Olá!!

Sejam bem vindos a este blog de fanfic ^.^ São fanfics de varios autores, inclusive minhas, quem quiser postar é só falar comigo pelo twitter @PamelaCardenas ou Orkut: pame_leticia [hotmail] Boa Leitura!

domingo, 6 de junho de 2010

33º Capitulo

PDV Bella


E bem que Jasper avisou, as noticias não correm, voam! Todos já sabiam da historia e como de boca em boca a historia ia se modificando... A versão que mais se conhecia era que a Victoria tinha me pego agarrada ao James, quase transando com ele no meio do corredor

Aff povo doido. Ficavam me encarando quando eu passava e logo que eu vira as costas começavam os murmurinhos

- É ela que pegou o gostosão do James

- O que ele viu nessa daí?

Bem, nem to ligando. E olha que ele realmente viu algo em mim, se não, não tentaria me beijar

Estava no meu terceiro tempo, na aula de química quando um rapaz da recepção veio me chamar

- O que foi?

- Seu irmão está te esperando na recepção, ele veio pra te buscar

- Emmet?

- Não, Edward

Ixi, chegou a hora de enfrentar a fera. Pode vir quente que eu estou fervendo Edward Anthony Masen Cullen.

Ao chegarmos à sala logo avistei a figura alta com costas retas que davam vontade de espalmar as mãos nelas todas e... Melhor eu controlar meus pensamentos

- Que foi Edward? Estou perdendo aula sabia – provoquei com a mais sínica voz de ofendida

- Você. Vem. Comigo. Agora – dito isso ele me pegou pelo antebraço e foi me puxando para fora da recepção – Obrigado João, eu me responsabilizo por ela

- Para, está me machucando!

- Duvido, já vi você levar mais cacetadas que derrubariam até um leão. Vem

Jogou-me no carro e já foi afivelando meu cinto como se eu fosse alguma criancinha. Estava me deixando nos nervos com essa atitude!

- Eu não vou fugir!

- Não mesmo – ele disse enquanto ligava o carro e dava a partida cantando pneu

Ele dirigia feito louco, mas não estava fazendo nenhum caminho que eu conhecesse, ele dirigia para o Sul.

- Pra onde você está me levando seu retardado?

- Para um lugar onde não possa ser ouvida se gritar, nem fugir para escapar. Vamos a um lugar especial para mim, secreto e muito bonito. Para onde geralmente eu fujo do caos da vida. Está bom de informação para você?

Ele falava com aquele meio sorriso no rosto, totalmente convencido

- Oh, muito obrigada! Quanta generosidade da sua parte! Tecnicamente você está me raptando!

- Tecnicamente sou seu irmão mais velho que está te levando para passear ou vendo a pior opção vista de fora, te levando para termos uma conversinha séria pelo que você aprontou e provavelmente determinando seu castigo

Engasguei na ultima palavra, castigo? Me bate, prefiro apanhar. Pelo menos a dor passa um tempo depois. Odeio castigo, pior é que era a lei tanto do meu pai quanto do Carlisle. Arg. Não ficava de castigo desde que... Desde que no começo do ano quebrei o vidro da janela do vizinho resmungão por ele ter me chamado de piveta.

Dei um pequeno gemido, o que amplio mais ainda o sorriso dele

- Calma, meu castigo vai ser... Deixa pra lá, melhor ainda quando é surpresa

- Odeio surpresas – e odiava mesmo, sempre vinha algo ou que me deixava constrangida ou que me enervava. Ou quando eram os dois, constrangida para depois ficar nervosa

Andávamos pela estrada principal cheia de curvas, parecendo nunca chegar ao destino. Até que ele virou em uma estradinha de terra meio encoberta pela mata que avançou contra ela. Que se alguém não prestasse muita atenção não conseguiria achar-la. Realmente parecia um caminho que levava a um refúgio

- Eu sabia que existiam casos de parentes que matam outros parentes, mas sempre há uma razão, dinheiro, inveja, fama... Mas sem motivo algum, ok. Só se o motivo for inveja que eu... Hum... Briguei com a Victoria? Você queria brigar com ela? Olha que isso seria covardia homem bater em mulher... Ou no caso um pouco menos grave, mas mais vergonhoso... Você quer beijar o JAMES! HAHAHAHAHAHAHA – ri com gosto, a cara que ele fazia era incrivelmente engraçada e, por eu ainda estar em meu modo vingançinha, prazerosa

- Cala essa boca Bella! Antes que eu...

- Você o que? Completa Edward Cullen! Você vai fazer o que? Me bater? Me matar? – estava tirando uma com a cara dele e estava amando

Ele parou o carro em uma brecada brusca, desafivelou o cinto e se virou quase em cima de mim

- Antes que eu cale

E falando isso me beijou, mas era O beijo. Era urgente e devastador. A língua dele explorando cala canto da minha boca e eu ali espantada pelo movimento. Contornava minha língua, provocando, exigindo uma reação minha que não demorou a acontecer

Era uma dança extremamente erótica, enrolando, explorando, sugando. Levando ao delírio de ambos. Ele começou a usar as mãos, contornando minha cintura enquanto estava cada vez mais em cima de mim, subindo e descendo-as

Eu estava ainda presa ao cinto, então não podia impulsionar muito meu corpo para frente em reação ao dele, mas minhas mãos não tiveram desculpa

Lacei meus braços ao redor do pescoço dele aprofundando mais e mais o beijo, senti um gostinho de sangue na boca, mas nem liguei. Comecei a explorar agora com as minhas mãos suas costas para depois seu peito totalmente forte, descendo devagarzinho para seu abdômen e contornando cada gominho delicadamente com os dedos

- Melhor parar Bella, você vai me deixar louco

- É o que eu pretendo, mas só isso, nada mais com você Edward

E dizendo isso, com o tom de amargura no nome dele, o empurrei com toda a minha força, que eu pensava ter se esvaído com aquele momento

Ambos arfantes um olhando para o outro. Após se recompor, ele voltou a dirigir com toda a atenção focada na estrada, não fazia mais nenhum comentário, nem provocação, nem somente um olhar. Mas dava para ver pela forma como estava sério, que meu tom e palavras o tinham deixado magoado, no mínimo irritado

Por que essa sensação de culpa dentro de mim? Não era isso que eu queria? Magoar-lo do mesmo modo como ele havia me magoado?

