estava sentada a surpreendendo. Mas a nossa troca de olhares dizia tudo, não iríamos ligar pra mais ninguém.
Puxando a para meu colo enquanto me acomodava escorregando para onde antes ela estava sentada, a deixei descansar tranquilamente encostando a cabeça no meu ombro. A arvore era antiga, com galhos grossos que poderiam nocautear um elefante, mas era forte.
Jasper me olhava meio espantado pela atitude, mais ainda Rose sem entender nada. A cena não parecia coisa de irmão e irmã. Alice somente sorria olhando para nós. A baixinha é mesmo convencida
- Edward! O que é tudo isso? – Rose começou a perguntar esganiçada
- Shhhh Rose! Depois eu te explico – Alice me salvou dessa onça.
Murmurei de volta “De devo uma” e a anã respondeu “Irei cobrar” abrindo um sorriso maior ainda. Bella que viu toda a cena riu amuada
- Não fique assim, não foi sua culpa – sussurrei em seu ouvido, iniciando uma conversa
- Eu sei, mas mesmo assim... – ela deixou a frase morrer
- Completa, mas?
- Sinto como se não tivesse mostrado o amor que sinto por ela e me sinto mal agradecida – Ela deu um suspiro longo e se enterrou mais ainda em meu ombro
- Não acho motivos para você se sentir assim, Esme sabia do que cada um sentia e do que cada um conseguia demonstrar a sua maneira
- Pode ser, ela sempre me deixava quieta quando eu queria, mesmo eu não dizendo nada – comecei a acariciar seus cabelos – Tem outra coisa
- O que?
- Carlisle e Charlie – ela levantou a cabeça para me olhar diretamente no rosto – como iremos...
- Não iremos, eu irei. Você não vai
- Mas é meu tio, e meu pai. Carlisle vai ficar tão triste – ela voltou a se acomodar em meu ombro
- Eu sei, mas...
- Eu vou Edward, vou com você ou vou só! – mesmo não tendo elevado a voz, nem mesmo estando olhando para mim, sabia que ela estava decidida e nada mudaria a idéia dela
- Ok – concordei com um dar de ombros
- Sério? Tão fácil assim?
- Fácil, não. Mas sei que quando você põe alguma coisa nessa sua cabecinha oca, nada tira - Senti o sorriso em seu rosto – quando você quer ir?
- Que tal agora depois da aula, antes do velório e enterro. Talvez eles queiram ir meio que disfarçados...
- Você sabe que não vai ser nada fácil escapar da Rose, não sabe? – rimos baixinho e olhamos juntos para baixo onde Rose estava sentada irritadiça ao lado de Jasper e Alice abraçados
- Vamos conseguir, mas precisaremos de alguma ajuda – ela falou semicerrando os olhos
- O que você está pensando?
Parece que alguma coisa acendeu em minha cabeça e falamos juntos – Alice!
...
Fui falando do planinho para Alice enquanto a acompanhava para sua próxima aula, somente mudando o local para onde eu e Bella íamos. Não ia dizer que iríamos visitar Carlisle e Charlie vampiros moradores da cabana abandonada no meio da floresta
- Ok, então eu só tenho que distrair Rose e depois agüentar sua irritação? – ela falava como uma pobre coitada, mas mudou rapidinho o tom – Adorei! Vou colaborar!
A pequena era do mal. Isso é coisa de família, só pode! Adorava ver Rose irritada, mais ainda escondendo um segredo desta.
Plano feito, vamos a execução
PDV Bella
Escapar de Rose até que foi fácil. Rose estava vindo na minha direção bufando quando Alice começou a gritar a chamando desesperadamente, Rose se virou sem escolha, indo ver o motivo do berreiro da anã de jardim.
Não fiquei pra saber qual o motivo que a gremlin inventou pra chamar a atenção da loira, sai correndo e entrei no carro do Edward, que deu um arranque digno de filme de ação e nos mandamos
Já no carro morrendo de rir, me acalmei
- Você sabe que o touro e a Medusa irão nos esperar com o chicote na mão por uma explicação, não sabe? – falando de Emmet e Rosalie, e a imagem não escapava muito dessa linha de imaginação
- Com eles depois nos entendemos, não digo que irá ser fácil. Mas agora estou preocupado com a reação de Carlisle
- Nem fala
E o resto do caminho foi em silencio, mas não um silencio chato. Era um silencio compreensivo
Finalmente chegamos ao ponto mais próximo da cabana com o carro, o resto do trajeto seria a pé. Graças que hoje, justo hoje, vim de tênis
De mãos dadas entramos na trilha estreita, Edward na frente abrindo caminho. Nem andamos muito quando um vulto apareceu
- Pai? – Edward chamando Carlisle e eu chamando Charlie falamos juntos
- Oi filha – Era meu pai
Vindo ao nosso encontro tão rápido como um piscar de olhos foi nos guiando de volta pela trilha apressadamente
- Venham, venham. Como vocês vieram? – ele estava agindo estranho
- De carro, por que pai?
- Vamos, onde vocês o deixaram? Sabia que poderiam roubar o seu carro Edward – e continuava a nos empurrar de leve para fora
Chegamos ao fim do caminho com o carro estacionado seguro e camuflado na orla
- Pai, desembucha. Você não é muito bom em esconder as coisas, o que foi?
- Primeiro, por que vocês vieram aqui? – ele olhava para todos os lados, como se esperasse que um ladrão, sei lá, viesse nos atacar
- Porque temos uma noticia para vocês – Edward interveio – Minha mãe faleceu antes de ontem
Charlie não reagiu como eu pensei que iria, ele continuou olhando para os lados, como se Edward tivesse dito que o tempo iria mudar! Ele parecia não prestar atenção no que falávamos
- Pai! Edward acabou de te dizer que tia Esme morreu! Cadê Carlisle?
Ele parou de olhar nervosamente para os lados e se focou em nós, muito sério por sinal
- Como vocês já sabem toda a verdade, acho que essa não irá os surpreender muito. Vocês acham que Carlisle iria deixar Esme morrer?
...................................................
Então? O que vocês acham? Quem dá mais quem dá mais? rsrs
Quarta tem mais galera! Curtam esse por enquanto
Votem, comentem, indiquem, reclamem.
Beijokas
A tristeza foi enorme, descobrimos que o poço tem subsolo. Mas ao mesmo tempo a tristeza não foi tão impactante, o estado da minha mãe era conhecido por todos, melhorar seria mais que um milagre. Se este existisse é claro
Emmet iria cuidar do enterro, eu e Jasper do velório e as meninas somente uma das outras
- Bella, vem cá – ouvi Rose falar enquanto passava em frente ao quarto delas, algo na voz de Rose me fez parar pra ouvir melhor – Não fica tão abatida com isso, sinceramente sabíamos que mais cedo ou mais tarde...
- Para Rose, já entendi beleza? To bem. Chega, vamos se arrumar que não podemos mais ficar faltando tanto – mas eu sabia que ela não estava bem, eu conhecia parte de mim
Fomos para o colégio e o pessoal não ajudou muito com seus “pêsames” e “sinto muito”. Podia ver que Bella ia se curvando e entristecendo mais e mais
No recreio fomos mais uma vez alvo de olhares de esgueira e murmurinhos irritantes. No nosso grupo ninguém falava, às vezes trocas de olhares cheios de significados. E aquele vazio da distancia entre mim e Bella me corroendo
Podem me chamar de egoísta, sei que não é um momento bom para declarações, iria dificultar e deixar mais tenso o clima. Mas meu foco era em Bella, sentada logo acima de mim em um galho da arvore toda triste, nem tinha tocado na sua maça, queria tanto subir e ficar abraçado a ela
Nessa hora que me pergunto o que me impede de fazer isso? Deixem que pensem, se Rose depois quiser explicações terá e se o povo da escola quiser fazer fofoca, que façam!
Com esse pensamento ocorrendo, agarrei o galho oposto ao dela, dei impulso e subi na arvore, para depois pular para o galho onde ela estava sentada a surpreendendo. Mas a nossa troca de olhares dizia tudo, não iríamos ligar pra mais ninguém.
Puxando a para meu colo enquanto me acomodava escorregando para onde antes ela estava sentada, a deixei descansar tranquilamente encostando a cabeça no meu ombro. A arvore era antiga, com galhos grossos que poderiam nocautear um elefante, mas era forte.
Jasper me olhava meio espantado pela atitude, mais ainda Rose sem entender nada. A cena não parecia coisa de irmão e irmã. Alice somente sorria olhando para nós. A baixinha é mesmo convencida
- Edward! O que é tudo isso? – Rose começou a perguntar esganiçada
- Shhhh Rose! Depois eu te explico – Alice me salvou dessa onça.
Murmurei de volta “De devo uma” e a anã respondeu “Irei cobrar” abrindo um sorriso maior ainda. Bella que viu toda a cena riu amuada
- Não fique assim, não foi sua culpa – sussurrei em seu ouvido, iniciando uma conversa
- Eu sei, mas mesmo assim... – ela deixou a frase morrer
- Completa, mas?
- Sinto como se não tivesse mostrado o amor que sinto por ela e me sinto mal agradecida – Ela deu um suspiro longo e se enterrou mais ainda em meu ombro
- Não acho motivos para você se sentir assim, Esme sabia do que cada um sentia e do que cada um conseguia demonstrar a sua maneira
- Pode ser, ela sempre me deixava quieta quando eu queria, mesmo eu não dizendo nada – comecei a acariciar seus cabelos – Tem outra coisa
- O que?
- Carlisle e Charlie – ela levantou a cabeça para me olhar diretamente no rosto – como iremos...
- Não iremos, eu irei. Você não vai
- Mas é meu tio, e meu pai. Carlisle vai ficar tão triste – ela voltou a se acomodar em meu ombro
- Eu sei, mas...
- Eu vou Edward, vou com você ou vou só! – mesmo não tendo elevado a voz, nem mesmo estando olhando para mim, sabia que ela estava decidida e nada mudaria a idéia dela
- Ok – concordei com um dar de ombros
- Sério? Tão fácil assim?
- Fácil, não. Mas sei que quando você põe alguma coisa nessa sua cabecinha oca, nada tira - Senti o sorriso em seu rosto – quando você quer ir?
- Que tal agora depois da aula, antes do velório e enterro. Talvez eles queiram ir meio que disfarçados...
- Você sabe que não vai ser nada fácil escapar da Rose, não sabe? – rimos baixinho e olhamos juntos para baixo onde Rose estava sentada irritadiça ao lado de Jasper e Alice abraçados
- Vamos conseguir, mas precisaremos de alguma ajuda – ela falou semicerrando os olhos
- O que você está pensando?
Parece que alguma coisa acendeu em minha cabeça e falamos juntos – Alice!
...
Fui falando do planinho para Alice enquanto a acompanhava para sua próxima aula, somente mudando o local para onde eu e Bella íamos. Não ia dizer que iríamos visitar Carlisle e Charlie vampiros moradores da cabana abandonada no meio da floresta
- Ok, então eu só tenho que distrair Rose e depois agüentar sua irritação? – ela falava como uma pobre coitada, mas mudou rapidinho o tom – Adorei! Vou colaborar!
A pequena era do mal. Isso é coisa de família, só pode! Adorava ver Rose irritada, mais ainda escondendo um segredo desta.
Plano feito, vamos a execução
PDV Bella
Escapar de Rose até que foi fácil. Rose estava vindo na minha direção bufando quando Alice começou a gritar a chamando desesperadamente, Rose se virou sem escolha, indo ver o motivo do berreiro da anã de jardim.
Não fiquei pra saber qual o motivo que a gremlin inventou pra chamar a atenção da loira, sai correndo e entrei no carro do Edward, que deu um arranque digno de filme de ação e nos mandamos
Já no carro morrendo de rir, me acalmei
- Você sabe que o touro e a Medusa irão nos esperar com o chicote na mão por uma explicação, não sabe? – falando de Emmet e Rosalie, e a imagem não escapava muito dessa linha de imaginação
- Com eles depois nos entendemos, não digo que irá ser fácil. Mas agora estou preocupado com a reação de Carlisle
- Nem fala
E o resto do caminho foi em silencio, mas não um silencio chato. Era um silencio compreensivo
Finalmente chegamos ao ponto mais próximo da cabana com o carro, o resto do trajeto seria a pé. Graças que hoje, justo hoje, vim de tênis
De mãos dadas entramos na trilha estreita, Edward na frente abrindo caminho. Nem andamos muito quando um vulto apareceu
- Pai? – Edward chamando Carlisle e eu chamando Charlie falamos juntos
- Oi filha – Era meu pai
Vindo ao nosso encontro tão rápido como um piscar de olhos foi nos guiando de volta pela trilha apressadamente
- Venham, venham. Como vocês vieram? – ele estava agindo estranho
- De carro, por que pai?
- Vamos, onde vocês o deixaram? Sabia que poderiam roubar o seu carro Edward – e continuava a nos empurrar de leve para fora
Chegamos ao fim do caminho com o carro estacionado seguro e camuflado na orla
- Pai, desembucha. Você não é muito bom em esconder as coisas, o que foi?
- Primeiro, por que vocês vieram aqui? – ele olhava para todos os lados, como se esperasse que um ladrão, sei lá, viesse nos atacar
- Porque temos uma noticia para vocês – Edward interveio – Minha mãe faleceu antes de ontem
Charlie não reagiu como eu pensei que iria, ele continuou olhando para os lados, como se Edward tivesse dito que o tempo iria mudar! Ele parecia não prestar atenção no que falávamos
- Pai! Edward acabou de te dizer que tia Esme morreu! Cadê Carlisle?
Ele parou de olhar nervosamente para os lados e se focou em nós, muito sério por sinal
- Como vocês já sabem toda a verdade, acho que essa não irá os surpreender muito. Vocês acham que Carlisle iria deixar Esme morrer?
...................................................
Então? O que vocês acham? Quem dá mais quem dá mais? rsrs
Quarta tem mais galera! Curtam esse por enquanto
Votem, comentem, indiquem, reclamem.
Beijokas
sexta-feira, 11 de junho de 2010
35º Capitulo ON
PDV Bella
Finalmente descobri, pouco a pouco, o que tinha dentro da cesta de piniquini.
- Amoras! – gritei entusiasmada quando ele abriu um saquinho de pano cheio delas
- Eu sei que você gosta, por isso eu mesmo colhi as melhores para esse momento – ele me olhava com seus lindos olhos azulados brilhantes, era tão especial para mim – Tome, já estão lavadas
Deu-me uma diretamente na boca, nunca pensei que comer fosse algo tão estimulante, mas com Edward tudo era desse tipo, mais ainda nós dois ali sozinhos
- Gostosa?
- Perfeita! Sua vez – fiz o mesmo gesto dando lhe uma amora na boca – Hum
Ele se moveu rápido capturando meus lábios nos seus, nossas bocas ainda com o suco da amora, o beijo foi... Suculento
Comemos o tempo todo assim, um dando na boca do outro. O Sol decidiu aparecer de modo que somente para nós
- Que Sol gostoso – ia dizendo enquanto me deitava em seu braço e deixava que os raios de luz aquecessem minha pele
- Meu Sol é muito mais gostoso – Não entendi o que ele estava dizendo, olhei para cima confusa e me deparei com seu meio sorriso – Alguma duvida?
Entendi, mas preferi jogar me fazendo de desentendida
- Que Sol?
- Boba, você. Meu único e verdadeiro Sol
- Que coisa mais gay! Rsrs
Trocávamos carícias, beijos calorosos, brincadeiras bestas e gayzisticas, parecia que nada estragaria esse momento, a não ser o tempo que estava andando depressa demais
- Acho melhor arrumarmos as coisas, já estamos a um bom tempo longe. Tudo bem que eles sabiam que íamos ficar um tempo sumidos, pedi para Alice informar e cobrir o nosso horário
- Tudo que é bom dura pouco – ia dizendo enquanto o ajudava a recolher as coisas de volta a cesta
- Ah, então foi bom! – rindo me abraçou e rodopiou. Quando finalmente me colocou no chão ficamos nos olhando, fixados somente no mundo um do outro – Você sabe que é tudo pra mim
- Sei, eu sou demais! – zombei um pouco – Eu digo o mesmo
Sorrimos e nos beijamos como se fosse o fim do mundo, um beijo que parecia de despedida. Carinhoso e caloroso, romântico, único.
Entrelaçamos nossos dedos e fomos caminhando juntos em direção ao carro, calmamente. Até que um uivo se ouviu bem perto de nós
Dei um pulo e me agarrei ao braço de Edward
- Shhhh, calma. Está tudo bem – ele ia falando enquanto passava o braço em volta de mim protetoramente
O uivo continuo, parecia agonizante, de um bicho ferido na floresta
- Que dó, né? Deve estar machucado
- Não podemos fazer nada, eu gostaria, mas seria arriscado demais e o céu já está escurecendo
Concordando continuamos a andar e o animal parecia ter ido embora, ou andando ou morrendo. Que trágico
A volta foi tranqüila, nunca deixando nossas mãos descruzarem apoiadas em minha coxa. Falávamos amenidades, mas já podíamos sentir o clima tenso que era voltar para o hospital e ficarmos afastados, Emmet e Rose ainda não sabiam, e o jeito de irmão protetor de Emmet não incentivava muito a contarmos. E ainda tinha Rosalie sempre imprevisível, podia aceitar bem ou dar um tremendo escândalo
Já Esme, acho que ela iria aceitar bem, ela sempre apoiava nos namoros, quaisquer que sejam eles, então estava claro que ela iria concordar. E no estado final obvio que estava, melhor agora antes que seja tarde
- O que você pensa tanto vida? – Edward me perguntou enquanto estacionava em frente ao hospital
- Em contar a Esme sobre nós – não enrolei, era somente isso mesmo
- Estava pensando o mesmo
O olhar que trocamos dizia tudo, melhor do que palavras. Concordamos, era agora que iríamos contar
Como não sabíamos se Emmet ou Rose que estaria no hospital, não fomos de mãos dadas. Eu estava nervosa, parece até que era sem motivo, mas muito nervosa. Não era como se o que eu tivesse pra falar fosse um crime, mas também não seria algo de cotidiano. A reação de Esme contaria muito para futuro de nós dois. Ainda tínhamos Charlie e Carlisle para contar, mas comparado com a contar a Esme, enfrentar dois vampiros com sentimentos paternos iria ser tranqüilo.
Perguntava-me o porquê de toda essa tensão, Esme nunca brigou, muito menos bateu em nós. Mas a sua aprovação contava mais que tudo, ela era a mãe de todos e se a mãe não concordasse isso significaria que ninguém iria concordar, não tão fácil.
Quando finalmente chegamos ao andar de Esme não eram Emmet nem Rose que estavam lá, era Alice. Ela nos olhou desconfiada
- Finalmente chegaram! Eaí? Se entenderam? Você – ela disse apontando para mim – entendeu?
- Sim Alice, obrigada por nos cobrir – disse dando um abraço nela – Só você aqui?
- Por enquanto sim, Jasper daqui a pouco chega
Um pouco mais confiante por não ter que agüentar as perguntas desconfiadas de Emmet, voltei a segurar a mão de Edward
- Parece que vocês decidiram se revelar publicamente, acho bom! – Alice disse batendo palminhas entusiasmada
- Não é publicamente, hoje somente para Esme – ela pareceu murchar um pouco, eu sabia que Alice queria fazer aqueles encontros de casais bregas com todos assumidos. Sonha. Nem que realmente fosse uma revelação para todos, to longe de concordar com coisinhas desse tipo, já era meio estranho eu me acostumar com as novidades de namoro com o Edward. Muito felizinhos para mim
- Vamos – Edward disse já me puxando em direção ao corredor onde ficava o quarto de Esme – Obrigado Alice
- De nada! Boa sorte!
Andamos pouco até pararmos diante da porta onde podia se ler “Esme Cullen – 122”. Meu coração batia forte, parecia que eu estava indo em direção a um tatame lutar com um mestre em sumo
- Se acalma – Edward disse virando se para mim e dando um beijinho em minha testa
- Como você pode saber se estou nervosa?
- Sinto sua pulsação e você não para de morder o lábio – disse contornando meu lábio inferior com o polegar livre antes de fazer o mesmo com sua boca – Vamos
Entramos sorrateiramente sem fazer muito barulho, primeiro Edward depois eu. Talvez ela estivesse dormindo
Ela não estava dormindo, estava lendo um livro, sentada com ajuda de um monte de travesseiros
- Mãe, tudo bem? Podemos entrar? – Edward foi perguntando enquanto se dirigia ainda de mãos dadas comigo logo atrás
Esme dirigiu um breve olhar para o rosto de Edward, depois o meu e logo para nossas mãos dadas e sorriu.
- Tudo sim filho, e vocês? Não vieram ficar comigo nos seus respectivos horários, o que houve? – ela falava calmamente, mas seu rosto estava pálido e suas mãos tremiam levemente. O esforço que fazia para falar era visível, me senti culpada – Sentem-se aqui perto de mim e me falem tudo
- Como a senhora sabia que vamos te contar algo?
- Bella, toda mãe sabe, mesmo aquelas que são adotivas como sou para você, quando um filho está escondendo algo ou tem algo a dizer. Natural de mãe, podemos chamar de sétimo sentido
- Como assim sétimo sentido, não seria sexto?
- Sexto é o que toda mulher tem, o sexto sentido feminino, o sétimo fica para as mães – ela soltou uma risada antes de tossir asperamente – Agora falem
Um olhou para o outro e nessa comunicação muda ficou estabelecido que Edward falaria, eu estava muito nervosa e provavelmente desmaiaria. Exagerada, eu sei
- Mãe, nós queríamos te contar que – ele olhou para mim, respirou fundo e continuou – contar que estamos namorando
Um longo minuto de silencio se instalou, eu segurando minha respiração, Edward olhando preocupado para Esme e ela simplesmente passiva
- Isso é alguma novidade? Já sabia, então me contem como foi seu dia – ela simplesmente disse isso, sorriu e continuou como se estivéssemos falado que descobrimos a America
- Peraí tia, como assim você sabia? – finalmente falei perplexa
- Bella, vou usar a linguagem de vocês. Tava na cara! – riu gostosamente, seu rosto se iluminou, ela tinha aceitado – Desde pequenos que há certas pequenas coisas entre vocês que indicavam que um dia iam se encontrar, não como amigos ou irmãos. Até pode ser como amigos, mas uma amizade colorida rsrs. Nada muito obvio estampado nas carinhas de vocês, mas sutil e muito significativo, assim como sei de Emmet e Rosalie, Alice e Jasper, parecia que eu e Carlisle – ela deu uma pequena pausa ao nome do meu tio, era ainda doloroso para ela – viramos casamenteiros juntando almas gêmeas
- Isso é de assustar! Então você aprova? – disse toda feliz, parecia que o assunto era algo que a alegrava muito
- Se assusta não criança, radar do sétimo sentido. E se eu aprovo? É claro que sim, como poderia lutar contra algo tão puro e grande, alimentado desde a infância? Acho que nem tão puro assim pelo tempo que ficaram fora hoje – ela deu um sorrisinho cúmplice a nós – Espero que estejam utilizando camisinha! A festa é boa, mas pode acabar em um resultado errado para a idade!
- Mãe! – Edward protestou enquanto eu caia na gargalhada
- O que? Desculpa se eu não sabia que tinha um filho aspirante a padre!
Eu ria de dor o estomago, Edward olhava incrédulo para nós duas. Esme tinha seus momentos, que não eram poucos
Finalmente consegui me acalmar suficientemente para falar
- Calma tia Esme, tá longe de você se tornar vovó e a coisa toda não chegou a esse estagio
- É devagar meu filho? Dica; vai à farmácia e pede uma pilulazinha azul e entope ele de ostra, é afrodisíaco! Pá pum
Caí novamente da gargalhada enquanto via um Edward ficar vermelho parecendo um tomate
- Obrigada pelas dicas tia Esme! Vai que esse empurrão ajude
Ela chorava de rir
- Podem parando vocês duas! Não foi assim que a senhora me criou mãe! Respeito primeiramente! – Edward veio protestar em sua defesa
- Eu sei meu filho, mas às vezes... Melhor deixar quieto, será demais para a cabecinha santificada dele! Ensina para ele algumas coisinhas Bells
- Uhum
Riamos tirando onda com Edward. Parecia que o dia era mágico
Alice atraia pelo som das risadas entrou no quarto
- O que foi que estão rindo tanto aqui? Dá pra ouvir as gargalhadas lá de fora! – Ela entrou rodopiante
- Nada Alice, só dando algumas dicas para agitar o Edward aqui pra Bella – ainda riamos um pouco enxugando as lagrimas do riso – Me contem uma coisa, e você e o Jasper? Será que todos os meus filhos precisam de pílula azul e ostra?
Rimos mais um pouco
- Pela cara da Alice parece que sim! PSOKASOAKSPOAKSOPAS – Não tinha um momento que não estávamos gargalhando, até Edward entrou na brincadeira, todos sentados na cama de Esme – Conta Alice!
- Para Bella! Tia Esme, eu sinto em te dizer... Quem vai comigo na farmácia e depois na peixaria?
- Era de se esperar – Esme balançava a cabeça em negação brincando – Onde errei? Fiz com tanto gosto!
Mas riamos, riamos e riamos
Esme levantou as mãos para o céu como em súplica, era muito engraçado. Jasper chegou bem nessa hora
- Que escândalo vocês aqui! O que passa? – todo mundo havia parado para olhar para ele e repentinamente explodindo em gargalhada
- Estávamos falando de como mesmo eu tendo feito com gosto meus filhos, eles saíram tão... certinhos! – Esme, a única que conseguia falar, explicou
- MÃE!
- Ó Deus! – e novamente ela levantou as mãos em direção do teto
Não tardou muito a Emmet e Rosalie chegarem e entrarem na brincadeira. Era piada atrás de piada e todas feitas por tia Esme e seus comentários maldosos
- Rosalie, me diga uma coisa. Você tem problemas em...
- Nem pensar! Tenho a quem herdar! – nem deixando Esme terminar a pergunta, Rose já foi completando
- As mulheres dessa família têm um fogo! Pobre de nós, quem poderá nos ajudar! – Emmet ia dizendo com a maior cara de pobre coitado
- A PILULA AZUL E A OSTRA! ASIOAJSIOASJIOASJ – todos disseram ao mesmo tempo e caindo na risada, Alice de tanto se contorcer acabou caindo com tudo no chão, mas nem ligou
A enfermeira de tanto vir ao quarto tentando apaziguar a gritaria acabou desistindo pelo cansaço, alem de também ter entrado na brincadeira uma hora
- Mas dona Joana! Diga-me se a senhora tem problemas com seus momentos de intimidade! – A enfermeira saiu do quarto, vermelha feito um pimentão e nunca mais voltou – Essa deve ter e muitos!
Em meio a risadas e piadas entre todos, a hora passou rápido demais. Estava sendo perfeito esse momento, todos ali ao redor de Esme rindo e fazendo piada, felizes somente por estarmos juntos. Estava sendo tão especial que parecia um sonho, mas chegou a hora de irmos embora
[musica: http://www.youtube.com/watch?v=zRQJQL6oRFs&feature=related ]
- Vão crianças, se cuidem – Esme ia dizendo quando a enfermeira saiu após avisar que havia acabado o horário de visita
Um por um foi dar um beijo e um abraço em Esme
- Boa noite mãe, te amo muito! Durma bem – Rosalie foi a primeira da fila
- Boa noite minha vida, se cuide! Te amo muito
Depois foi Jasper
- Até amanha mãe, te amo. Boa noite
- Durma bem meu filho, te amo muito
Veio Edward
- Mãe, te vejo amanha ok, se cuida, toma todos os remédios e não pula o café da manha! Te amo muito
- Se cuida você rapazinho, e zele pela benção que você ganhou
Emmet meio emocionado veio
- Mãe, eu te amo muito – e começou a chorar
- Também te amo meu filho – abraçando Emmet acariciou os cachinhos dele
Alice já chorando de suspiro
- Boa noite mãe, te amo muito
- Boa noite minha pequena, durma bem
E finalmente chegou minha vez. Fui em direção a Esme que me esperava de braços abertos, as palavras não conseguiam sair facilmente
- Te amo muito, nunca se esqueça disso, você é muito especial para mim e nos momentos mais difíceis como agora você esteve firme me apoiando. Te amo muito... Mãe
Senti Esme caindo no choro, era a primeira vez que a chamava de mãe. Na verdade, notando claramente, era a primeira vez que todos a chamavam assim e foi um momento especial, porque Esme sempre tinha sido isso para nós
- Te amo muito minha filha – e continuou a chorar, quando finalmente me soltou notei que eu também estava chorando, mais parecia com um lacrimejar leve, mas totalmente emocionante
Aquela cena toda me parecia muito com despedida, não estava gostando o rumo que estava tomando. Sim, era uma despedida já que estávamos indo para casa, mas não era esse o gosto dessa situação. Parecia mais como se Esme estivesse partindo
- Meus filhos, amo muito todos vocês, em qualquer situação eu estarei sempre aos seus lados, nunca os irei abandonar! Nunca se esqueça disso. Nunca se esqueça o tamanho do amor que tenho por cada um de vocês
Ao final dessas palavras demos um abraço coletivo murmurando inúmeros; te amo mãe
Fomos embora todos calados entristecidos, não queríamos ir
Chegamos a casa, cada um para seus respectivos quartos se arrumarem para dormir. Já com a casa em silencio toca o telefone. Parecia que ninguém tinha dormido ainda, todos desceram feito um rebanho assustado para atender ao telefone. Foi Emmet que atendeu
- Alô
O telefonema foi curto, mas parecia ter sido fatal. Eu já sabia, acho que todos já sabíamos qual era a noticia. Sentíamos dentro de nós. Esme.
Até que finalmente após colocar o telefone no gancho, Emmet falou aquilo que ninguém queria ouvir
- Esme faleceu
................................................................
Eaí? O que acharam? Comentem, votem e indiquem
Segunda tem mais ^.^
Beijos! ♥
Finalmente descobri, pouco a pouco, o que tinha dentro da cesta de piniquini.
- Amoras! – gritei entusiasmada quando ele abriu um saquinho de pano cheio delas
- Eu sei que você gosta, por isso eu mesmo colhi as melhores para esse momento – ele me olhava com seus lindos olhos azulados brilhantes, era tão especial para mim – Tome, já estão lavadas
Deu-me uma diretamente na boca, nunca pensei que comer fosse algo tão estimulante, mas com Edward tudo era desse tipo, mais ainda nós dois ali sozinhos
- Gostosa?
- Perfeita! Sua vez – fiz o mesmo gesto dando lhe uma amora na boca – Hum
Ele se moveu rápido capturando meus lábios nos seus, nossas bocas ainda com o suco da amora, o beijo foi... Suculento
Comemos o tempo todo assim, um dando na boca do outro. O Sol decidiu aparecer de modo que somente para nós
- Que Sol gostoso – ia dizendo enquanto me deitava em seu braço e deixava que os raios de luz aquecessem minha pele
- Meu Sol é muito mais gostoso – Não entendi o que ele estava dizendo, olhei para cima confusa e me deparei com seu meio sorriso – Alguma duvida?
Entendi, mas preferi jogar me fazendo de desentendida
- Que Sol?
- Boba, você. Meu único e verdadeiro Sol
- Que coisa mais gay! Rsrs
Trocávamos carícias, beijos calorosos, brincadeiras bestas e gayzisticas, parecia que nada estragaria esse momento, a não ser o tempo que estava andando depressa demais
- Acho melhor arrumarmos as coisas, já estamos a um bom tempo longe. Tudo bem que eles sabiam que íamos ficar um tempo sumidos, pedi para Alice informar e cobrir o nosso horário
- Tudo que é bom dura pouco – ia dizendo enquanto o ajudava a recolher as coisas de volta a cesta
- Ah, então foi bom! – rindo me abraçou e rodopiou. Quando finalmente me colocou no chão ficamos nos olhando, fixados somente no mundo um do outro – Você sabe que é tudo pra mim
- Sei, eu sou demais! – zombei um pouco – Eu digo o mesmo
Sorrimos e nos beijamos como se fosse o fim do mundo, um beijo que parecia de despedida. Carinhoso e caloroso, romântico, único.