3. 2. 1. Que merda de vida!

Do mesmo modo que estava calado durante o resto do caminho, ficou quando parou o carro numa abertura na mata, desceu e veio me ajudar. Podia ouvir o murmúrio de um riacho

- Chegamos, é logo ali – não falou mais nada, virou-se e seguiu na minha frente me guiando e protegendo dos arbustos

- É aqui

Nós estávamos parados na beirada de uma clareira com uma piscina natural gigantesca e um caminho ao lado escoando a água indo rio abaixo, uma cachoeira de águas cristalinas que dava origem aquela quantidade absurda de água e com um arco-íris formado no meio dela. Era tudo tão lindo.

Ao redor algumas pedras brilhantes em tom esverdeado, plantas rasteiras, flores em plena abertura vibrante de cores e a mata selando aquilo, como se encubasse e protegesse do resto do mundo aquele pedacinho de paraíso. Podia ver algumas arvores frutíferas; manga, maça, banana e entre outras

- Uau Edward! Como você descobriu isso aqui? É um lugar extremamente lindo! – e saí correndo para perto da água para observar melhor. A água era de um tom límpido quase transparente de azul que dava até para ver o fundo e inúmeros peixinhos coloridos

- Descobri quando fazia trilha – o tom sério da voz dele acabou com a magia do primeiro vislumbre da paisagem e me fez virar para encarar-lo

Caminhei vagarosamente até ele

- Edward, o que foi? Afinal, pra que me trouxe aqui?

- Queria finalmente te dizer o que aconteceu entre mim e a Laurent, você disse que se fosse verdade o que teria pra te dizer poderia esperar, mas acho que a verdade já esperou demais. Alem que estou morrendo pela nossa distancia e o ciúme acompanha a mesma linha da faca no meu peito

Aquelas palavras dele, era exatamente o que eu estava sentindo. Meu coração dizia que o que ele tinha para me dizer era verdade e deveria dar essa chance para ele, que tudo ficaria bem. Mas minha mente dizia que meus olhos não me enganaram, que ele realmente era um traidor. Mas os dois estavam na mesma em relação a uma coisa: eu amava Edward

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Oi oi! Capitulo extra de domingo em clima de MMA!!!
Bora lá TWILIGHT!!!! OLE OLE OLE OLA NEW MOON VAI GANHAAAAR!
Não esqueçam d comentar! ♥
Bjos e até amanha!
gostaram? não? sim? reclamem!!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

32º Capitulo - Destinos Cruzados

PDV Bella

Ficamos revezando entre nós quem ficava com Esme no hospital, o estado dela era tão ruim, que qualquer remédio ou operação pra tentar sua melhora só iria dar em merda. Então tentávamos nos conformar seguindo com a rotina da escola e trabalho. Bem, trabalho que digo são Emmet, Edward, Jasper e Rose. Mesmo com o seguro de vida de Carlisle, a pensão da sua morte, o dinheiro gordo da bolsa de valores, a pensão da morte do meu pai e etc. os mais velhos decidiram trabalhar, pra em qualquer acontecimento termos dinheiro guardado. Emmet se tornou responsável rapidamente.


- Bella!

Escutei alguém me chamando quando estava indo em direção a saída da escola para me encontrar com Jasper, minha vez de ficar um pouco com Esme, revezando com Rose.

- Que? James! Ops, professor James!

Era meu professor tudo de bom [e mais um pouco] de artes marciais extremas, sabia que estava faltando muito, mas estava sendo difícil conciliar tudo

- Bella, estive preocupado com você! – ele falou com a respiração ofegante

- Eu sei, to andando faltando mundo nos treinos e o torneio regional está chegando e talz...

- Não! Não se preocupa com isso não pequena – e me abraçou apertado, me pegando desprevenida

- Ouw, para Profe, está me deixando encabulada! – disse o empurrando para longe de mim

- Envergonhada por que? – ele ia dizendo se abaixando cada vez mais próximo de mim, da minha boca

E adivinha a primeira coisa que a idiota aqui pensou? Exatamente! Edward

Vá a merda o Edward, com o gostosão do meu professor aqui na minha frente, sem ninguém nas proximidades, dando sopa! Vou pensar em Edward? Alguém me dá um tiro!

Ele estava cada vez mais próximo, seus lábios rosados e carnudos, totalmente apetitosos, já entreabertos e MALDIÇÃO a única coisa que eu tinha em minha mente era Edward, Edward e mais Edward!

Tentando ao maximo me concentrar no momento, que deveria ser maravilhoso com borboletas em minha barriga, me inclinei para selar logo o beijo. Mas no momento exato em que estávamos a um milímetro de nos encaixar senti alguma coisa puxar meu cabelo com tudo e fui puxada para trás, me afastando daquele pote de mel com sabor de pecado

- Larga o meu homeeeeeem!!!! – Quando consegui me livrar da mão em volta do meu cabelo me virei rapidamente e quem eu encontro espumando pela boca? Victoria

Esse negocio de adivinhar esta ficando verdadeiramente cansativo. Voltando a louca dançarina de ula-ula...

- Você está louca piriguete?

- Piriguete não! Olha como você fala comigo sua pirralha! – ela estava realmente raivosa, cachorra não vacinada e ainda por cima vira-lata dá nisso, ué

- Ui, se sentiu ofendida? É, piriguete é pouco pra te descrever. Acho que vadia ou sei lá, putinha alheia! Melhorou?

O sangue ia subindo pelo rosto da vacalinha até ela soltar um grito e vir pra cima de mim

- AAAAAAAH VOCÊ VAI VER!