Entrelaçamos nossos dedos e fomos caminhando juntos em direção ao carro, calmamente. Até que um uivo se ouviu bem perto de nós
Dei um pulo e me agarrei ao braço de Edward
- Shhhh, calma. Está tudo bem – ele ia falando enquanto passava o braço em volta de mim protetoramente
O uivo continuo, parecia agonizante, de um bicho ferido na floresta
- Que dó, né? Deve estar machucado
- Não podemos fazer nada, eu gostaria, mas seria arriscado demais e o céu já está escurecendo
Concordando continuamos a andar e o animal parecia ter ido embora, ou andando ou morrendo. Que trágico
A volta foi tranqüila, nunca deixando nossas mãos descruzarem apoiadas em minha coxa. Falávamos amenidades, mas já podíamos sentir o clima tenso que era voltar para o hospital e ficarmos afastados, Emmet e Rose ainda não sabiam, e o jeito de irmão protetor de Emmet não incentivava muito a contarmos. E ainda tinha Rosalie sempre imprevisível, podia aceitar bem ou dar um tremendo escândalo
Já Esme, acho que ela iria aceitar bem, ela sempre apoiava nos namoros, quaisquer que sejam eles, então estava claro que ela iria concordar. E no estado final obvio que estava, melhor agora antes que seja tarde
- O que você pensa tanto vida? – Edward me perguntou enquanto estacionava em frente ao hospital
- Em contar a Esme sobre nós – não enrolei, era somente isso mesmo
- Estava pensando o mesmo
O olhar que trocamos dizia tudo, melhor do que palavras. Concordamos, era agora que iríamos contar
Como não sabíamos se Emmet ou Rose que estaria no hospital, não fomos de mãos dadas. Eu estava nervosa, parece até que era sem motivo, mas muito nervosa. Não era como se o que eu tivesse pra falar fosse um crime, mas também não seria algo de cotidiano. A reação de Esme contaria muito para futuro de nós dois. Ainda tínhamos Charlie e Carlisle para contar, mas comparado com a contar a Esme, enfrentar dois vampiros com sentimentos paternos iria ser tranqüilo.
Perguntava-me o porquê de toda essa tensão, Esme nunca brigou, muito menos bateu em nós. Mas a sua aprovação contava mais que tudo, ela era a mãe de todos e se a mãe não concordasse isso significaria que ninguém iria concordar, não tão fácil.
Quando finalmente chegamos ao andar de Esme não eram Emmet nem Rose que estavam lá, era Alice. Ela nos olhou desconfiada
- Finalmente chegaram! Eaí? Se entenderam? Você – ela disse apontando para mim – entendeu?
- Sim Alice, obrigada por nos cobrir – disse dando um abraço nela – Só você aqui?
- Por enquanto sim, Jasper daqui a pouco chega
Um pouco mais confiante por não ter que agüentar as perguntas desconfiadas de Emmet, voltei a segurar a mão de Edward
- Parece que vocês decidiram se revelar publicamente, acho bom! – Alice disse batendo palminhas entusiasmada
- Não é publicamente, hoje somente para Esme – ela pareceu murchar um pouco, eu sabia que Alice queria fazer aqueles encontros de casais bregas com todos assumidos. Sonha. Nem que realmente fosse uma revelação para todos, to longe de concordar com coisinhas desse tipo, já era meio estranho eu me acostumar com as novidades de namoro com o Edward. Muito felizinhos para mim
- Vamos – Edward disse já me puxando em direção ao corredor onde ficava o quarto de Esme – Obrigado Alice
- De nada! Boa sorte!
Andamos pouco até pararmos diante da porta onde podia se ler “Esme Cullen – 122”. Meu coração batia forte, parecia que eu estava indo em direção a um tatame lutar com um mestre em sumo
- Se acalma – Edward disse virando se para mim e dando um beijinho em minha testa
- Como você pode saber se estou nervosa?
- Sinto sua pulsação e você não para de morder o lábio – disse contornando meu lábio inferior com o polegar livre antes de fazer o mesmo com sua boca – Vamos
Entramos sorrateiramente sem fazer muito barulho, primeiro Edward depois eu. Talvez ela estivesse dormindo
Ela não estava dormindo, estava lendo um livro, sentada com ajuda de um monte de travesseiros
- Mãe, tudo bem? Podemos entrar? – Edward foi perguntando enquanto se dirigia ainda de mãos dadas comigo logo atrás
Esme dirigiu um breve olhar para o rosto de Edward, depois o meu e logo para nossas mãos dadas e sorriu.
- Tudo sim filho, e vocês? Não vieram ficar comigo nos seus respectivos horários, o que houve? – ela falava calmamente, mas seu rosto estava pálido e suas mãos tremiam levemente. O esforço que fazia para falar era visível, me senti culpada – Sentem-se aqui perto de mim e me falem tudo
- Como a senhora sabia que vamos te contar algo?
- Bella, toda mãe sabe, mesmo aquelas que são adotivas como sou para você, quando um filho está escondendo algo ou tem algo a dizer. Natural de mãe, podemos chamar de sétimo sentido
- Como assim sétimo sentido, não seria sexto?
- Sexto é o que toda mulher tem, o sexto sentido feminino, o sétimo fica para as mães – ela soltou uma risada antes de tossir asperamente – Agora falem
Um olhou para o outro e nessa comunicação muda ficou estabelecido que Edward falaria, eu estava muito nervosa e provavelmente desmaiaria. Exagerada, eu sei
- Mãe, nós queríamos te contar que – ele olhou para mim, respirou fundo e continuou – contar que estamos namorando
Um longo minuto de silencio se instalou, eu segurando minha respiração, Edward olhando preocupado para Esme e ela simplesmente passiva
- Isso é alguma novidade? Já sabia, então me contem como foi seu dia – ela simplesmente disse isso, sorriu e continuou como se estivéssemos falado que descobrimos a America
- Peraí tia, como assim você sabia? – finalmente falei perplexa
- Bella, vou usar a linguagem de vocês. Tava na cara! – riu gostosamente, seu rosto se iluminou, ela tinha aceitado – Desde pequenos que há certas pequenas coisas entre vocês que indicavam que um dia iam se encontrar, não como amigos ou irmãos. Até pode ser como amigos, mas uma amizade colorida rsrs. Nada muito obvio estampado nas carinhas de vocês, mas sutil e muito significativo, assim como sei de Emmet e Rosalie, Alice e Jasper, parecia que eu e Carlisle – ela deu uma pequena pausa ao nome do meu tio, era ainda doloroso para ela – viramos casamenteiros juntando almas gêmeas
- Isso é de assustar! Então você aprova? – disse toda feliz, parecia que o assunto era algo que a alegrava muito
- Se assusta não criança, radar do sétimo sentido. E se eu aprovo? É claro que sim, como poderia lutar contra algo tão puro e grande, alimentado desde a infância? Acho que nem tão puro assim pelo tempo que ficaram fora hoje – ela deu um sorrisinho cúmplice a nós – Espero que estejam utilizando camisinha! A festa é boa, mas pode acabar em um resultado errado para a idade!
- Mãe! – Edward protestou enquanto eu caia na gargalhada
- O que? Desculpa se eu não sabia que tinha um filho aspirante a padre!
Eu ria de dor o estomago, Edward olhava incrédulo para nós duas. Esme tinha seus momentos, que não eram poucos
Finalmente consegui me acalmar suficientemente para falar
- Calma tia Esme, tá longe de você se tornar vovó e a coisa toda não chegou a esse estagio
- É devagar meu filho? Dica; vai à farmácia e pede uma pilulazinha azul e entope ele de ostra, é afrodisíaco! Pá pum
Caí novamente da gargalhada enquanto via um Edward ficar vermelho parecendo um tomate
- Obrigada pelas dicas tia Esme! Vai que esse empurrão ajude
Ela chorava de rir
- Podem parando vocês duas! Não foi assim que a senhora me criou mãe! Respeito primeiramente! – Edward veio protestar em sua defesa
- Eu sei meu filho, mas às vezes... Melhor deixar quieto, será demais para a cabecinha santificada dele! Ensina para ele algumas coisinhas Bells
- Uhum
Riamos tirando onda com Edward. Parecia que o dia era mágico
Alice atraia pelo som das risadas entrou no quarto
- O que foi que estão rindo tanto aqui? Dá pra ouvir as gargalhadas lá de fora! – Ela entrou rodopiante
- Nada Alice, só dando algumas dicas para agitar o Edward aqui pra Bella – ainda riamos um pouco enxugando as lagrimas do riso – Me contem uma coisa, e você e o Jasper? Será que todos os meus filhos precisam de pílula azul e ostra?
Rimos mais um pouco
- Pela cara da Alice parece que sim! PSOKASOAKSPOAKSOPAS – Não tinha um momento que não estávamos gargalhando, até Edward entrou na brincadeira, todos sentados na cama de Esme – Conta Alice!
- Para Bella! Tia Esme, eu sinto em te dizer... Quem vai comigo na farmácia e depois na peixaria?
- Era de se esperar – Esme balançava a cabeça em negação brincando – Onde errei? Fiz com tanto gosto!
Mas riamos, riamos e riamos
Esme levantou as mãos para o céu como em súplica, era muito engraçado. Jasper chegou bem nessa hora
- Que escândalo vocês aqui! O que passa? – todo mundo havia parado para olhar para ele e repentinamente explodindo em gargalhada
- Estávamos falando de como mesmo eu tendo feito com gosto meus filhos, eles saíram tão... certinhos! – Esme, a única que conseguia falar, explicou
- MÃE!
- Ó Deus! – e novamente ela levantou as mãos em direção do teto
Não tardou muito a Emmet e Rosalie chegarem e entrarem na brincadeira. Era piada atrás de piada e todas feitas por tia Esme e seus comentários maldosos
- Rosalie, me diga uma coisa. Você tem problemas em...
- Nem pensar! Tenho a quem herdar! – nem deixando Esme terminar a pergunta, Rose já foi completando
- As mulheres dessa família têm um fogo! Pobre de nós, quem poderá nos ajudar! – Emmet ia dizendo com a maior cara de pobre coitado
- A PILULA AZUL E A OSTRA! ASIOAJSIOASJIOASJ – todos disseram ao mesmo tempo e caindo na risada, Alice de tanto se contorcer acabou caindo com tudo no chão, mas nem ligou
A enfermeira de tanto vir ao quarto tentando apaziguar a gritaria acabou desistindo pelo cansaço, alem de também ter entrado na brincadeira uma hora
- Mas dona Joana! Diga-me se a senhora tem problemas com seus momentos de intimidade! – A enfermeira saiu do quarto, vermelha feito um pimentão e nunca mais voltou – Essa deve ter e muitos!
Em meio a risadas e piadas entre todos, a hora passou rápido demais. Estava sendo perfeito esse momento, todos ali ao redor de Esme rindo e fazendo piada, felizes somente por estarmos juntos. Estava sendo tão especial que parecia um sonho, mas chegou a hora de irmos embora
[musica: http://www.youtube.com/watch?v=zRQJQL6oRFs&feature=related ]
- Vão crianças, se cuidem – Esme ia dizendo quando a enfermeira saiu após avisar que havia acabado o horário de visita
Um por um foi dar um beijo e um abraço em Esme
- Boa noite mãe, te amo muito! Durma bem – Rosalie foi a primeira da fila
- Boa noite minha vida, se cuide! Te amo muito
Depois foi Jasper
- Até amanha mãe, te amo. Boa noite
- Durma bem meu filho, te amo muito
Veio Edward
- Mãe, te vejo amanha ok, se cuida, toma todos os remédios e não pula o café da manha! Te amo muito
- Se cuida você rapazinho, e zele pela benção que você ganhou
Emmet meio emocionado veio
- Mãe, eu te amo muito – e começou a chorar
- Também te amo meu filho – abraçando Emmet acariciou os cachinhos dele
Alice já chorando de suspiro
- Boa noite mãe, te amo muito
- Boa noite minha pequena, durma bem
E finalmente chegou minha vez. Fui em direção a Esme que me esperava de braços abertos, as palavras não conseguiam sair facilmente
- Te amo muito, nunca se esqueça disso, você é muito especial para mim e nos momentos mais difíceis como agora você esteve firme me apoiando. Te amo muito... Mãe
Senti Esme caindo no choro, era a primeira vez que a chamava de mãe. Na verdade, notando claramente, era a primeira vez que todos a chamavam assim e foi um momento especial, porque Esme sempre tinha sido isso para nós
- Te amo muito minha filha – e continuou a chorar, quando finalmente me soltou notei que eu também estava chorando, mais parecia com um lacrimejar leve, mas totalmente emocionante
Aquela cena toda me parecia muito com despedida, não estava gostando o rumo que estava tomando. Sim, era uma despedida já que estávamos indo para casa, mas não era esse o gosto dessa situação. Parecia mais como se Esme estivesse partindo
- Meus filhos, amo muito todos vocês, em qualquer situação eu estarei sempre aos seus lados, nunca os irei abandonar! Nunca se esqueça disso. Nunca se esqueça o tamanho do amor que tenho por cada um de vocês
Ao final dessas palavras demos um abraço coletivo murmurando inúmeros; te amo mãe
Fomos embora todos calados entristecidos, não queríamos ir
Chegamos a casa, cada um para seus respectivos quartos se arrumarem para dormir. Já com a casa em silencio toca o telefone. Parecia que ninguém tinha dormido ainda, todos desceram feito um rebanho assustado para atender ao telefone. Foi Emmet que atendeu
- Alô
O telefonema foi curto, mas parecia ter sido fatal. Eu já sabia, acho que todos já sabíamos qual era a noticia. Sentíamos dentro de nós. Esme.
Até que finalmente após colocar o telefone no gancho, Emmet falou aquilo que ninguém queria ouvir
- Esme faleceu
................................................................
Eaí? O que acharam? Comentem, votem e indiquem
Segunda tem mais ^.^
Beijos! ♥
quarta-feira, 9 de junho de 2010
34º Capitulo
PDV Bella
Ele pegou minha mão e me puxou de encontro a uma pedra enorme junto à orla da piscina natural. Tirou alguns galhos que estavam em cima desta, estendeu seu casaco e indicou para que eu sentasse a seu lado
- Bella, eu nunca tive caso algum com a Lauren e nunca quero ter. O que você viu foi uma grande armação daquela...
- Vacalinha – completei me deliciando com o sorriso que se formou em ambos os rostos
- É. Ela no pátio fingiu que ia cair, eu a ajudei como naturalmente faço, ela se aproveitou e me deu um selinho
Ele falando de como a Lauren aproveitou da oportunidade que teve e da série de acontecimentos parecia uma coisa tão obvia! As vezes eu me perguntou se sou a burra da família! É claro que aquela ridícula iria aprontar uma dessas, ela sempre teve uma queda, queda não, um tombo pelo Edward. Burra, burra, burra, mil vezes burra.
Me auto-infligi dor, sofrimento a ambos por simplesmente o ciúmes não ter me deixado ver totalmente a verdade que só faltava dançar creu na minha frente
- E o beijo no corredor? – perguntei, não ia dar o braço a torcer e pedir perdão assim tão fácil, sou orgulhosa mesmo, hunf
- Ela me ameaçou – ele parou e olhou para baixo, é claro que era uma situação ridícula e possivelmente inacreditável que ele tenha sido intimidado por uma garota mesquinha
- Hum, sei – falei ironicamente
- Na verdade, ela te ameaçou, ameaçou te fazer passar por algum acidente, por algo ruim, mas quando eu a ameacei de volta ela começou a fazer um escândalo, como se eu tivesse atacando ela. Rasgou as roupas, gritou e disse que só pararia se eu desse um beijo nela e foi isso
- Por que você somente não deu um tapa nela? Tão fácil!