Esquivei-me pro lado, ato comum que aprendemos no treino, e ela foi direto com a cara na parede do corredor

- Uhul, to vendo sim! E sinceramente, estou adorando – falei com deboche

- Parem! Parem meninas! Não briguem por mim! – James começou a falar atrás de mim, como aquilo me deixou mais ainda irritada, já viu que sobrou pra ele

- Sabia que você é mais bonito de boca fechada? Se liga James, to brigando porque essa vacalinha aí está me irritando a um bom tempo, levanta que eu ainda estou esperando

- Vacalinha? – a idiota perguntou ofegante, nem dei atenção

A cara que o James fez quando eu demonstrei toda minha raiva com as palavras me trouxe uma tremenda sensação de prazer. A um bom tempo sem lutar, irritada com a minha situação com o Edward e ainda minha tia, quase mãe, no hospital pedindo pra morrer! Claro que eu iria aproveitar aquela situação ao máximo

Sorrindo debochadamente fui marchando em direção a Victoria e a agarrei pelos cabelos. Estava mesmo uma luta de menininhas, mas não queria ir presa se brigasse pra valer, se fosse um menino ali ou um adversário no ringue, ia ver o que é bom pra tosse. E não estou falando de xarope e sim de... Morte

Rindo do meu pensamento ainda com os cabelos ruivos da inútil em minhas mãos preferi soltar-la, queria ir logo pro hospital e Jasper já deveria estar impaciente me esperando.

- Chega, não quero gastar meu tempo e energia contigo vacalinha, beijos – disse pegando meu material e meio que trotando para fora

- Espera aí pirralha! Não vai parar por aqui! – ela gritava atrás de mim

- Para Victoria! Chega! – olhei para trás e James estava segurando uma Victoria descabelada e ainda enfurecida

- O que significa tudo isso aqui?! – o diretor! Os berros da idiota devem o ter alertado. Merda

Só porque eu queria logo ver Esme. Saco

- Dona Swan, professores James e Victoria, na minha sala agora!

- Mas diretor, meu irmão está me esperando para ir ao hospital ficar com minha tia Esme – fiz a cara mais inocente do mundo, primeira vez, será que daria certo?

- Seu irmão? Qual? – ele perguntou com aquela voz grossa dele

- O Jasper – por dentro estava torcendo: que dê certo que dê certo

- Muito bem, chame o para ser seu representante como responsável

Merda, nada dessas coisas de inocência dão certo comigo. Nessas horas que queria ser a Alice e aquela bendita cara de gato do Shrek

- E nem pense em fugir, não darei segunda chance de explicação e serão 15 dias na detenção após as aulas! – dizendo isso virou se indo em direção a sala dele

Encontrei Jasper impaciente olhando seu relógio no estacionamento

- Até que enfim Bella! Vamos!

- Espera, o diretor quer você comigo na sala dele – disse isso já me virando voltando ao prédio da escola

Ouvi seus passos me seguindo. Muito bom

- Mas por que... – ele parou de andar, parei junto sem ainda me virar e encarar-lo – Bella, o que você aprontou?

- Por que eu teria aprontado alguma? – finalmente me virei

- Então...

- Ok, eu briguei com a professora Victoria – falei olhando ao chão, mas espiei pra ver qual foi sua reação ao ouvir minha confissão. Que não foi muito boa.

O quase um dia foi gay começou a ficar branco, mas muito branco pra depois recobrar a cor e começar a tagarelar

- Não acredito que você fez isso Isabella Swan! Você não nota que estamos em uma situação complicada e ainda me apronta uma dessas! Já até sei, é um daqueles complexos de crianças para chamarem a atenção dos mais velhos, mas você não é mais criança Isabella...

O cortei antes dele tomar mais conclusões precipitadas muito das erradas

- Cala boca Jasper, e para de me chamar de Isabella. Não fui eu que comecei, a vaca puxou meu cabelo com tudo e eu só...

- Deus! To até imaginando! A pobre professora Victoria deve estar já a caminho do hospital!

- Me escuta!! Eu nem bati nela direito! Na verdade eu nem bati nela. Eu puxei também o cabelo dela e fui terminar a briga vindo embora quando ela começou a gritar loucamente e o diretor nos achou. Não fui eu que comecei, eu não bati nela e não estou chamando atenção, eu só quero ir ver Esme. MAS QUE MERDA DE VIDA!

Ele ficou pasmo com minha ultima e explosiva frase e pareceu que finalmente a ficha do lerdo caiu

- Entendeu? – disse com a voz mais cândida e doce do mundo – agora podemos ir?

- Ok

Andamos lado a lado até o gabinete do diretor

- Com licença – falamos ao mesmo tempo

- Toda, sentem-se crianças. Sei que estão com certa presa para ver sua mãe no hospital, então vamos ao ponto – só dele falar essa frase já enrolou e gastou um bom tempo, whatever – O que ocasionou aquela gritaria toda? E pelo que vejo, a briga também? Primeiro irei ouvir Victoria e depois você Isabella, James está aqui somente para verificar a historia

Victoria começou uma narrativa cheia de momentos comoventes e choro falso. Tava irritantemente ridícula. Disse que ela estava tranqüila andando desatenta no corredor quando esbarrou em mim sem querer e eu comecei a socar-la e ela heroicamente lutou comigo e aí deu o motivo da gritaria quando eu a derrubei e sai correndo.

Cara, se eu a socasse, aposto que agora estaríamos tendo essa conversa na sala de um hospital e seria sem muito sangue, só um soco a levaria ao chão. Sem querer me gabar, mas são anos de treino né. Mas mesmo assim aguardei quieta ao lado de Jasper ela terminar seu mentiroso depoimento

- Uhum, muito interessante. Bem, James – James se sobressaltou, ele olhava abobalhado para Victoria secando suas ultimas lagrimas falsas

- Sim diretor

- A historia é coerente a seu ver? – podia jurar que o diretor estava segurando o riso, os cantos da sua boca tremiam com esse esforço

- Não diretor

- Obrigado, agora iremos ouvir você Isabella, pode começar – ele me indicou com sua mão

- Ok. Bem, eu estava conversando com o professor James no corredor e quando ele ia se despedir de mim de forma... bem... intima – Jasper olhou para mim alarmado, não só ele, mas como James também, Victoria se aquietou e o diretor me olhava tranquilamente, era quase um Dumbledore – a professora Victoria me puxou pelo cabelo gritando e assim começou tudo. Alego e podem fazer exames nela, que não a soquei, nem ao menos bati nela. Pra ser sincera até tive uma reação estranha de mulherzinha ao somente puxar o cabelo dela, e estava indo embora me encontrar com meu irmão no estacionamento quando ela gritou e o senhor ouviu diretor. E cá estamos

O diretor me sorriu, juntou as mãos embaixo do seu queixo, pensou por um momento até finalmente falar

- A historia da senhorita Swan é coerente professor James?

- Sim diretor

- Muito bem. Professora Victoria e professor James serão transferidos para outra escola, do bairro vizinho e senhorita Swan está liberada

- Que? Por que? Essa pirra... Perdão, essa menina me agrediu e ainda sai impune? – Victoria começou a beirar o pânico, novamente. Que chata

- A senhora mentiu professora, o senhor se envolveu com uma aluna e...

- Peraê diretor! – entrei no meio da frase dele

- Para Bella, vamos

- Não Jasper! Diretor, o professor James estava só se despedindo de mim, nada de envolvimento, alem do mais que eu não estou pra muito rolo com homem, na atual situação, sabe? Mãe em um hospital? Comprendes? Ele não pode ir embora sem ter culpa de nada!

- Vendo por esse ponto. Tem certeza Swan?

- Absoluta! Confia em mim, não tenho nada com o professor James. Pera! Tenho sim!

Todos arregalaram os olhos

- Olha a malícia! Tenho uma amizade de anos com ele, isso que eu tenho

- Concluindo. Victoria será transferida, James e Isabella podem se retirar

- Diretor, como chegou a essa conclusão? – perguntei, curiosidade só. Jasper estava tendo um ataque de pânico tentando me puxar, soltei meu braço do aperto dele e me virei para o diretor

- Simples. Já vi suas lutas Isabella, se tivesse socado a professora ela estaria no hospital provavelmente, o nervosismo e manha dela e a fantasia, puro teatro pobre. Depois do seu ultimo campeonato, acho que não tem muitas pessoas que possam lutar bravamente com você querida

Rimos e tranquilamente deixei o escritório do diretor deixando para trás o choro estremamente exagerado de Victoria

- Obrigado Bella! Tchau pequena!

- Tchau James! E cuidado com as namoradas!

Rindo fomos embora

- Você sabe que todo mundo vai ficar sabendo disso né? – Jasper começou a falar cautelosamente. Que foi?

- Sei, e daí?

- Inclusive Edward, e quem conta um conto aumenta um ponto. As más linguas do colégio...

E daí em diante eu não ouvi mais nada. Edward ia ficar uma fera!!

Que ótimo! Sem ironia


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Demorei mais cheguei! E cheguei chegando com capi enorme!
Gostaram? Comentem!!
Mil desculpas pela demora, estava meio mal. sou fragil rsrs
Beijokas e se cuidem!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

31º Capitulo

PDV Bella


- Edward vai dormir, eu fico aqui. Qualquer coisa eu te ligo, vai ser você quem vai estar na cama do hospital daqui a pouco

- Não, estou bem Alice, vou ficar

- Ta bom – suspiro – então eu vou. Beijo

- Tchau

Eu sabia de quem eram as vozes, Alice e Edward, e também podia notar o tom preocupado de Alice ao falar com Edward e o tom de exaustão do próprio. Porque ele continuava ali? Eu não queria ele por perto. Tentei falar para ele ir embora, mas o som que emiti não eram mais do que gemidos sem sentido

- Shhhh, calma Bella. Está tudo bem, eu to aqui, vai ficar tudo bem amor

Ele falava tão carinhosamente, o tom de cansaço ainda estava ali, mas ele mantinha sua voz suave mesmo assim

- Va... vai... embo... vai... em... bora – consegui pronunciar a muito custo. Tentei abrir meus olhos, mas estavam pesados demais

- Nunca – foi a única palavra que ouvi antes de voltar a dormir profundamente vencida pelo cansaço ou pela anestesia mesmo



PDV Edward

Não conseguia suportar a dor que tinha causado nela. E a ver tentar se afastar de mim era pior ainda. Não tirava a razão dela, mas ela não sabia da verdade, não deixou eu me explicar e aquilo me matava mais ainda

Todos estavam preocupados, sem saber do porque daquilo tudo. Esme se culpava, mesmo todos tentando explicar que não. Ela sucumbiu ao cansaço e recebeu uma cama no quarto ao lado. Ela estava ficando cada vez mais frágil

Todos preocupados, mas ninguém conseguia ficar muito tempo aqui no hospital, realizaram um esquema de troca. Mas eu não iria sair daqui até ela acordar. Nada tirava da minha cabeça que era minha culpa

- Edward, você ainda esta aqui

- Estou e vou continuar estando Jasper, até ela acordar

- O medico disse que iria nos chamar se ela acordasse e não estivéssemos aqui, vai Edward, você vai acabar ficando aí na cama ao lado

- Contanto que eu continue com ela, não me importo

- Te entendo... Faria o mesmo se fosse Alice – e lançando me um olhar preocupado sai do quarto

E tudo por causa de um maldito desentendimento

Precisava avisar Charlie e Carlisle. Mantive contato com eles depois do primeiro encontro, claro que entrei em uma espécie de pânico ao ver Carlisle com olhos estranhamente dourados com as bordas vermelhas gritantes.

Carlisle havia me pedido para contar tudo o que se passava, mas nessa situação só iria contar quando estivesse com Bella acordada. Nem que fosse gritando e me xingando

                                                       ...

PDV Bella

Consegui abrir meus olhos, que demoraram um pouco a se focar, sentia um gosto estranho na língua. Remédio

Olhei em volta, o quarto era totalmente branco, chegava a ser um branco desesperador e doentio. Parei quando vi aquele que me ferira ali, com a cabeça deitada em meu colo segurando minha mão que estava sem o tubo de soro, dormindo calmamente sucumbindo ao cansaço. Até senti um pouco de dó, passei levemente a mão pelos seus cabelos macios.

Não! Não seria tão fácil me esquecer do que ele me fez, da dor que estou sentindo. Merda, eu realmente gostava dele

Bem, se não gostasse não estaria agora na cama de um hospital após provavelmente eu ter batido a cabeça com muita força lá no penhasco. Por que mesmo que eu cai?

Ah! Os estranhos pares de olhos no meio da mata, acompanhados ainda pelo uivo medonho. Um arrepio desceu por minha espinha. Minha cabeça deu uma pontada de dor. Quando a toquei senti as faixas, minha cabeça estava enfaixada, deveria ter levado pontos. Saco! Odeio ser tão desastrada

Olhei novamente para o Edward dormindo pesadamente, mesmo que sentisse dó não poderia deixar ele ali tão próximo a mim, era tentador demais.