- Porque aí sim perderia a razão e em quem o diretor iria acreditar, em mim ou na pobre garota toda rasgada indefesa? – ele olhava para frente, mas não vendo nada
Pensei um pouco, tava na cara
- Na garota, que merda Edward!
- Sabe o que é o pior de tudo?
- Tem mais! Caracas, assim me joga no lixão e me chama de urubu!
Ele riu
- O pior foi tudo que aconteceu depois – ele parou de falar e olhou para mim, para dentro de mim – o que aconteceu conosco. Bella, você sabe o que nosso afastamento com toda essa merda que esta acontecendo conosco me fez sentir? Eu estava morrendo tendo você tão perto e ao mesmo tempo tão longe e tudo porque temos a infelicidade de termos um suposto qualquer parentesco
- Falou o senhor “sofro sozinho” também passei por isso, e mais ainda quando te vi com aquela...
- Vacalinha – ele completou para mim, fazendo nos rir com a nova palavra
- Me senti uma inútil, uma sei lá. Tava te odiando, querendo pelo menos, e me odiando por não conseguir
- Nunca mais tente isso
Dizendo isso veio se aproximando, cada vez mais perto e me beijou
Um beijo doce e tranqüilo, novamente completando-nos. Era o nosso momento, o momento que dizia que nada de mais iria acontecer, que nada de ruim iria atrapalhar a nós. Nós. Não somente ele ou somente eu, um só. Nós
O beijo começou a aumentar de ritmo como todos os que demos até agora pelo visto, nenhum beijo que começou tranqüilo acabou tranqüilo, esse karma eu tenho o delicioso prazer de carregar
- Bella... – ele tentou falar entre os nossos lábios colados
- Hum – gemi em resposta, nunca parando o enrolar, estica e puxa das nossas línguas
Ele parou o beijo com um selinho leve
- Melhor paramos, né? E acho que não seria nada confortável ficarmos aqui na pedra fria e dura por muito mais tempo. Me espera aqui que vou buscar umas coisinhas que eu trouxe
- Espero que sejam brinquedos eróticos com o kama sutra no meio! – brinquei. A brincadeira teve uma reação engraçada nele. Ele parou em choque olhando para mim boqueaberto
Vendo que eu ria da cara dele, ele recuperou os movimentos
- Bella! Para de brincar com fogo! Você vai acabar se queimando – marchando em minha direção abrindo alguns botões da camisa
- Cadê? Cadê o fogo? Eu quero brincar com ele – minha voz saiu confiante e zombeteira, mas por dentro eu estava totalmente deslumbrada com o físico dele e assustada pela investiga repentina dele
Já estando em cima de mim, quase com todos os botões da camisa abertos eu prendi a respiração
- Melhor você respirar Bells
O seu sussurro rouco no meu pescoço me arrepiou toda. Ai universo! Voltei a respirar descompassadamente
Ele começou a fazer uma trilha de beijos começando da minha testa, passando pela minha bochecha, queixo, ponta do nariz, cantinho da boca e ia descendo pelo meu pescoço até a borda do meu colo e parava
- Ai meu Buda!
- Se começarmos não me responsabilizo pelos atos contra o pudor depois!
- Quem liga?!
- Eu, Bella. Me espera, vou buscar umas coisas no carro
- Tá bom, volta logo. Tenho alguns atentados ao pudor pra fazer com você rsrsrs
Ele parecia travar uma luta interna, parece que o lado “pegar as coisas no carro” ganhou, que chato!
Não demorou muito e ele voltou com uma cesta de vime em uma mão e uma toalha xadrez com algumas almofadas na outra
- Piniquini! – gritei entusiasmada enquanto corria os poucos passos até ele e tentava arrancar a cesta da mão dele. O que ele trouxe? Curiosidade matou o gato, não a gata. Me achei agora rsrs
- Piquenique você quis dizer? – e rindo levantou a cesta paro alto da sua cabeça e eu ainda lutava bravamente para tentar pegar-la, mesmo ele sendo bem mais alto que eu – Fazia tempo que não ouvia você falando “piniquini”
- É porque fazia tempo que não fazíamos um! Abaixo isso! Deixa eu ver o que você trouxe! – continuava a pular na ponta dos pés tentando pegar a bendita cesta
Estávamos muito perto, mas só fui notar o quão perto quando, com a mão que estava segurando a toalha, ele me laçou e levantou até eu ficar na altura certinha do seu rosto, e me beijou mais uma vez
Quando finalmente nos soltamos ele caminhou para perto da pedra e começou a arrumar as coisas. Fui tentar ajudar, secretamente querendo pegar a cesta
- Se aquieta aí! – ele disse me empurrando para sentar
- Se aquieta aí bichinho vixe mainhâ, ô pai ió baiano arretado! – e ri, na verdade gargalhei com a zueira que fiz, meu riso estava tão solto perto dele, logo ele também estava rindo
- Você não perdoa nem seu namorado – disse enquanto parecia dar os últimos retoques na arrumação
Fiquei petrificada. Nunca tinha pensado em Edward como namorado, nunca tinha usado essa palavra... Mas ao mesmo tempo não parecia a palavra certa para definirmos um ao outro, parecia que tinha algo mais, não simplesmente “namorados”...
- Bella? Que foi? – ele veio preocupado para mim
- Não, nada. É só a palavra que você usou...
- Que palavra?
- “namorado” – respondi pegando a mão que ele havia estendido em minha direção
- Como assim? Sou o que seu? Amante? – passou os dois braços me aconchegando junto ao peitoral dele me embalando
- Não, não sei. Parece que temos algo mais que um simples namoro, mas também não é casamento. Aí seria algo demais para nossa idade
- Não pensa em casar Bells? – ele disse aquela pergunta com a voz animadinha, mas dava para notar em seu olhar que estava meio magoado – Ou não pensa em se casar comigo?
- Não! Eu nunca pensei em me casar, mas se fosse para casar com alguém... Acho que seria com o Jacob – brinquei cutucando as suas costelas para sair correndo fugida dele – Que tal? Senhora Black! HAHAHAHAHA
- Sua diabinha! – e rindo saiu correndo atrás de mim, me alcançou rápido me abraçando e caindo comigo no chão
- Não se machucou? – pergunte alarmada, ele caiu com todo meu peso em cima dele
- Com você? Só me machuco se você sair de perto de mim
- Besta – comecei a me levantar, mas logo ele capturou minha boca com a sua e voltei para cima dele
- Não estava curiosa para saber o que tem na cesta? – ele perguntou enquanto com uma mão livre colocava uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha
- Estava, passado. Agora eu quero saber o que me prende tanto ao gosto da sua boca
- Quer saber mesmo? – acenei um sim com a cabeça, ele me chamou para mais perto e com seus lábios a centímetros dos meus, sussurrou – segredo
Parecíamos dois bobos apaixonados, sem preocupações nem nenhum mal contra o casal
- Vamos comer
- Opa, sou toda sua!
- Você está me saindo com cada uma que até me deixa com vergonha
- Desculpa, padre!
- Sai diabinha que atormenta esta mente pura e sensata deste humilde homem sem pecados!
- Ahaaaam Claudia, senta lá! Tem certeza que quer que eu vá? – ele me presenteou com seu belo sorriso de lado
- Nunca!
De um impulso ambos levantaram e fomos caminhando de mãos dadas até o cantinho lindamente arrumado por ele
- Já sei quem vai ser a mulher da relação! – brinquei dando um tapinha na sua bunda
- Não se acostuma!
- Então isso é só para me conquistar? Depois tchau e benção? – falei em tom de insulto
- Não se acostuma porque de aqui em diante só vai aumentando, sabe o que sempre desejei fazer para você?
- Ficar nu coberto de chocolate deixando eu te lamber? – coloquei um dedinho na boca fazendo cara de safada
Ele arregalou os olhos para depois balançar a cabeça em tom negativo
- Desde quando você passou a ser assim? Esse é seu sonho erótico?
- Acho que sempre fui assim, só não tinha com quem usar minha imaginação rsrs E não, não tenho sonho erótico. Gosto que me surpreendam e superem minhas expectativas... De qualquer maneira
- Hum, bom saber. Eu sempre quis te encher de mimos, pequenas besteiras de namorado terrivelmente apaixonado por uma feiticeirazinha que está se mostrando nada acanhada
Ri da sua observação, aquele momento estava sendo único. Era especial por não estarmos nos preocupando com nada, com as atenções voltadas um para o outro, livres e sendo como sempre deveríamos ser. Mas as atuais condições não nos permitiam
Coisas do destino ao nos colocar um virado paro o outro, destampando nossos olhos para o que poderíamos ter juntos bem no momento mais difícil das nossas vidas, pelo menos até hoje e espero que pelo menos só esse momento.
...............................................................
What's uuuuuuup?!! rsrs
Novo capituloooooo weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Comentem, critiquem, chorem e me amem [??]
Beijos e adoro vocês!!
Ele pegou minha mão e me puxou de encontro a uma pedra enorme junto à orla da piscina natural. Tirou alguns galhos que estavam em cima desta, estendeu seu casaco e indicou para que eu sentasse a seu lado
- Bella, eu nunca tive caso algum com a Lauren e nunca quero ter. O que você viu foi uma grande armação daquela...
- Vacalinha – completei me deliciando com o sorriso que se formou em ambos os rostos
- É. Ela no pátio fingiu que ia cair, eu a ajudei como naturalmente faço, ela se aproveitou e me deu um selinho
Ele falando de como a Lauren aproveitou da oportunidade que teve e da série de acontecimentos parecia uma coisa tão obvia! As vezes eu me perguntou se sou a burra da família! É claro que aquela ridícula iria aprontar uma dessas, ela sempre teve uma queda, queda não, um tombo pelo Edward. Burra, burra, burra, mil vezes burra.
Me auto-infligi dor, sofrimento a ambos por simplesmente o ciúmes não ter me deixado ver totalmente a verdade que só faltava dançar creu na minha frente
- E o beijo no corredor? – perguntei, não ia dar o braço a torcer e pedir perdão assim tão fácil, sou orgulhosa mesmo, hunf
- Ela me ameaçou – ele parou e olhou para baixo, é claro que era uma situação ridícula e possivelmente inacreditável que ele tenha sido intimidado por uma garota mesquinha
- Hum, sei – falei ironicamente
- Na verdade, ela te ameaçou, ameaçou te fazer passar por algum acidente, por algo ruim, mas quando eu a ameacei de volta ela começou a fazer um escândalo, como se eu tivesse atacando ela. Rasgou as roupas, gritou e disse que só pararia se eu desse um beijo nela e foi isso
- Por que você somente não deu um tapa nela? Tão fácil!
- Porque aí sim perderia a razão e em quem o diretor iria acreditar, em mim ou na pobre garota toda rasgada indefesa? – ele olhava para frente, mas não vendo nada
Pensei um pouco, tava na cara
- Na garota, que merda Edward!
- Sabe o que é o pior de tudo?
- Tem mais! Caracas, assim me joga no lixão e me chama de urubu!
Ele riu
- O pior foi tudo que aconteceu depois – ele parou de falar e olhou para mim, para dentro de mim – o que aconteceu conosco. Bella, você sabe o que nosso afastamento com toda essa merda que esta acontecendo conosco me fez sentir? Eu estava morrendo tendo você tão perto e ao mesmo tempo tão longe e tudo porque temos a infelicidade de termos um suposto qualquer parentesco
- Falou o senhor “sofro sozinho” também passei por isso, e mais ainda quando te vi com aquela...
- Vacalinha – ele completou para mim, fazendo nos rir com a nova palavra
- Me senti uma inútil, uma sei lá. Tava te odiando, querendo pelo menos, e me odiando por não conseguir
- Nunca mais tente isso
Dizendo isso veio se aproximando, cada vez mais perto e me beijou
Um beijo doce e tranqüilo, novamente completando-nos. Era o nosso momento, o momento que dizia que nada de mais iria acontecer, que nada de ruim iria atrapalhar a nós. Nós. Não somente ele ou somente eu, um só. Nós
O beijo começou a aumentar de ritmo como todos os que demos até agora pelo visto, nenhum beijo que começou tranqüilo acabou tranqüilo, esse karma eu tenho o delicioso prazer de carregar
- Bella... – ele tentou falar entre os nossos lábios colados
- Hum – gemi em resposta, nunca parando o enrolar, estica e puxa das nossas línguas
Ele parou o beijo com um selinho leve
- Melhor paramos, né? E acho que não seria nada confortável ficarmos aqui na pedra fria e dura por muito mais tempo. Me espera aqui que vou buscar umas coisinhas que eu trouxe
- Espero que sejam brinquedos eróticos com o kama sutra no meio! – brinquei. A brincadeira teve uma reação engraçada nele. Ele parou em choque olhando para mim boqueaberto
Vendo que eu ria da cara dele, ele recuperou os movimentos
- Bella! Para de brincar com fogo! Você vai acabar se queimando – marchando em minha direção abrindo alguns botões da camisa
- Cadê? Cadê o fogo? Eu quero brincar com ele – minha voz saiu confiante e zombeteira, mas por dentro eu estava totalmente deslumbrada com o físico dele e assustada pela investiga repentina dele
Já estando em cima de mim, quase com todos os botões da camisa abertos eu prendi a respiração
- Melhor você respirar Bells
O seu sussurro rouco no meu pescoço me arrepiou toda. Ai universo! Voltei a respirar descompassadamente
Ele começou a fazer uma trilha de beijos começando da minha testa, passando pela minha bochecha, queixo, ponta do nariz, cantinho da boca e ia descendo pelo meu pescoço até a borda do meu colo e parava
- Ai meu Buda!
- Se começarmos não me responsabilizo pelos atos contra o pudor depois!
- Quem liga?!
- Eu, Bella. Me espera, vou buscar umas coisas no carro
- Tá bom, volta logo. Tenho alguns atentados ao pudor pra fazer com você rsrsrs
Ele parecia travar uma luta interna, parece que o lado “pegar as coisas no carro” ganhou, que chato!
Não demorou muito e ele voltou com uma cesta de vime em uma mão e uma toalha xadrez com algumas almofadas na outra
- Piniquini! – gritei entusiasmada enquanto corria os poucos passos até ele e tentava arrancar a cesta da mão dele. O que ele trouxe? Curiosidade matou o gato, não a gata. Me achei agora rsrs
- Piquenique você quis dizer? – e rindo levantou a cesta paro alto da sua cabeça e eu ainda lutava bravamente para tentar pegar-la, mesmo ele sendo bem mais alto que eu – Fazia tempo que não ouvia você falando “piniquini”
- É porque fazia tempo que não fazíamos um! Abaixo isso! Deixa eu ver o que você trouxe! – continuava a pular na ponta dos pés tentando pegar a bendita cesta
Estávamos muito perto, mas só fui notar o quão perto quando, com a mão que estava segurando a toalha, ele me laçou e levantou até eu ficar na altura certinha do seu rosto, e me beijou mais uma vez
Quando finalmente nos soltamos ele caminhou para perto da pedra e começou a arrumar as coisas. Fui tentar ajudar, secretamente querendo pegar a cesta
- Se aquieta aí! – ele disse me empurrando para sentar
- Se aquieta aí bichinho vixe mainhâ, ô pai ió baiano arretado! – e ri, na verdade gargalhei com a zueira que fiz, meu riso estava tão solto perto dele, logo ele também estava rindo
- Você não perdoa nem seu namorado – disse enquanto parecia dar os últimos retoques na arrumação
Fiquei petrificada. Nunca tinha pensado em Edward como namorado, nunca tinha usado essa palavra... Mas ao mesmo tempo não parecia a palavra certa para definirmos um ao outro, parecia que tinha algo mais, não simplesmente “namorados”...
- Bella? Que foi? – ele veio preocupado para mim
- Não, nada. É só a palavra que você usou...
- Que palavra?
- “namorado” – respondi pegando a mão que ele havia estendido em minha direção
- Como assim? Sou o que seu? Amante? – passou os dois braços me aconchegando junto ao peitoral dele me embalando
- Não, não sei. Parece que temos algo mais que um simples namoro, mas também não é casamento. Aí seria algo demais para nossa idade
- Não pensa em casar Bells? – ele disse aquela pergunta com a voz animadinha, mas dava para notar em seu olhar que estava meio magoado – Ou não pensa em se casar comigo?
- Não! Eu nunca pensei em me casar, mas se fosse para casar com alguém... Acho que seria com o Jacob – brinquei cutucando as suas costelas para sair correndo fugida dele – Que tal? Senhora Black! HAHAHAHAHA
- Sua diabinha! – e rindo saiu correndo atrás de mim, me alcançou rápido me abraçando e caindo comigo no chão
- Não se machucou? – pergunte alarmada, ele caiu com todo meu peso em cima dele
- Com você? Só me machuco se você sair de perto de mim
- Besta – comecei a me levantar, mas logo ele capturou minha boca com a sua e voltei para cima dele
- Não estava curiosa para saber o que tem na cesta? – ele perguntou enquanto com uma mão livre colocava uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha
- Estava, passado. Agora eu quero saber o que me prende tanto ao gosto da sua boca
- Quer saber mesmo? – acenei um sim com a cabeça, ele me chamou para mais perto e com seus lábios a centímetros dos meus, sussurrou – segredo
Parecíamos dois bobos apaixonados, sem preocupações nem nenhum mal contra o casal
- Vamos comer
- Opa, sou toda sua!
- Você está me saindo com cada uma que até me deixa com vergonha
- Desculpa, padre!
- Sai diabinha que atormenta esta mente pura e sensata deste humilde homem sem pecados!
- Ahaaaam Claudia, senta lá! Tem certeza que quer que eu vá? – ele me presenteou com seu belo sorriso de lado
- Nunca!
De um impulso ambos levantaram e fomos caminhando de mãos dadas até o cantinho lindamente arrumado por ele
- Já sei quem vai ser a mulher da relação! – brinquei dando um tapinha na sua bunda
- Não se acostuma!
- Então isso é só para me conquistar? Depois tchau e benção? – falei em tom de insulto
- Não se acostuma porque de aqui em diante só vai aumentando, sabe o que sempre desejei fazer para você?
- Ficar nu coberto de chocolate deixando eu te lamber? – coloquei um dedinho na boca fazendo cara de safada
Ele arregalou os olhos para depois balançar a cabeça em tom negativo
- Desde quando você passou a ser assim? Esse é seu sonho erótico?
- Acho que sempre fui assim, só não tinha com quem usar minha imaginação rsrs E não, não tenho sonho erótico. Gosto que me surpreendam e superem minhas expectativas... De qualquer maneira
- Hum, bom saber. Eu sempre quis te encher de mimos, pequenas besteiras de namorado terrivelmente apaixonado por uma feiticeirazinha que está se mostrando nada acanhada
Ri da sua observação, aquele momento estava sendo único. Era especial por não estarmos nos preocupando com nada, com as atenções voltadas um para o outro, livres e sendo como sempre deveríamos ser. Mas as atuais condições não nos permitiam
Coisas do destino ao nos colocar um virado paro o outro, destampando nossos olhos para o que poderíamos ter juntos bem no momento mais difícil das nossas vidas, pelo menos até hoje e espero que pelo menos só esse momento.
...............................................................
What's uuuuuuup?!! rsrs
Novo capituloooooo weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Comentem, critiquem, chorem e me amem [??]
Beijos e adoro vocês!!
domingo, 6 de junho de 2010
33º Capitulo
PDV Bella
E bem que Jasper avisou, as noticias não correm, voam! Todos já sabiam da historia e como de boca em boca a historia ia se modificando... A versão que mais se conhecia era que a Victoria tinha me pego agarrada ao James, quase transando com ele no meio do corredor
Aff povo doido. Ficavam me encarando quando eu passava e logo que eu vira as costas começavam os murmurinhos
- É ela que pegou o gostosão do James
- O que ele viu nessa daí?
Bem, nem to ligando. E olha que ele realmente viu algo em mim, se não, não tentaria me beijar
Estava no meu terceiro tempo, na aula de química quando um rapaz da recepção veio me chamar
- O que foi?
- Seu irmão está te esperando na recepção, ele veio pra te buscar
- Emmet?
- Não, Edward
Ixi, chegou a hora de enfrentar a fera. Pode vir quente que eu estou fervendo Edward Anthony Masen Cullen.
Ao chegarmos à sala logo avistei a figura alta com costas retas que davam vontade de espalmar as mãos nelas todas e... Melhor eu controlar meus pensamentos
- Que foi Edward? Estou perdendo aula sabia – provoquei com a mais sínica voz de ofendida
- Você. Vem. Comigo. Agora – dito isso ele me pegou pelo antebraço e foi me puxando para fora da recepção – Obrigado João, eu me responsabilizo por ela
- Para, está me machucando!
- Duvido, já vi você levar mais cacetadas que derrubariam até um leão. Vem
Jogou-me no carro e já foi afivelando meu cinto como se eu fosse alguma criancinha. Estava me deixando nos nervos com essa atitude!
- Eu não vou fugir!
- Não mesmo – ele disse enquanto ligava o carro e dava a partida cantando pneu
Ele dirigia feito louco, mas não estava fazendo nenhum caminho que eu conhecesse, ele dirigia para o Sul.
- Pra onde você está me levando seu retardado?
- Para um lugar onde não possa ser ouvida se gritar, nem fugir para escapar. Vamos a um lugar especial para mim, secreto e muito bonito. Para onde geralmente eu fujo do caos da vida. Está bom de informação para você?
Ele falava com aquele meio sorriso no rosto, totalmente convencido
- Oh, muito obrigada! Quanta generosidade da sua parte! Tecnicamente você está me raptando!
- Tecnicamente sou seu irmão mais velho que está te levando para passear ou vendo a pior opção vista de fora, te levando para termos uma conversinha séria pelo que você aprontou e provavelmente determinando seu castigo
Engasguei na ultima palavra, castigo? Me bate, prefiro apanhar. Pelo menos a dor passa um tempo depois. Odeio castigo, pior é que era a lei tanto do meu pai quanto do Carlisle. Arg. Não ficava de castigo desde que... Desde que no começo do ano quebrei o vidro da janela do vizinho resmungão por ele ter me chamado de piveta.
Dei um pequeno gemido, o que amplio mais ainda o sorriso dele
- Calma, meu castigo vai ser... Deixa pra lá, melhor ainda quando é surpresa
- Odeio surpresas – e odiava mesmo, sempre vinha algo ou que me deixava constrangida ou que me enervava. Ou quando eram os dois, constrangida para depois ficar nervosa
Andávamos pela estrada principal cheia de curvas, parecendo nunca chegar ao destino. Até que ele virou em uma estradinha de terra meio encoberta pela mata que avançou contra ela. Que se alguém não prestasse muita atenção não conseguiria achar-la. Realmente parecia um caminho que levava a um refúgio
- Eu sabia que existiam casos de parentes que matam outros parentes, mas sempre há uma razão, dinheiro, inveja, fama... Mas sem motivo algum, ok. Só se o motivo for inveja que eu... Hum... Briguei com a Victoria? Você queria brigar com ela? Olha que isso seria covardia homem bater em mulher... Ou no caso um pouco menos grave, mas mais vergonhoso... Você quer beijar o JAMES! HAHAHAHAHAHAHA – ri com gosto, a cara que ele fazia era incrivelmente engraçada e, por eu ainda estar em meu modo vingançinha, prazerosa
- Cala essa boca Bella! Antes que eu...
- Você o que? Completa Edward Cullen! Você vai fazer o que? Me bater? Me matar? – estava tirando uma com a cara dele e estava amando
Ele parou o carro em uma brecada brusca, desafivelou o cinto e se virou quase em cima de mim
- Antes que eu cale
E falando isso me beijou, mas era O beijo. Era urgente e devastador. A língua dele explorando cala canto da minha boca e eu ali espantada pelo movimento. Contornava minha língua, provocando, exigindo uma reação minha que não demorou a acontecer
Era uma dança extremamente erótica, enrolando, explorando, sugando. Levando ao delírio de ambos. Ele começou a usar as mãos, contornando minha cintura enquanto estava cada vez mais em cima de mim, subindo e descendo-as
Eu estava ainda presa ao cinto, então não podia impulsionar muito meu corpo para frente em reação ao dele, mas minhas mãos não tiveram desculpa
Lacei meus braços ao redor do pescoço dele aprofundando mais e mais o beijo, senti um gostinho de sangue na boca, mas nem liguei. Comecei a explorar agora com as minhas mãos suas costas para depois seu peito totalmente forte, descendo devagarzinho para seu abdômen e contornando cada gominho delicadamente com os dedos
- Melhor parar Bella, você vai me deixar louco
- É o que eu pretendo, mas só isso, nada mais com você Edward
E dizendo isso, com o tom de amargura no nome dele, o empurrei com toda a minha força, que eu pensava ter se esvaído com aquele momento
Ambos arfantes um olhando para o outro. Após se recompor, ele voltou a dirigir com toda a atenção focada na estrada, não fazia mais nenhum comentário, nem provocação, nem somente um olhar. Mas dava para ver pela forma como estava sério, que meu tom e palavras o tinham deixado magoado, no mínimo irritado
Por que essa sensação de culpa dentro de mim? Não era isso que eu queria? Magoar-lo do mesmo modo como ele havia me magoado?
3. 2. 1. Que merda de vida!
Do mesmo modo que estava calado durante o resto do caminho, ficou quando parou o carro numa abertura na mata, desceu e veio me ajudar. Podia ouvir o murmúrio de um riacho
- Chegamos, é logo ali – não falou mais nada, virou-se e seguiu na minha frente me guiando e protegendo dos arbustos
- É aqui
Nós estávamos parados na beirada de uma clareira com uma piscina natural gigantesca e um caminho ao lado escoando a água indo rio abaixo, uma cachoeira de águas cristalinas que dava origem aquela quantidade absurda de água e com um arco-íris formado no meio dela. Era tudo tão lindo.
Ao redor algumas pedras brilhantes em tom esverdeado, plantas rasteiras, flores em plena abertura vibrante de cores e a mata selando aquilo, como se encubasse e protegesse do resto do mundo aquele pedacinho de paraíso. Podia ver algumas arvores frutíferas; manga, maça, banana e entre outras
- Uau Edward! Como você descobriu isso aqui? É um lugar extremamente lindo! – e saí correndo para perto da água para observar melhor. A água era de um tom límpido quase transparente de azul que dava até para ver o fundo e inúmeros peixinhos coloridos
- Descobri quando fazia trilha – o tom sério da voz dele acabou com a magia do primeiro vislumbre da paisagem e me fez virar para encarar-lo
Caminhei vagarosamente até ele
- Edward, o que foi? Afinal, pra que me trouxe aqui?
- Queria finalmente te dizer o que aconteceu entre mim e a Laurent, você disse que se fosse verdade o que teria pra te dizer poderia esperar, mas acho que a verdade já esperou demais. Alem que estou morrendo pela nossa distancia e o ciúme acompanha a mesma linha da faca no meu peito
Aquelas palavras dele, era exatamente o que eu estava sentindo. Meu coração dizia que o que ele tinha para me dizer era verdade e deveria dar essa chance para ele, que tudo ficaria bem. Mas minha mente dizia que meus olhos não me enganaram, que ele realmente era um traidor. Mas os dois estavam na mesma em relação a uma coisa: eu amava Edward
...............................................................
Oi oi! Capitulo extra de domingo em clima de MMA!!!
Bora lá TWILIGHT!!!! OLE OLE OLE OLA NEW MOON VAI GANHAAAAR!
Não esqueçam d comentar! ♥
Bjos e até amanha!
gostaram? não? sim? reclamem!!!!
E bem que Jasper avisou, as noticias não correm, voam! Todos já sabiam da historia e como de boca em boca a historia ia se modificando... A versão que mais se conhecia era que a Victoria tinha me pego agarrada ao James, quase transando com ele no meio do corredor
Aff povo doido. Ficavam me encarando quando eu passava e logo que eu vira as costas começavam os murmurinhos
- É ela que pegou o gostosão do James
- O que ele viu nessa daí?
Bem, nem to ligando. E olha que ele realmente viu algo em mim, se não, não tentaria me beijar
Estava no meu terceiro tempo, na aula de química quando um rapaz da recepção veio me chamar
- O que foi?
- Seu irmão está te esperando na recepção, ele veio pra te buscar
- Emmet?
- Não, Edward
Ixi, chegou a hora de enfrentar a fera. Pode vir quente que eu estou fervendo Edward Anthony Masen Cullen.
Ao chegarmos à sala logo avistei a figura alta com costas retas que davam vontade de espalmar as mãos nelas todas e... Melhor eu controlar meus pensamentos
- Que foi Edward? Estou perdendo aula sabia – provoquei com a mais sínica voz de ofendida
- Você. Vem. Comigo. Agora – dito isso ele me pegou pelo antebraço e foi me puxando para fora da recepção – Obrigado João, eu me responsabilizo por ela
- Para, está me machucando!
- Duvido, já vi você levar mais cacetadas que derrubariam até um leão. Vem
Jogou-me no carro e já foi afivelando meu cinto como se eu fosse alguma criancinha. Estava me deixando nos nervos com essa atitude!
- Eu não vou fugir!
- Não mesmo – ele disse enquanto ligava o carro e dava a partida cantando pneu
Ele dirigia feito louco, mas não estava fazendo nenhum caminho que eu conhecesse, ele dirigia para o Sul.
- Pra onde você está me levando seu retardado?
- Para um lugar onde não possa ser ouvida se gritar, nem fugir para escapar. Vamos a um lugar especial para mim, secreto e muito bonito. Para onde geralmente eu fujo do caos da vida. Está bom de informação para você?
Ele falava com aquele meio sorriso no rosto, totalmente convencido
- Oh, muito obrigada! Quanta generosidade da sua parte! Tecnicamente você está me raptando!
- Tecnicamente sou seu irmão mais velho que está te levando para passear ou vendo a pior opção vista de fora, te levando para termos uma conversinha séria pelo que você aprontou e provavelmente determinando seu castigo
Engasguei na ultima palavra, castigo? Me bate, prefiro apanhar. Pelo menos a dor passa um tempo depois. Odeio castigo, pior é que era a lei tanto do meu pai quanto do Carlisle. Arg. Não ficava de castigo desde que... Desde que no começo do ano quebrei o vidro da janela do vizinho resmungão por ele ter me chamado de piveta.
Dei um pequeno gemido, o que amplio mais ainda o sorriso dele
- Calma, meu castigo vai ser... Deixa pra lá, melhor ainda quando é surpresa
- Odeio surpresas – e odiava mesmo, sempre vinha algo ou que me deixava constrangida ou que me enervava. Ou quando eram os dois, constrangida para depois ficar nervosa
Andávamos pela estrada principal cheia de curvas, parecendo nunca chegar ao destino. Até que ele virou em uma estradinha de terra meio encoberta pela mata que avançou contra ela. Que se alguém não prestasse muita atenção não conseguiria achar-la. Realmente parecia um caminho que levava a um refúgio
- Eu sabia que existiam casos de parentes que matam outros parentes, mas sempre há uma razão, dinheiro, inveja, fama... Mas sem motivo algum, ok. Só se o motivo for inveja que eu... Hum... Briguei com a Victoria? Você queria brigar com ela? Olha que isso seria covardia homem bater em mulher... Ou no caso um pouco menos grave, mas mais vergonhoso... Você quer beijar o JAMES! HAHAHAHAHAHAHA – ri com gosto, a cara que ele fazia era incrivelmente engraçada e, por eu ainda estar em meu modo vingançinha, prazerosa
- Cala essa boca Bella! Antes que eu...