Remexi-me bastante, com algum esforço pelas minhas pernas dormentes e seu peso sobre elas.

- Vai, acorda Edward! – falei começando a cutucar sua cabeça – Vai, sai daqui! – puxei seus cabelos, ao fazer isso ele finalmente acordou

Seu rosto estava pálido, em baixo dos seus olhos tinha uma mancha escura e estava todo amarrotado

- Ai!

- Ai digo eu que já acordo com um baita idiota deitado em cima de mim – tentei não sentir pena, sua aparência era digna de um cachorro abandonado

Não tinha percebido que não tinha soltado minha mão da dele até ele a puxar e beijar o centro da palma desta

A puxei como se seu beijo fosse algo que queimasse, quando ele levantou seus olhos nada mais que tristeza estava estampada neles. Queria poder dizer que o perdoava, mas o corte no meu peito havia sido muito profundo, mesmo assim não o tinha arrancado de dentro de mim. Como gostaria poder ouvir dele uma explicação que me convencesse que nada era como eu tinha visto.

- Bella eu...

- Cala boca vai, sai daqui – mesmo com toda minha vontade, não conseguia ouvir ele dando alguma desculpa

- Mas você nem deixa eu te explicar! – Ele me olhou suplicante

- Estou com dor, quer fazer algo de útil? Chama a enfermeira, se o que você quer falar for verdade, ela pode esperar – meus olhos deveriam mostrar muita raiva, porque ele se encolheu um pouco e foi fazer o que eu tinha pedido

Talvez esteja sendo dura demais com ele, mas ele também havia sido duro comigo

A enfermeira chegou junto com um doutor que não prestei nenhuma atenção ao nome, só olhava Edward, ou as suas costas pelo menos, se afastando e com ele parte de mim

Fazia tempos em que Edward era parte de mim, mas nunca tanto assim e tão dolorosamente

                                                              ...

Após três dias levei alta, não posso dizer o mesmo que Esme. Ela estava cada vez mais indo de encontro ao abismo. Estava fraca, doente, muito mal e Carlisle ainda não tinha aparecido.

Que merda! O que ele estava esperando? Ser tarde demais? Bosta

Nos dias que fiquei no hospital Edward não apareceu mais e só sabia dele quando alguém falava por autos onde ele estava, mas nunca perguntei diretamente.

Alice ficava mais comigo, a maior parte no quarto de Esme, tentado a animar

- Eaê tia Esme! Bora quando sairmos cair na gandaia! Beber, cair levantar! – Alice brincou

- Claro! Mas só as meninas, vamos lá ao Pelicano café na noite das mulheres

Caiamos na gargalhada, mas notávamos que ela tentava nos mostrar uma Esme melhor, normal. Sinceramente não conseguíamos engolir aquilo, tava na cara que ela estava em uma depressão profunda. Ela ia acabar ficando louca se continuasse assim

Quando recebi alta, pensávamos que Esme também iria. Redondamente enganados, ela ficou. Eu e Alice nos apoiamos na porta do consultório para ouvir o que Emmet e o medico falavam

- O que vocês estão fazendo aí? – Jasper chegou

- Shhhh cala boca Jasper, não tá vendo que estamos tentando escutar! – briguei com ele sussurrando

- Isso eu notei, não é certo! Saiam daí vocês duas!

- Queremos saber o que o medico está falando pro Emmet sobre a Esme, pô!

- Ah

Dito isso ele se abaixou e encostou a cabeça na porta junto conosco

- Ué! Você não disse que era errado e blá blá blá? – provoquei o quase sei lá nunca se sabe gay

- É a Esme, fim

E ficamos tentando escutar. No começo o medico ficou enrolando, falando de mim

- O que é isso? – Rose, aff

- Estamos fabricando pão Rose! – foi a vez de a Alice responder, eu tava muito concentrada tentando acompanhar a conversa lá dentro

- Isso é errado! Até você Jasper!

- Fala baixo Rosalie, é sobre a Esme! – Jasper conteve sua irmã

- Cheguem pra lá, sei que é errado, mas é a Esme

E ficamos agora os quatro amontoados na porta do consultório tentando acompanhar a conversa que se passava lá dentro

... Então não há muitas esperanças, sinto em te dizer Emmet

- Tem certeza doutor? Não sei como meus irmãos vão reagir a isso

Um olhou para o outro, com certeza não íamos reagir muito bem, Alice e Rose já começavam a lacrimejar e Jasper apertou firme a mão em forma de soco. Para mim foi um baque, mas um baque não tão forte, parece que meu subconsciente estava se preparando para mais aquilo vendo como Esme estava declinando cada dia mais e mais.

- Tenho, já mostrei o quadro de Esme para alguns colegas meus que disseram a mesma coisa. Esme chegou a um estado onde sua saúde está mais que frágil sendo atacada por todos os lados e sua mente está a um centímetro da loucura, ela a noite já sofre de delírios e seu corpo rejeita qualquer tipo de medicamento ou comida, parece que ela está querendo morrer e seu corpo está aceitando isso

- Hum

Pelo que notava Emmet estava se segurando para não chorar, enquanto aqui Alice e Rosalie já se debulhavam em lagrimas enquanto Jasper abraçava ambas. Afastando-nos da porta ao notar os passos do lado de dentro, tropeçamos uns nos outros na pressa e caímos feito panquecas, acabei ficando embaixo de todos, mal conseguindo respirar

A porta se abriu e de lá saiu um Emmet com a expressão totalmente derrotada que mudou para surpresa ao nos ver ali

- Vocês... vocês ouviram tudo? – ele nos olhava espantado e nada de alguém se mexer, eu estava realmente começando a sufocar

- Eu sei que estão confortáveis, mas o colchão aqui está morrendo – Consegui reunir ar suficiente pra gritar

- Opa! – Jasper abraçou Alice e se empurrou para frente levantando os dois juntos de uma vez só para logo ajudar Rosalie e eu a levantar

- Valeu, e sim Emmet, ouvimos tudo – o olhei tristemente, pelo menos ele não precisava passar pelo martírio de nos contar




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Oi gente! nem precisaram esperar a semana inteira!!!
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Adoro ver seus comentarios ^.^
Mais capitulo Sexta feira =*

sexta-feira, 21 de maio de 2010

30º Capitulo

PDV Bella


Alana morava pertinho, um pouco depois de nossa casa, mas somente mostrei onde morava para ela ir me visitar e decidi levar-la na casa dela, queria adiar ao maximo ver “ele”

- Bem, é aqui que eu moro – Alana disse ao chegarmos na frente de uma casa simples, mas bem bonita

Parecia aquelas casas de bonecas, teclado em V invertido, porta e janela frontal somente. Era por fora pintada de azul claro com a única janela frontal vermelha com um canteiro de flores bem embaixo

Não iria achar nada estranho se a Branca de Neve ou a Cinderela saíssem de dentro dela cantarolando

- Que lindinha sua casa – exclamei

- Obrigada, ela é meio infantil – ela falava olhando para baixo. Parecia de conto de fadas, mas não tinha um ar tão infantil assim. Ela tinha um toque sóbrio

Notei que no gramado em frente a casa tinha varias marcas e poças, tanto poças de água quanto de lama, algumas partes da grama estavam pretas, como se tivessem sido queimadas por alguma chuva de meteoros que a atingiu, outras partes em forma de corredores em que a grama se curvava, típico de quando tinhamos rajadas de vento, mas aí a grama inteira deveria ter se curvado. Estavam todas espalhadas sem padrão pelo médio jardim. Que diferente

- Bem, obrigada Bella. Qualquer dia desses vou te visitar na sua casa - ela se despediu nervosamente notando como eu reparava nas marcas estranhas do seu quintal

- Pode ir, eu também vou te visitar aqui. Agora que sei onde é eu posso...

- Não! – ela me interrompeu bruscamente antes de notar seu alto tom de voz e retomar – quer dizer, você pode vir, mas antes telefona ok?

- Tá, ok

Dando um beijo na sua bochecha fui andando pelo caminho pelo mesmo caminho para casa. Aquele comportamento era tão estranho, mas não deveria me preocupar. Todos tem seus segredos

Cheguei a casa e me dirigi direto para o meu quarto, que dividia com Alice e Rose, só dando um breve oi aos que estavam almoçando na sala de jantar

Olhei de relance para dentro do quarto de Esme ao passar, ela estava bem pior. Se Carlisle não viesse logo, acabaríamos por perder mais um da família. Decidi não pensar dessa forma, Esme era forte e logo ela voltaria a ficar bem

Joguei-me na cama, estava cansada. Tudo muito rápido e muito mau

Toc Toc

- Tá aberta – resmunguei me virando para ficar de cara para o travesseiro

- Bella

Era ele, aquela voz que me dava arrepio desde que eu comecei a entender relacionamento menina-menino, aquela voz inconfundível da pessoa mais inconfundível do meu mundo. Edward

- O que você quer? Fala logo que eu to cansada – meu tom era duro e frio

Parece que ele notou que algo estava errado.

- Bells? Tudo bem? – ele me perguntou apreensivo, não podia ver seu rosto, mas podia imaginar sua cara de preocupação

- Tudo

- Não esta nada bem – senti sua aproximação e sentei na cama rapidamente

- Sai daqui, vou me trocar, hoje tenho treino – falei já indo me por em pé

- Não, não vou sair e sei que você tem treino, hoje é meu dia te levar – ele se aproximou mais ainda me impedindo de levantar

- Vou a pé – respondi brava, ele me dava nos nervos

- Do mesmo modo que você veio a pé pra casa? Que foi Bella? Dá pra você me falar? – ele estava também ficando bravo, mas isso nunca ia se comparar com o que estou sentindo

- Vai à merda Edward! Você me vem com a cara de pau de me perguntar se dá pra eu te falar? O que você acha “maninho” – pronunciei a ultima palavra com cada letra carregada de raiva, ele notou. Arregalou os olhos surpreso com minha hostilidade

- Não me chama assim e ainda não descobri se tenho dons de adivinhação, se você não me falar eu não saberei o que se passa nessa sua cabecinha oca!

- O que se passa na minha cabeça nada, o que se passa fora dela! Fora da minha compreensão! O que você acha do beijo da Lauren, hein Edward?

Ao pronunciar o nome da vacalinha ele ficou pasmo, branco que nem papel. Aproveitei sua reação espantada para rolar pela cama para poder sair e me livrar do incrível magnetismo que sua aproximação provocava em meu corpo

- Você pelo menos poderia ter me falado antes de beijar-la em publico! Poderia ter dito que não queria nada comigo! Poderia até ter me enviado uma mensagem de texto, voz, cartinha! Até fumaça! Mas me avisasse! Avisasse-me primeiro antes de fazer aquilo, para diminuir o sentimento de humilhação que estou sentindo agora! Seu tremendo idiota – cuspe as palavras com toda a raiva e ódio que sentia, por fim soquei a parede com ira

Ele parece ter acordado do choque das minhas palavras e já ia começar a falar, mas o cortei antes de tudo

- Chega! Não precisa falar nada, acabou! Acho que acabou né. Se alguma coisa começou conosco né Edward, ou sou mais uma figurinha do seu álbum? Não precisa responder – o cortei antes dele me responder e eu me sentir pior – sai do meu quarto

Como ele não se mexeu repeti

- Sai. Agora.

Como ele continuou a não se mexer decidi eu sair

- Tudo bem, eu saio

E sai, peguei minha mochila que estava no chão ao pé da cama com minhas coisas de treino já prontas e sai, mais uma vez fugindo. Sai só dando um vago tchau a minha família que agora estava toda na sala.

http://www.youtube.com/watch?v=aQ9GrZ3CEyY

Caminhei ao longo da calçada com a mochila pesada nas minhas costas com minha cabeça abaixada. Não tinha força nem vontade de treinar hoje, mas era o único lugar que eu poderia ir e descarregar toda minha raiva e tristeza.

O caminho era meio longo, mas mesmo assim continuei a andar. Estava tão triste, magoada.