- Você o que? Completa Edward Cullen! Você vai fazer o que? Me bater? Me matar? – estava tirando uma com a cara dele e estava amando
Ele parou o carro em uma brecada brusca, desafivelou o cinto e se virou quase em cima de mim
- Antes que eu cale
E falando isso me beijou, mas era O beijo. Era urgente e devastador. A língua dele explorando cala canto da minha boca e eu ali espantada pelo movimento. Contornava minha língua, provocando, exigindo uma reação minha que não demorou a acontecer
Era uma dança extremamente erótica, enrolando, explorando, sugando. Levando ao delírio de ambos. Ele começou a usar as mãos, contornando minha cintura enquanto estava cada vez mais em cima de mim, subindo e descendo-as
Eu estava ainda presa ao cinto, então não podia impulsionar muito meu corpo para frente em reação ao dele, mas minhas mãos não tiveram desculpa
Lacei meus braços ao redor do pescoço dele aprofundando mais e mais o beijo, senti um gostinho de sangue na boca, mas nem liguei. Comecei a explorar agora com as minhas mãos suas costas para depois seu peito totalmente forte, descendo devagarzinho para seu abdômen e contornando cada gominho delicadamente com os dedos
- Melhor parar Bella, você vai me deixar louco
- É o que eu pretendo, mas só isso, nada mais com você Edward
E dizendo isso, com o tom de amargura no nome dele, o empurrei com toda a minha força, que eu pensava ter se esvaído com aquele momento
Ambos arfantes um olhando para o outro. Após se recompor, ele voltou a dirigir com toda a atenção focada na estrada, não fazia mais nenhum comentário, nem provocação, nem somente um olhar. Mas dava para ver pela forma como estava sério, que meu tom e palavras o tinham deixado magoado, no mínimo irritado
Por que essa sensação de culpa dentro de mim? Não era isso que eu queria? Magoar-lo do mesmo modo como ele havia me magoado?
3. 2. 1. Que merda de vida!
Do mesmo modo que estava calado durante o resto do caminho, ficou quando parou o carro numa abertura na mata, desceu e veio me ajudar. Podia ouvir o murmúrio de um riacho
- Chegamos, é logo ali – não falou mais nada, virou-se e seguiu na minha frente me guiando e protegendo dos arbustos
- É aqui
Nós estávamos parados na beirada de uma clareira com uma piscina natural gigantesca e um caminho ao lado escoando a água indo rio abaixo, uma cachoeira de águas cristalinas que dava origem aquela quantidade absurda de água e com um arco-íris formado no meio dela. Era tudo tão lindo.
Ao redor algumas pedras brilhantes em tom esverdeado, plantas rasteiras, flores em plena abertura vibrante de cores e a mata selando aquilo, como se encubasse e protegesse do resto do mundo aquele pedacinho de paraíso. Podia ver algumas arvores frutíferas; manga, maça, banana e entre outras
- Uau Edward! Como você descobriu isso aqui? É um lugar extremamente lindo! – e saí correndo para perto da água para observar melhor. A água era de um tom límpido quase transparente de azul que dava até para ver o fundo e inúmeros peixinhos coloridos
- Descobri quando fazia trilha – o tom sério da voz dele acabou com a magia do primeiro vislumbre da paisagem e me fez virar para encarar-lo
Caminhei vagarosamente até ele
- Edward, o que foi? Afinal, pra que me trouxe aqui?
- Queria finalmente te dizer o que aconteceu entre mim e a Laurent, você disse que se fosse verdade o que teria pra te dizer poderia esperar, mas acho que a verdade já esperou demais. Alem que estou morrendo pela nossa distancia e o ciúme acompanha a mesma linha da faca no meu peito
Aquelas palavras dele, era exatamente o que eu estava sentindo. Meu coração dizia que o que ele tinha para me dizer era verdade e deveria dar essa chance para ele, que tudo ficaria bem. Mas minha mente dizia que meus olhos não me enganaram, que ele realmente era um traidor. Mas os dois estavam na mesma em relação a uma coisa: eu amava Edward
...............................................................
Oi oi! Capitulo extra de domingo em clima de MMA!!!
Bora lá TWILIGHT!!!! OLE OLE OLE OLA NEW MOON VAI GANHAAAAR!
Não esqueçam d comentar! ♥
Bjos e até amanha!
gostaram? não? sim? reclamem!!!!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
32º Capitulo - Destinos Cruzados
PDV Bella
Ficamos revezando entre nós quem ficava com Esme no hospital, o estado dela era tão ruim, que qualquer remédio ou operação pra tentar sua melhora só iria dar em merda. Então tentávamos nos conformar seguindo com a rotina da escola e trabalho. Bem, trabalho que digo são Emmet, Edward, Jasper e Rose. Mesmo com o seguro de vida de Carlisle, a pensão da sua morte, o dinheiro gordo da bolsa de valores, a pensão da morte do meu pai e etc. os mais velhos decidiram trabalhar, pra em qualquer acontecimento termos dinheiro guardado. Emmet se tornou responsável rapidamente.
- Bella!
Escutei alguém me chamando quando estava indo em direção a saída da escola para me encontrar com Jasper, minha vez de ficar um pouco com Esme, revezando com Rose.
- Que? James! Ops, professor James!
Era meu professor tudo de bom [e mais um pouco] de artes marciais extremas, sabia que estava faltando muito, mas estava sendo difícil conciliar tudo
- Bella, estive preocupado com você! – ele falou com a respiração ofegante
- Eu sei, to andando faltando mundo nos treinos e o torneio regional está chegando e talz...
- Não! Não se preocupa com isso não pequena – e me abraçou apertado, me pegando desprevenida
- Ouw, para Profe, está me deixando encabulada! – disse o empurrando para longe de mim
- Envergonhada por que? – ele ia dizendo se abaixando cada vez mais próximo de mim, da minha boca
E adivinha a primeira coisa que a idiota aqui pensou? Exatamente! Edward
Vá a merda o Edward, com o gostosão do meu professor aqui na minha frente, sem ninguém nas proximidades, dando sopa! Vou pensar em Edward? Alguém me dá um tiro!
Ele estava cada vez mais próximo, seus lábios rosados e carnudos, totalmente apetitosos, já entreabertos e MALDIÇÃO a única coisa que eu tinha em minha mente era Edward, Edward e mais Edward!
Tentando ao maximo me concentrar no momento, que deveria ser maravilhoso com borboletas em minha barriga, me inclinei para selar logo o beijo. Mas no momento exato em que estávamos a um milímetro de nos encaixar senti alguma coisa puxar meu cabelo com tudo e fui puxada para trás, me afastando daquele pote de mel com sabor de pecado
- Larga o meu homeeeeeem!!!! – Quando consegui me livrar da mão em volta do meu cabelo me virei rapidamente e quem eu encontro espumando pela boca? Victoria
Esse negocio de adivinhar esta ficando verdadeiramente cansativo. Voltando a louca dançarina de ula-ula...
- Você está louca piriguete?
- Piriguete não! Olha como você fala comigo sua pirralha! – ela estava realmente raivosa, cachorra não vacinada e ainda por cima vira-lata dá nisso, ué
- Ui, se sentiu ofendida? É, piriguete é pouco pra te descrever. Acho que vadia ou sei lá, putinha alheia! Melhorou?
O sangue ia subindo pelo rosto da vacalinha até ela soltar um grito e vir pra cima de mim
- AAAAAAAH VOCÊ VAI VER!
Esquivei-me pro lado, ato comum que aprendemos no treino, e ela foi direto com a cara na parede do corredor
- Uhul, to vendo sim! E sinceramente, estou adorando – falei com deboche
- Parem! Parem meninas! Não briguem por mim! – James começou a falar atrás de mim, como aquilo me deixou mais ainda irritada, já viu que sobrou pra ele
- Sabia que você é mais bonito de boca fechada? Se liga James, to brigando porque essa vacalinha aí está me irritando a um bom tempo, levanta que eu ainda estou esperando
- Vacalinha? – a idiota perguntou ofegante, nem dei atenção
A cara que o James fez quando eu demonstrei toda minha raiva com as palavras me trouxe uma tremenda sensação de prazer. A um bom tempo sem lutar, irritada com a minha situação com o Edward e ainda minha tia, quase mãe, no hospital pedindo pra morrer! Claro que eu iria aproveitar aquela situação ao máximo
Sorrindo debochadamente fui marchando em direção a Victoria e a agarrei pelos cabelos. Estava mesmo uma luta de menininhas, mas não queria ir presa se brigasse pra valer, se fosse um menino ali ou um adversário no ringue, ia ver o que é bom pra tosse. E não estou falando de xarope e sim de... Morte
Rindo do meu pensamento ainda com os cabelos ruivos da inútil em minhas mãos preferi soltar-la, queria ir logo pro hospital e Jasper já deveria estar impaciente me esperando.
- Chega, não quero gastar meu tempo e energia contigo vacalinha, beijos – disse pegando meu material e meio que trotando para fora
- Espera aí pirralha! Não vai parar por aqui! – ela gritava atrás de mim
- Para Victoria! Chega! – olhei para trás e James estava segurando uma Victoria descabelada e ainda enfurecida
- O que significa tudo isso aqui?! – o diretor! Os berros da idiota devem o ter alertado. Merda
Só porque eu queria logo ver Esme. Saco
- Dona Swan, professores James e Victoria, na minha sala agora!
- Mas diretor, meu irmão está me esperando para ir ao hospital ficar com minha tia Esme – fiz a cara mais inocente do mundo, primeira vez, será que daria certo?
- Seu irmão? Qual? – ele perguntou com aquela voz grossa dele
- O Jasper – por dentro estava torcendo: que dê certo que dê certo
- Muito bem, chame o para ser seu representante como responsável
Merda, nada dessas coisas de inocência dão certo comigo. Nessas horas que queria ser a Alice e aquela bendita cara de gato do Shrek
- E nem pense em fugir, não darei segunda chance de explicação e serão 15 dias na detenção após as aulas! – dizendo isso virou se indo em direção a sala dele
Encontrei Jasper impaciente olhando seu relógio no estacionamento
- Até que enfim Bella! Vamos!
- Espera, o diretor quer você comigo na sala dele – disse isso já me virando voltando ao prédio da escola
Ouvi seus passos me seguindo. Muito bom
- Mas por que... – ele parou de andar, parei junto sem ainda me virar e encarar-lo – Bella, o que você aprontou?
- Por que eu teria aprontado alguma? – finalmente me virei
- Então...
- Ok, eu briguei com a professora Victoria – falei olhando ao chão, mas espiei pra ver qual foi sua reação ao ouvir minha confissão. Que não foi muito boa.
O quase um dia foi gay começou a ficar branco, mas muito branco pra depois recobrar a cor e começar a tagarelar
- Não acredito que você fez isso Isabella Swan! Você não nota que estamos em uma situação complicada e ainda me apronta uma dessas! Já até sei, é um daqueles complexos de crianças para chamarem a atenção dos mais velhos, mas você não é mais criança Isabella...
O cortei antes dele tomar mais conclusões precipitadas muito das erradas
- Cala boca Jasper, e para de me chamar de Isabella. Não fui eu que comecei, a vaca puxou meu cabelo com tudo e eu só...
- Deus! To até imaginando! A pobre professora Victoria deve estar já a caminho do hospital!
- Me escuta!! Eu nem bati nela direito! Na verdade eu nem bati nela. Eu puxei também o cabelo dela e fui terminar a briga vindo embora quando ela começou a gritar loucamente e o diretor nos achou. Não fui eu que comecei, eu não bati nela e não estou chamando atenção, eu só quero ir ver Esme. MAS QUE MERDA DE VIDA!
Ele ficou pasmo com minha ultima e explosiva frase e pareceu que finalmente a ficha do lerdo caiu
- Entendeu? – disse com a voz mais cândida e doce do mundo – agora podemos ir?
- Ok
Andamos lado a lado até o gabinete do diretor
- Com licença – falamos ao mesmo tempo
- Toda, sentem-se crianças. Sei que estão com certa presa para ver sua mãe no hospital, então vamos ao ponto – só dele falar essa frase já enrolou e gastou um bom tempo, whatever – O que ocasionou aquela gritaria toda? E pelo que vejo, a briga também? Primeiro irei ouvir Victoria e depois você Isabella, James está aqui somente para verificar a historia
Victoria começou uma narrativa cheia de momentos comoventes e choro falso. Tava irritantemente ridícula. Disse que ela estava tranqüila andando desatenta no corredor quando esbarrou em mim sem querer e eu comecei a socar-la e ela heroicamente lutou comigo e aí deu o motivo da gritaria quando eu a derrubei e sai correndo.
Cara, se eu a socasse, aposto que agora estaríamos tendo essa conversa na sala de um hospital e seria sem muito sangue, só um soco a levaria ao chão. Sem querer me gabar, mas são anos de treino né. Mas mesmo assim aguardei quieta ao lado de Jasper ela terminar seu mentiroso depoimento
- Uhum, muito interessante. Bem, James – James se sobressaltou, ele olhava abobalhado para Victoria secando suas ultimas lagrimas falsas
- Sim diretor
- A historia é coerente a seu ver? – podia jurar que o diretor estava segurando o riso, os cantos da sua boca tremiam com esse esforço
- Não diretor
- Obrigado, agora iremos ouvir você Isabella, pode começar – ele me indicou com sua mão
- Ok. Bem, eu estava conversando com o professor James no corredor e quando ele ia se despedir de mim de forma... bem... intima – Jasper olhou para mim alarmado, não só ele, mas como James também, Victoria se aquietou e o diretor me olhava tranquilamente, era quase um Dumbledore – a professora Victoria me puxou pelo cabelo gritando e assim começou tudo. Alego e podem fazer exames nela, que não a soquei, nem ao menos bati nela. Pra ser sincera até tive uma reação estranha de mulherzinha ao somente puxar o cabelo dela, e estava indo embora me encontrar com meu irmão no estacionamento quando ela gritou e o senhor ouviu diretor. E cá estamos
O diretor me sorriu, juntou as mãos embaixo do seu queixo, pensou por um momento até finalmente falar
- A historia da senhorita Swan é coerente professor James?
- Sim diretor
- Muito bem. Professora Victoria e professor James serão transferidos para outra escola, do bairro vizinho e senhorita Swan está liberada
- Que? Por que? Essa pirra... Perdão, essa menina me agrediu e ainda sai impune? – Victoria começou a beirar o pânico, novamente. Que chata
- A senhora mentiu professora, o senhor se envolveu com uma aluna e...
- Peraê diretor! – entrei no meio da frase dele
- Para Bella, vamos
- Não Jasper! Diretor, o professor James estava só se despedindo de mim, nada de envolvimento, alem do mais que eu não estou pra muito rolo com homem, na atual situação, sabe? Mãe em um hospital? Comprendes? Ele não pode ir embora sem ter culpa de nada!
- Vendo por esse ponto. Tem certeza Swan?
- Absoluta! Confia em mim, não tenho nada com o professor James. Pera! Tenho sim!
Todos arregalaram os olhos
- Olha a malícia! Tenho uma amizade de anos com ele, isso que eu tenho
- Concluindo. Victoria será transferida, James e Isabella podem se retirar
- Diretor, como chegou a essa conclusão? – perguntei, curiosidade só. Jasper estava tendo um ataque de pânico tentando me puxar, soltei meu braço do aperto dele e me virei para o diretor
- Simples. Já vi suas lutas Isabella, se tivesse socado a professora ela estaria no hospital provavelmente, o nervosismo e manha dela e a fantasia, puro teatro pobre. Depois do seu ultimo campeonato, acho que não tem muitas pessoas que possam lutar bravamente com você querida
Rimos e tranquilamente deixei o escritório do diretor deixando para trás o choro estremamente exagerado de Victoria
- Obrigado Bella! Tchau pequena!
- Tchau James! E cuidado com as namoradas!
Rindo fomos embora
- Você sabe que todo mundo vai ficar sabendo disso né? – Jasper começou a falar cautelosamente. Que foi?
- Sei, e daí?
- Inclusive Edward, e quem conta um conto aumenta um ponto. As más linguas do colégio...
E daí em diante eu não ouvi mais nada. Edward ia ficar uma fera!!
Que ótimo! Sem ironia
..........................................................
Demorei mais cheguei! E cheguei chegando com capi enorme!
Gostaram? Comentem!!
Mil desculpas pela demora, estava meio mal. sou fragil rsrs
Beijokas e se cuidem!