Ainda faltava muito para chegar a academia e começou a chover, só fui notar quando já estava toda encharcada com os cabelos já colados a minha nuca. Mas mesmo assim continuei a andar sem me importar. Nada importava quando seu coração está doendo

Doendo por uma traição sem tamanha. Estava tentando me convencer que se ele tivesse me dito antes eu estaria bem melhor agora, mas a quem estou tentando enganar? A mim mesma. Claro que eu estaria do mesmo jeito, acabada.

Queria gritar com tudo e todos. Levantei minha cabeça e notei o caminho estreito que eu me lembro de andarmos quando éramos mais novos, dava para o precipício onde víamos os pássaros na primavera procriando e cuidando de seus bebês.

Andei em direção a ele, já que não estava no pique de ir ao treino, porque não ficar um pouco comigo mesma. Só eu e eu mesma.

O caminho era estreito, mais estreito do que me lembrava de pequena, deve ser pela falta de uso. Cheguei finalmente onde acabava a floresta, olhei ao meu redor. Ninguém.

Peguei na minha mochila minha toalha, estendi e sentei na beirada de uma pedra enorme na beirada do precipício. Olhei para baixo, a queda ali era feia. Abracei minhas pernas encostando meu queixo em meus joelhos. Queria segurar minhas partes que agora estavam partidas.

Fechei meus olhos firmemente e gritei, gritei a plenos pulmões abertos. Gritei por tudo. Gritei até ficar sem voz e abri meus olhos devagar, queria saber como eu deveria estar agora, toda molhada. A chuva parou, mas continuei ali.

Não sei quanto tempo se passou, quando fui me dar conta o céu já estava escuro. Olhei a minha volta meio atordoada, quanto tempo eu fiquei ali?

Ouvi um uivo ao longe e a resposta ali perto, aquilo me arrepiou toda. Lobos. Ouvi passos sorrateiros vindo da orla da floresta e mais uma vez o uivo ao longe com a resposta ali, parecia que estava ao meu lado. Dei um pulo e me coloquei de pé. Tentei ver pela densa floresta, mas mesmo a lua estando a pico cheia, não penetrava muito pela copa das arvores de ramos cheios de folhas.

No meio do farfalhar das copas das arvores pela brisa fria que me fez tremer toda por ainda estar toda molhada eu vi. Olhos brilhantes, bem acima da altura da minha cabeça, eles piscaram para depois sumirem.

Dei um passo em falso pelo susto de ver aqueles olhos sinistros escorreguei e cai sem ter tempo de por as mãos pra me proteger, acabei batendo a cabeça com tudo no chão da pedra. Senti por um segundo a dor aguda na minha testa antes de fechar os olhos desmaiada.
                                                    ...

- Bella! Ela está bem?

- O meu Deus! Bella!

Ouvi vozes exaltadas a minha volta e me senti recobrando a consciência. Notei que ainda estava molhada, mas estava me sentido quentinha, estava sendo carregada por alguém. Estava sendo carregada por alguém!

Era alguém quente e macio, com um cheiro amadeirado. Era forte, pra poder conseguir me carregar tão firmemente e se mexia com total desenvoltura

- Ela está bem, provavelmente esta recobrando a consciência – a voz era de quem estava me carregando, era grave e forte de um homem adulto - A encontrei na beira do penhasco caída, parecia ter escorregado e batido a cabeça. Não parece ter sido muito sério, mas recomendo que a levem pra fazer alguns exames, não perdeu muito sangue pelo que notei

- Pode me dar ela aqui, por favor – fui entregue a voz de quem primeiramente me fez caminhar sem rumo para o penhasco. Edward – Obrigado Sam, a equipe de busca e vocês da reserva La Push ajudaram muito, muito obrigado

Comecei a me remexer para tentar sair dos braços de Edward, eram fortes e bem torneados e pude sentir com minha cabeça em seu peitoral que ele ainda mantinha a boa forma. Era melhor eu sair dali, podia facilmente sucumbir novamente a ele e me acostumar com aquilo, o que levaria mais uma vez ao penhasco do sofrimento. No meio dos meus pensamentos lá eu tinha o nomeado assim

- Shhh Bella, fica quietinha, vou te levar para o hospital meu amor – Ele falava sussurrando em meu ouvido carinhosamente, sua voz preocupada e amorosa, eu não conseguiria resistir muito tempo.

- Nã... Não – consegui finalmente falar, mas era mais um suspiro sussurrado do que a palavra em alto e bom som que eu queria emitir

Ouvi a porta de um carro se abrir e Edward sentou comigo ainda em seus braços, ficando em seu colo com as pernas estiradas no banco traseiro do que, pelo cheiro que estava sentindo, era o carro dele.

- Emmet, vamos para o hospital, dirige, por favor, mano

- Bora, que essa pentelha aí precisa de umas boas injeções na bunda para parar de dar susto em nós.


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Lembrem que semana que vem estarei viajando e não poderei infelizmente postar flores
Não deixem de comentar, gosto tanto!
Beijos e mais beijos ♥

quarta-feira, 19 de maio de 2010

29º Capitulo

PDV Bella


- Não tenho o que te dizer – eu estava realmente tonta de felicidade

Quando finalmente me acalmei comecei a conversar com Carlisle sobre todos, como estava tia Esme e sua depressão, tudo. E a cada pessoa que eu ia contando o que estava acontecendo seu semblante ia mudando para cada vez mais preocupação. Não queria isso, achei melhor parar

-... E fim – terminei

- E porque você está aqui em vez de estar na escola mocinha? – ele me perguntou meio brincalhão, mas aquela pergunta me fez ficar tensa. Não queria mesmo lembrar do por quê de eu agora estar aqui. E parece que Carlisle notou. Nada escapa é?

- Tudo bem, não precisa me contar. Mas que isso não se torne um habito – tinha que dar bronquinha, típico

Carlisle parecia meio tenso, mas não de preocupação com todos como estava enquanto eu ia contando os acontecimentos, eu tinha a leve impressão que ele não estava respirando

- Carlisle, parece que você não está muito confortável comigo aqui

- Não! Claro que estou feliz de te ver!