Ficamos revezando entre nós quem ficava com Esme no hospital, o estado dela era tão ruim, que qualquer remédio ou operação pra tentar sua melhora só iria dar em merda. Então tentávamos nos conformar seguindo com a rotina da escola e trabalho. Bem, trabalho que digo são Emmet, Edward, Jasper e Rose. Mesmo com o seguro de vida de Carlisle, a pensão da sua morte, o dinheiro gordo da bolsa de valores, a pensão da morte do meu pai e etc. os mais velhos decidiram trabalhar, pra em qualquer acontecimento termos dinheiro guardado. Emmet se tornou responsável rapidamente.
- Bella!
Escutei alguém me chamando quando estava indo em direção a saída da escola para me encontrar com Jasper, minha vez de ficar um pouco com Esme, revezando com Rose.
- Que? James! Ops, professor James!
Era meu professor tudo de bom [e mais um pouco] de artes marciais extremas, sabia que estava faltando muito, mas estava sendo difícil conciliar tudo
- Bella, estive preocupado com você! – ele falou com a respiração ofegante
- Eu sei, to andando faltando mundo nos treinos e o torneio regional está chegando e talz...
- Não! Não se preocupa com isso não pequena – e me abraçou apertado, me pegando desprevenida
- Ouw, para Profe, está me deixando encabulada! – disse o empurrando para longe de mim
- Envergonhada por que? – ele ia dizendo se abaixando cada vez mais próximo de mim, da minha boca
E adivinha a primeira coisa que a idiota aqui pensou? Exatamente! Edward
Vá a merda o Edward, com o gostosão do meu professor aqui na minha frente, sem ninguém nas proximidades, dando sopa! Vou pensar em Edward? Alguém me dá um tiro!
Ele estava cada vez mais próximo, seus lábios rosados e carnudos, totalmente apetitosos, já entreabertos e MALDIÇÃO a única coisa que eu tinha em minha mente era Edward, Edward e mais Edward!
Tentando ao maximo me concentrar no momento, que deveria ser maravilhoso com borboletas em minha barriga, me inclinei para selar logo o beijo. Mas no momento exato em que estávamos a um milímetro de nos encaixar senti alguma coisa puxar meu cabelo com tudo e fui puxada para trás, me afastando daquele pote de mel com sabor de pecado
- Larga o meu homeeeeeem!!!! – Quando consegui me livrar da mão em volta do meu cabelo me virei rapidamente e quem eu encontro espumando pela boca? Victoria
Esse negocio de adivinhar esta ficando verdadeiramente cansativo. Voltando a louca dançarina de ula-ula...
- Você está louca piriguete?
- Piriguete não! Olha como você fala comigo sua pirralha! – ela estava realmente raivosa, cachorra não vacinada e ainda por cima vira-lata dá nisso, ué
- Ui, se sentiu ofendida? É, piriguete é pouco pra te descrever. Acho que vadia ou sei lá, putinha alheia! Melhorou?
O sangue ia subindo pelo rosto da vacalinha até ela soltar um grito e vir pra cima de mim
- AAAAAAAH VOCÊ VAI VER!
Esquivei-me pro lado, ato comum que aprendemos no treino, e ela foi direto com a cara na parede do corredor
- Uhul, to vendo sim! E sinceramente, estou adorando – falei com deboche
- Parem! Parem meninas! Não briguem por mim! – James começou a falar atrás de mim, como aquilo me deixou mais ainda irritada, já viu que sobrou pra ele
- Sabia que você é mais bonito de boca fechada? Se liga James, to brigando porque essa vacalinha aí está me irritando a um bom tempo, levanta que eu ainda estou esperando
- Vacalinha? – a idiota perguntou ofegante, nem dei atenção
A cara que o James fez quando eu demonstrei toda minha raiva com as palavras me trouxe uma tremenda sensação de prazer. A um bom tempo sem lutar, irritada com a minha situação com o Edward e ainda minha tia, quase mãe, no hospital pedindo pra morrer! Claro que eu iria aproveitar aquela situação ao máximo
Sorrindo debochadamente fui marchando em direção a Victoria e a agarrei pelos cabelos. Estava mesmo uma luta de menininhas, mas não queria ir presa se brigasse pra valer, se fosse um menino ali ou um adversário no ringue, ia ver o que é bom pra tosse. E não estou falando de xarope e sim de... Morte
Rindo do meu pensamento ainda com os cabelos ruivos da inútil em minhas mãos preferi soltar-la, queria ir logo pro hospital e Jasper já deveria estar impaciente me esperando.
- Chega, não quero gastar meu tempo e energia contigo vacalinha, beijos – disse pegando meu material e meio que trotando para fora
- Espera aí pirralha! Não vai parar por aqui! – ela gritava atrás de mim
- Para Victoria! Chega! – olhei para trás e James estava segurando uma Victoria descabelada e ainda enfurecida
- O que significa tudo isso aqui?! – o diretor! Os berros da idiota devem o ter alertado. Merda
Só porque eu queria logo ver Esme. Saco
- Dona Swan, professores James e Victoria, na minha sala agora!
- Mas diretor, meu irmão está me esperando para ir ao hospital ficar com minha tia Esme – fiz a cara mais inocente do mundo, primeira vez, será que daria certo?
- Seu irmão? Qual? – ele perguntou com aquela voz grossa dele
- O Jasper – por dentro estava torcendo: que dê certo que dê certo
- Muito bem, chame o para ser seu representante como responsável
Merda, nada dessas coisas de inocência dão certo comigo. Nessas horas que queria ser a Alice e aquela bendita cara de gato do Shrek
- E nem pense em fugir, não darei segunda chance de explicação e serão 15 dias na detenção após as aulas! – dizendo isso virou se indo em direção a sala dele
Encontrei Jasper impaciente olhando seu relógio no estacionamento
- Até que enfim Bella! Vamos!
- Espera, o diretor quer você comigo na sala dele – disse isso já me virando voltando ao prédio da escola
Ouvi seus passos me seguindo. Muito bom
- Mas por que... – ele parou de andar, parei junto sem ainda me virar e encarar-lo – Bella, o que você aprontou?
- Por que eu teria aprontado alguma? – finalmente me virei
- Então...
- Ok, eu briguei com a professora Victoria – falei olhando ao chão, mas espiei pra ver qual foi sua reação ao ouvir minha confissão. Que não foi muito boa.
O quase um dia foi gay começou a ficar branco, mas muito branco pra depois recobrar a cor e começar a tagarelar
- Não acredito que você fez isso Isabella Swan! Você não nota que estamos em uma situação complicada e ainda me apronta uma dessas! Já até sei, é um daqueles complexos de crianças para chamarem a atenção dos mais velhos, mas você não é mais criança Isabella...
O cortei antes dele tomar mais conclusões precipitadas muito das erradas
- Cala boca Jasper, e para de me chamar de Isabella. Não fui eu que comecei, a vaca puxou meu cabelo com tudo e eu só...
- Deus! To até imaginando! A pobre professora Victoria deve estar já a caminho do hospital!
- Me escuta!! Eu nem bati nela direito! Na verdade eu nem bati nela. Eu puxei também o cabelo dela e fui terminar a briga vindo embora quando ela começou a gritar loucamente e o diretor nos achou. Não fui eu que comecei, eu não bati nela e não estou chamando atenção, eu só quero ir ver Esme. MAS QUE MERDA DE VIDA!
Ele ficou pasmo com minha ultima e explosiva frase e pareceu que finalmente a ficha do lerdo caiu
- Entendeu? – disse com a voz mais cândida e doce do mundo – agora podemos ir?
- Ok
Andamos lado a lado até o gabinete do diretor
- Com licença – falamos ao mesmo tempo
- Toda, sentem-se crianças. Sei que estão com certa presa para ver sua mãe no hospital, então vamos ao ponto – só dele falar essa frase já enrolou e gastou um bom tempo, whatever – O que ocasionou aquela gritaria toda? E pelo que vejo, a briga também? Primeiro irei ouvir Victoria e depois você Isabella, James está aqui somente para verificar a historia
Victoria começou uma narrativa cheia de momentos comoventes e choro falso. Tava irritantemente ridícula. Disse que ela estava tranqüila andando desatenta no corredor quando esbarrou em mim sem querer e eu comecei a socar-la e ela heroicamente lutou comigo e aí deu o motivo da gritaria quando eu a derrubei e sai correndo.
Cara, se eu a socasse, aposto que agora estaríamos tendo essa conversa na sala de um hospital e seria sem muito sangue, só um soco a levaria ao chão. Sem querer me gabar, mas são anos de treino né. Mas mesmo assim aguardei quieta ao lado de Jasper ela terminar seu mentiroso depoimento
- Uhum, muito interessante. Bem, James – James se sobressaltou, ele olhava abobalhado para Victoria secando suas ultimas lagrimas falsas
- Sim diretor
- A historia é coerente a seu ver? – podia jurar que o diretor estava segurando o riso, os cantos da sua boca tremiam com esse esforço
- Não diretor
- Obrigado, agora iremos ouvir você Isabella, pode começar – ele me indicou com sua mão
- Ok. Bem, eu estava conversando com o professor James no corredor e quando ele ia se despedir de mim de forma... bem... intima – Jasper olhou para mim alarmado, não só ele, mas como James também, Victoria se aquietou e o diretor me olhava tranquilamente, era quase um Dumbledore – a professora Victoria me puxou pelo cabelo gritando e assim começou tudo. Alego e podem fazer exames nela, que não a soquei, nem ao menos bati nela. Pra ser sincera até tive uma reação estranha de mulherzinha ao somente puxar o cabelo dela, e estava indo embora me encontrar com meu irmão no estacionamento quando ela gritou e o senhor ouviu diretor. E cá estamos
O diretor me sorriu, juntou as mãos embaixo do seu queixo, pensou por um momento até finalmente falar
- A historia da senhorita Swan é coerente professor James?
- Sim diretor
- Muito bem. Professora Victoria e professor James serão transferidos para outra escola, do bairro vizinho e senhorita Swan está liberada
- Que? Por que? Essa pirra... Perdão, essa menina me agrediu e ainda sai impune? – Victoria começou a beirar o pânico, novamente. Que chata
- A senhora mentiu professora, o senhor se envolveu com uma aluna e...
- Peraê diretor! – entrei no meio da frase dele
- Para Bella, vamos
- Não Jasper! Diretor, o professor James estava só se despedindo de mim, nada de envolvimento, alem do mais que eu não estou pra muito rolo com homem, na atual situação, sabe? Mãe em um hospital? Comprendes? Ele não pode ir embora sem ter culpa de nada!
- Vendo por esse ponto. Tem certeza Swan?
- Absoluta! Confia em mim, não tenho nada com o professor James. Pera! Tenho sim!
Todos arregalaram os olhos
- Olha a malícia! Tenho uma amizade de anos com ele, isso que eu tenho
- Concluindo. Victoria será transferida, James e Isabella podem se retirar
- Diretor, como chegou a essa conclusão? – perguntei, curiosidade só. Jasper estava tendo um ataque de pânico tentando me puxar, soltei meu braço do aperto dele e me virei para o diretor
- Simples. Já vi suas lutas Isabella, se tivesse socado a professora ela estaria no hospital provavelmente, o nervosismo e manha dela e a fantasia, puro teatro pobre. Depois do seu ultimo campeonato, acho que não tem muitas pessoas que possam lutar bravamente com você querida
Rimos e tranquilamente deixei o escritório do diretor deixando para trás o choro estremamente exagerado de Victoria
- Obrigado Bella! Tchau pequena!
- Tchau James! E cuidado com as namoradas!
Rindo fomos embora
- Você sabe que todo mundo vai ficar sabendo disso né? – Jasper começou a falar cautelosamente. Que foi?
- Sei, e daí?
- Inclusive Edward, e quem conta um conto aumenta um ponto. As más linguas do colégio...
E daí em diante eu não ouvi mais nada. Edward ia ficar uma fera!!
Que ótimo! Sem ironia
..........................................................
Demorei mais cheguei! E cheguei chegando com capi enorme!
Gostaram? Comentem!!
Mil desculpas pela demora, estava meio mal. sou fragil rsrs
Beijokas e se cuidem!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
31º Capitulo
PDV Bella
- Edward vai dormir, eu fico aqui. Qualquer coisa eu te ligo, vai ser você quem vai estar na cama do hospital daqui a pouco
- Não, estou bem Alice, vou ficar
- Ta bom – suspiro – então eu vou. Beijo
- Tchau
Eu sabia de quem eram as vozes, Alice e Edward, e também podia notar o tom preocupado de Alice ao falar com Edward e o tom de exaustão do próprio. Porque ele continuava ali? Eu não queria ele por perto. Tentei falar para ele ir embora, mas o som que emiti não eram mais do que gemidos sem sentido
- Shhhh, calma Bella. Está tudo bem, eu to aqui, vai ficar tudo bem amor
Ele falava tão carinhosamente, o tom de cansaço ainda estava ali, mas ele mantinha sua voz suave mesmo assim
- Va... vai... embo... vai... em... bora – consegui pronunciar a muito custo. Tentei abrir meus olhos, mas estavam pesados demais
- Nunca – foi a única palavra que ouvi antes de voltar a dormir profundamente vencida pelo cansaço ou pela anestesia mesmo
PDV Edward
Não conseguia suportar a dor que tinha causado nela. E a ver tentar se afastar de mim era pior ainda. Não tirava a razão dela, mas ela não sabia da verdade, não deixou eu me explicar e aquilo me matava mais ainda
Todos estavam preocupados, sem saber do porque daquilo tudo. Esme se culpava, mesmo todos tentando explicar que não. Ela sucumbiu ao cansaço e recebeu uma cama no quarto ao lado. Ela estava ficando cada vez mais frágil
Todos preocupados, mas ninguém conseguia ficar muito tempo aqui no hospital, realizaram um esquema de troca. Mas eu não iria sair daqui até ela acordar. Nada tirava da minha cabeça que era minha culpa
- Edward, você ainda esta aqui
- Estou e vou continuar estando Jasper, até ela acordar
- O medico disse que iria nos chamar se ela acordasse e não estivéssemos aqui, vai Edward, você vai acabar ficando aí na cama ao lado
- Contanto que eu continue com ela, não me importo
- Te entendo... Faria o mesmo se fosse Alice – e lançando me um olhar preocupado sai do quarto
E tudo por causa de um maldito desentendimento
Precisava avisar Charlie e Carlisle. Mantive contato com eles depois do primeiro encontro, claro que entrei em uma espécie de pânico ao ver Carlisle com olhos estranhamente dourados com as bordas vermelhas gritantes.
Carlisle havia me pedido para contar tudo o que se passava, mas nessa situação só iria contar quando estivesse com Bella acordada. Nem que fosse gritando e me xingando
...
PDV Bella
Consegui abrir meus olhos, que demoraram um pouco a se focar, sentia um gosto estranho na língua. Remédio
Olhei em volta, o quarto era totalmente branco, chegava a ser um branco desesperador e doentio. Parei quando vi aquele que me ferira ali, com a cabeça deitada em meu colo segurando minha mão que estava sem o tubo de soro, dormindo calmamente sucumbindo ao cansaço. Até senti um pouco de dó, passei levemente a mão pelos seus cabelos macios.
Não! Não seria tão fácil me esquecer do que ele me fez, da dor que estou sentindo. Merda, eu realmente gostava dele
Bem, se não gostasse não estaria agora na cama de um hospital após provavelmente eu ter batido a cabeça com muita força lá no penhasco. Por que mesmo que eu cai?
Ah! Os estranhos pares de olhos no meio da mata, acompanhados ainda pelo uivo medonho. Um arrepio desceu por minha espinha. Minha cabeça deu uma pontada de dor. Quando a toquei senti as faixas, minha cabeça estava enfaixada, deveria ter levado pontos. Saco! Odeio ser tão desastrada
Olhei novamente para o Edward dormindo pesadamente, mesmo que sentisse dó não poderia deixar ele ali tão próximo a mim, era tentador demais.
Remexi-me bastante, com algum esforço pelas minhas pernas dormentes e seu peso sobre elas.
- Vai, acorda Edward! – falei começando a cutucar sua cabeça – Vai, sai daqui! – puxei seus cabelos, ao fazer isso ele finalmente acordou
Seu rosto estava pálido, em baixo dos seus olhos tinha uma mancha escura e estava todo amarrotado
- Ai!
- Ai digo eu que já acordo com um baita idiota deitado em cima de mim – tentei não sentir pena, sua aparência era digna de um cachorro abandonado
Não tinha percebido que não tinha soltado minha mão da dele até ele a puxar e beijar o centro da palma desta
A puxei como se seu beijo fosse algo que queimasse, quando ele levantou seus olhos nada mais que tristeza estava estampada neles. Queria poder dizer que o perdoava, mas o corte no meu peito havia sido muito profundo, mesmo assim não o tinha arrancado de dentro de mim. Como gostaria poder ouvir dele uma explicação que me convencesse que nada era como eu tinha visto.
- Bella eu...
- Cala boca vai, sai daqui – mesmo com toda minha vontade, não conseguia ouvir ele dando alguma desculpa
- Mas você nem deixa eu te explicar! – Ele me olhou suplicante
- Estou com dor, quer fazer algo de útil? Chama a enfermeira, se o que você quer falar for verdade, ela pode esperar – meus olhos deveriam mostrar muita raiva, porque ele se encolheu um pouco e foi fazer o que eu tinha pedido
Talvez esteja sendo dura demais com ele, mas ele também havia sido duro comigo
A enfermeira chegou junto com um doutor que não prestei nenhuma atenção ao nome, só olhava Edward, ou as suas costas pelo menos, se afastando e com ele parte de mim
Fazia tempos em que Edward era parte de mim, mas nunca tanto assim e tão dolorosamente
...
Após três dias levei alta, não posso dizer o mesmo que Esme. Ela estava cada vez mais indo de encontro ao abismo. Estava fraca, doente, muito mal e Carlisle ainda não tinha aparecido.
Que merda! O que ele estava esperando? Ser tarde demais? Bosta
Nos dias que fiquei no hospital Edward não apareceu mais e só sabia dele quando alguém falava por autos onde ele estava, mas nunca perguntei diretamente.
Alice ficava mais comigo, a maior parte no quarto de Esme, tentado a animar
- Eaê tia Esme! Bora quando sairmos cair na gandaia! Beber, cair levantar! – Alice brincou
- Claro! Mas só as meninas, vamos lá ao Pelicano café na noite das mulheres
Caiamos na gargalhada, mas notávamos que ela tentava nos mostrar uma Esme melhor, normal. Sinceramente não conseguíamos engolir aquilo, tava na cara que ela estava em uma depressão profunda. Ela ia acabar ficando louca se continuasse assim
Quando recebi alta, pensávamos que Esme também iria. Redondamente enganados, ela ficou. Eu e Alice nos apoiamos na porta do consultório para ouvir o que Emmet e o medico falavam
- O que vocês estão fazendo aí? – Jasper chegou
- Shhhh cala boca Jasper, não tá vendo que estamos tentando escutar! – briguei com ele sussurrando
- Isso eu notei, não é certo! Saiam daí vocês duas!
- Queremos saber o que o medico está falando pro Emmet sobre a Esme, pô!
- Ah
Dito isso ele se abaixou e encostou a cabeça na porta junto conosco
- Ué! Você não disse que era errado e blá blá blá? – provoquei o quase sei lá nunca se sabe gay
- É a Esme, fim
E ficamos tentando escutar. No começo o medico ficou enrolando, falando de mim
- O que é isso? – Rose, aff
- Estamos fabricando pão Rose! – foi a vez de a Alice responder, eu tava muito concentrada tentando acompanhar a conversa lá dentro
- Isso é errado! Até você Jasper!
- Fala baixo Rosalie, é sobre a Esme! – Jasper conteve sua irmã
- Cheguem pra lá, sei que é errado, mas é a Esme
E ficamos agora os quatro amontoados na porta do consultório tentando acompanhar a conversa que se passava lá dentro
... Então não há muitas esperanças, sinto em te dizer Emmet
- Tem certeza doutor? Não sei como meus irmãos vão reagir a isso
Um olhou para o outro, com certeza não íamos reagir muito bem, Alice e Rose já começavam a lacrimejar e Jasper apertou firme a mão em forma de soco. Para mim foi um baque, mas um baque não tão forte, parece que meu subconsciente estava se preparando para mais aquilo vendo como Esme estava declinando cada dia mais e mais.
- Tenho, já mostrei o quadro de Esme para alguns colegas meus que disseram a mesma coisa. Esme chegou a um estado onde sua saúde está mais que frágil sendo atacada por todos os lados e sua mente está a um centímetro da loucura, ela a noite já sofre de delírios e seu corpo rejeita qualquer tipo de medicamento ou comida, parece que ela está querendo morrer e seu corpo está aceitando isso
- Hum
Pelo que notava Emmet estava se segurando para não chorar, enquanto aqui Alice e Rosalie já se debulhavam em lagrimas enquanto Jasper abraçava ambas. Afastando-nos da porta ao notar os passos do lado de dentro, tropeçamos uns nos outros na pressa e caímos feito panquecas, acabei ficando embaixo de todos, mal conseguindo respirar
A porta se abriu e de lá saiu um Emmet com a expressão totalmente derrotada que mudou para surpresa ao nos ver ali
- Vocês... vocês ouviram tudo? – ele nos olhava espantado e nada de alguém se mexer, eu estava realmente começando a sufocar
- Eu sei que estão confortáveis, mas o colchão aqui está morrendo – Consegui reunir ar suficiente pra gritar
- Opa! – Jasper abraçou Alice e se empurrou para frente levantando os dois juntos de uma vez só para logo ajudar Rosalie e eu a levantar
- Valeu, e sim Emmet, ouvimos tudo – o olhei tristemente, pelo menos ele não precisava passar pelo martírio de nos contar
............................................................
Oi gente! nem precisaram esperar a semana inteira!!!
Eaí? Comentem! Votem! Indiquem! Divulguem! Critiquem! KASPOAKSAOSK o que acharam?
Adoro ver seus comentarios ^.^
Mais capitulo Sexta feira =*
- Edward vai dormir, eu fico aqui. Qualquer coisa eu te ligo, vai ser você quem vai estar na cama do hospital daqui a pouco
- Não, estou bem Alice, vou ficar
- Ta bom – suspiro – então eu vou. Beijo
- Tchau
Eu sabia de quem eram as vozes, Alice e Edward, e também podia notar o tom preocupado de Alice ao falar com Edward e o tom de exaustão do próprio. Porque ele continuava ali? Eu não queria ele por perto. Tentei falar para ele ir embora, mas o som que emiti não eram mais do que gemidos sem sentido
- Shhhh, calma Bella. Está tudo bem, eu to aqui, vai ficar tudo bem amor
Ele falava tão carinhosamente, o tom de cansaço ainda estava ali, mas ele mantinha sua voz suave mesmo assim
- Va... vai... embo... vai... em... bora – consegui pronunciar a muito custo. Tentei abrir meus olhos, mas estavam pesados demais
- Nunca – foi a única palavra que ouvi antes de voltar a dormir profundamente vencida pelo cansaço ou pela anestesia mesmo
PDV Edward
Não conseguia suportar a dor que tinha causado nela. E a ver tentar se afastar de mim era pior ainda. Não tirava a razão dela, mas ela não sabia da verdade, não deixou eu me explicar e aquilo me matava mais ainda
Todos estavam preocupados, sem saber do porque daquilo tudo. Esme se culpava, mesmo todos tentando explicar que não. Ela sucumbiu ao cansaço e recebeu uma cama no quarto ao lado. Ela estava ficando cada vez mais frágil
Todos preocupados, mas ninguém conseguia ficar muito tempo aqui no hospital, realizaram um esquema de troca. Mas eu não iria sair daqui até ela acordar. Nada tirava da minha cabeça que era minha culpa
- Edward, você ainda esta aqui
- Estou e vou continuar estando Jasper, até ela acordar
- O medico disse que iria nos chamar se ela acordasse e não estivéssemos aqui, vai Edward, você vai acabar ficando aí na cama ao lado
- Contanto que eu continue com ela, não me importo
- Te entendo... Faria o mesmo se fosse Alice – e lançando me um olhar preocupado sai do quarto
E tudo por causa de um maldito desentendimento
Precisava avisar Charlie e Carlisle. Mantive contato com eles depois do primeiro encontro, claro que entrei em uma espécie de pânico ao ver Carlisle com olhos estranhamente dourados com as bordas vermelhas gritantes.
Carlisle havia me pedido para contar tudo o que se passava, mas nessa situação só iria contar quando estivesse com Bella acordada. Nem que fosse gritando e me xingando
...
PDV Bella
Consegui abrir meus olhos, que demoraram um pouco a se focar, sentia um gosto estranho na língua. Remédio
Olhei em volta, o quarto era totalmente branco, chegava a ser um branco desesperador e doentio. Parei quando vi aquele que me ferira ali, com a cabeça deitada em meu colo segurando minha mão que estava sem o tubo de soro, dormindo calmamente sucumbindo ao cansaço. Até senti um pouco de dó, passei levemente a mão pelos seus cabelos macios.
Não! Não seria tão fácil me esquecer do que ele me fez, da dor que estou sentindo. Merda, eu realmente gostava dele
Bem, se não gostasse não estaria agora na cama de um hospital após provavelmente eu ter batido a cabeça com muita força lá no penhasco. Por que mesmo que eu cai?
Ah! Os estranhos pares de olhos no meio da mata, acompanhados ainda pelo uivo medonho. Um arrepio desceu por minha espinha. Minha cabeça deu uma pontada de dor. Quando a toquei senti as faixas, minha cabeça estava enfaixada, deveria ter levado pontos. Saco! Odeio ser tão desastrada
Olhei novamente para o Edward dormindo pesadamente, mesmo que sentisse dó não poderia deixar ele ali tão próximo a mim, era tentador demais.
Remexi-me bastante, com algum esforço pelas minhas pernas dormentes e seu peso sobre elas.
- Vai, acorda Edward! – falei começando a cutucar sua cabeça – Vai, sai daqui! – puxei seus cabelos, ao fazer isso ele finalmente acordou
Seu rosto estava pálido, em baixo dos seus olhos tinha uma mancha escura e estava todo amarrotado
- Ai!
- Ai digo eu que já acordo com um baita idiota deitado em cima de mim – tentei não sentir pena, sua aparência era digna de um cachorro abandonado
Não tinha percebido que não tinha soltado minha mão da dele até ele a puxar e beijar o centro da palma desta
A puxei como se seu beijo fosse algo que queimasse, quando ele levantou seus olhos nada mais que tristeza estava estampada neles. Queria poder dizer que o perdoava, mas o corte no meu peito havia sido muito profundo, mesmo assim não o tinha arrancado de dentro de mim. Como gostaria poder ouvir dele uma explicação que me convencesse que nada era como eu tinha visto.
- Bella eu...
- Cala boca vai, sai daqui – mesmo com toda minha vontade, não conseguia ouvir ele dando alguma desculpa
- Mas você nem deixa eu te explicar! – Ele me olhou suplicante
- Estou com dor, quer fazer algo de útil? Chama a enfermeira, se o que você quer falar for verdade, ela pode esperar – meus olhos deveriam mostrar muita raiva, porque ele se encolheu um pouco e foi fazer o que eu tinha pedido
Talvez esteja sendo dura demais com ele, mas ele também havia sido duro comigo
A enfermeira chegou junto com um doutor que não prestei nenhuma atenção ao nome, só olhava Edward, ou as suas costas pelo menos, se afastando e com ele parte de mim
Fazia tempos em que Edward era parte de mim, mas nunca tanto assim e tão dolorosamente
...
Após três dias levei alta, não posso dizer o mesmo que Esme. Ela estava cada vez mais indo de encontro ao abismo. Estava fraca, doente, muito mal e Carlisle ainda não tinha aparecido.
Que merda! O que ele estava esperando? Ser tarde demais? Bosta
Nos dias que fiquei no hospital Edward não apareceu mais e só sabia dele quando alguém falava por autos onde ele estava, mas nunca perguntei diretamente.
Alice ficava mais comigo, a maior parte no quarto de Esme, tentado a animar
- Eaê tia Esme! Bora quando sairmos cair na gandaia! Beber, cair levantar! – Alice brincou
- Claro! Mas só as meninas, vamos lá ao Pelicano café na noite das mulheres
Caiamos na gargalhada, mas notávamos que ela tentava nos mostrar uma Esme melhor, normal. Sinceramente não conseguíamos engolir aquilo, tava na cara que ela estava em uma depressão profunda. Ela ia acabar ficando louca se continuasse assim
Quando recebi alta, pensávamos que Esme também iria. Redondamente enganados, ela ficou. Eu e Alice nos apoiamos na porta do consultório para ouvir o que Emmet e o medico falavam
- O que vocês estão fazendo aí? – Jasper chegou
- Shhhh cala boca Jasper, não tá vendo que estamos tentando escutar! – briguei com ele sussurrando
- Isso eu notei, não é certo! Saiam daí vocês duas!
- Queremos saber o que o medico está falando pro Emmet sobre a Esme, pô!
- Ah
Dito isso ele se abaixou e encostou a cabeça na porta junto conosco
- Ué! Você não disse que era errado e blá blá blá? – provoquei o quase sei lá nunca se sabe gay
- É a Esme, fim
E ficamos tentando escutar. No começo o medico ficou enrolando, falando de mim
- O que é isso? – Rose, aff
- Estamos fabricando pão Rose! – foi a vez de a Alice responder, eu tava muito concentrada tentando acompanhar a conversa lá dentro
- Isso é errado! Até você Jasper!
- Fala baixo Rosalie, é sobre a Esme! – Jasper conteve sua irmã
- Cheguem pra lá, sei que é errado, mas é a Esme
E ficamos agora os quatro amontoados na porta do consultório tentando acompanhar a conversa que se passava lá dentro
... Então não há muitas esperanças, sinto em te dizer Emmet
- Tem certeza doutor? Não sei como meus irmãos vão reagir a isso
Um olhou para o outro, com certeza não íamos reagir muito bem, Alice e Rose já começavam a lacrimejar e Jasper apertou firme a mão em forma de soco. Para mim foi um baque, mas um baque não tão forte, parece que meu subconsciente estava se preparando para mais aquilo vendo como Esme estava declinando cada dia mais e mais.
- Tenho, já mostrei o quadro de Esme para alguns colegas meus que disseram a mesma coisa. Esme chegou a um estado onde sua saúde está mais que frágil sendo atacada por todos os lados e sua mente está a um centímetro da loucura, ela a noite já sofre de delírios e seu corpo rejeita qualquer tipo de medicamento ou comida, parece que ela está querendo morrer e seu corpo está aceitando isso
- Hum
Pelo que notava Emmet estava se segurando para não chorar, enquanto aqui Alice e Rosalie já se debulhavam em lagrimas enquanto Jasper abraçava ambas. Afastando-nos da porta ao notar os passos do lado de dentro, tropeçamos uns nos outros na pressa e caímos feito panquecas, acabei ficando embaixo de todos, mal conseguindo respirar
A porta se abriu e de lá saiu um Emmet com a expressão totalmente derrotada que mudou para surpresa ao nos ver ali
- Vocês... vocês ouviram tudo? – ele nos olhava espantado e nada de alguém se mexer, eu estava realmente começando a sufocar
- Eu sei que estão confortáveis, mas o colchão aqui está morrendo – Consegui reunir ar suficiente pra gritar
- Opa! – Jasper abraçou Alice e se empurrou para frente levantando os dois juntos de uma vez só para logo ajudar Rosalie e eu a levantar
- Valeu, e sim Emmet, ouvimos tudo – o olhei tristemente, pelo menos ele não precisava passar pelo martírio de nos contar
............................................................
Oi gente! nem precisaram esperar a semana inteira!!!
Eaí? Comentem! Votem! Indiquem! Divulguem! Critiquem! KASPOAKSAOSK o que acharam?
Adoro ver seus comentarios ^.^
Mais capitulo Sexta feira =*
Assinar:
Postagens (Atom)