- Não falei que você não estava e sim que você está desconfortável... É o lance de... Sangue? – falei aquilo meio pé para trás, não sabia como tocar no assunto “alimentação” e seus riscos

- Deixa nada passar Bells? – Meu pai falou risonho – Vamos que você tem toda razão e Carlisle já testou além de seus limites com um humano por perto

Falando isso ele me estendeu a mão para ajudar-me a levantar do sofá. Carlisle olhou para meu pai como se dissesse obrigado e depois me olhou paternalmente.

Deve ser difícil para ele, com todo seu sentido de pai e preocupação, estar ali confinado enquanto não pode chegar perto da sua família sem o risco de matar todos sem querer por uma sede sangrenta de sangue. Olha o pleonasmo, sede sangrenta de agua kkkkk parei.

- Vai Bella, logo te vejo – Carlisle disse tristonho, mas disfarçou com um sorriso

- Ok, se cuida! – dei um leve beijinho na sua bochecha antes dele me receber com um grande abraço apertado

- Sinto a falta de vocês

- Todos sentem sua falta também tio

Acabando com o abraço me dirigi ao meu pai que assistia toda a cena já na porta da frente da cabana
- Eita que temos uma longa caminhada pela frente - suspirei com minha afirmação nada feliz

- Quem te disse filha?

O olhei meio surpresa, se não íamos caminhando, eu não ia de jeito nenhum deixar ele me levar, então como iamos voltar? Ou melhor, como eu iria voltar?

- Venha, tivemos trabalhando nisso no tempo livre, que é muito, e agora quero te mostrar – com um grande sorriso no rosto nos dirigimos para a lateral da cabana

Sério, visto por fora a cabana estava um verdadeiro lixo

Cortando esse pensamento me deparei com um verdadeiro mustang preto totalmente lindo e brilhoso

- UAU! Isso é incrível pai!

- Que bom que você gostou, achamos a carcaça perto da estrada a uns 3 dias e decidimos gastar nosso tempo nessa belezinha aí

- Quanto tempo livre vocês tem! Em 3 dias! Caracas

- Vamos dizer que uma eternidade

Rimos com aquela verdade meio escondida. Sim, eles tem uma eternidade

Ele dirigiu porque eu ainda não tinha a carteira de motorista. Merda, meus dedos coçavam por pegar no volante desse carro esplendido

Meu pai me deixou a algumas quadras do campus do colégio

- Te deixo aqui, você sabe o por quê

- Claro, uma: não queremos que pensem que estou saindo com um pedófilo, duas: se te reconhecerem será a volta dos que não foram e três: esse carro é lindo demais, ia chamar a atenção de todos que viriam com um monte de perguntas

Beijando minha testa ele me deu um sorriso e abriu a porta do carro. Saltei do banco e só ouvi o som do carro se afastando, quando olhei para trás ele já tinha sumido

Suspirei e fui andando até a escola. Se eu estivesse certa ainda conseguiria pegar a ultima aula.

E eu estava. Peguei a ultima aula de filosofia, nada muito pesado, o que me deixou vagando por minhas decisões e atitudes.

1º - Edward? Chega, tenho 16 anos e não vou ficar morrendo por amores

2º - Ignorar-lo totalmente, nem ligo coió

E 3º- Acabou a aula!

Edward estava hoje com o carro, Emmet estava trabalhando mais agora, seria obrigada a ir com ele ou ir andando, o que não seria de total mau idéia

- Você não vem Bells? – Alice me perguntou

- Não Lice, vou andando mesmo

- Ok

- Avise os outros para mim, por favor.

- Tudo bem – ela já ia andando, mais saltitando do que andando, mas parou para se virar e perguntar para mim – Bella, tá tudo bem?

- Uhum, vai Lice. Estou bem – dei um sorriso seguro que a fez dar um aceno de cabeça convencida que eu falava a verdade. Errada, não estava tudo bem. Mas fazer o que? Blé

Segui andando sem prestar muita atenção ao meu redor, sem querer acabei esbarrando em alguém

- Opa! Desculpa eu... – já ia começar a falar quando reparei em quem era

- Oh Bella, tudo bem – Alana me sorriu

Ela estava sozinha com alguns livros na mão, alguns agora estavam no chão

- Deixa eu te ajudar

- Obrigada

Recolhi alguns, títulos estranhos outros sem titulo, alguns como “Água e suas propriedades” ou “Cinco elementos”, que com certeza não tinha nada relacionado com química. Já ia colocando eles em seu braço, mas já estava bem carregado.

- Deixa que eu levo alguns – peguei mais alguns, o que parece ter aliviado bastante para ela – Nossa, você vai ler todos eles?

- Pretendo sim – ela riu da minha cara de espanto – são fascinantes

Andando lado a lado nos dirigindo para fora da garagem

- Onde você mora? – perguntei

- Perto da divisa com a floresta

- Nossa, é longe pra chuchu – e era mesmo, era perto de onde eu moro agora, na atual antiga casa. Mas mesmo assim, eu não estava carregada de livros com trocentas paginas

- Acostumei com a caminhada com pesos - rimos - e você?

- Agora eu moro na minha antiga casa perto da divisa também, com tudo que aconteceu ficamos por lá mesmo. A outra casa faz mal para Esme e os outros não estão muito confortáveis em voltar

- Ah, vai a pé também? Não disse que era longe? – ela me sorriu, seu sorriso era perfeito, iluminava seu rosto e transmitia uma sensação de paz – Ou vai pegar carona, porque se vai acabou de perder-la. Seus irmãos estão te abandonando, olha eles indo ali

Ela foi tentar apontar, má idéia. Alguns dos seus livros de milhares de paginas caíram. A ajudei a recolocar todos no braço novamente

- Melhor parar de tropeçar, tombar, apontar, respirar, andar... Brincadeira, melhor ficar mais quieta se não vou te fazer ficar dolorida de tanto me ajudar a pegar minhas coisas caídas – ela me disse rindo – como é bom conseguir rir de si próprio, coisa de pessoas doidas – ela semicerrou os olhos – hey, eu não sou doida, ou sou?

Aquilo tudo me fez rir, a caminhada ao lado dela foi tranqüila e descontraída. No meio de risadas e mais livros caindo

Alana sabia como me fazer parar de pensar nas preocupações, ela é engraçada

 
 
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Aviso meu povo e pova lindos, desde sabado [22/05] até segunda [31/05] eu não postarei, porque estarei viajando =/
Desculpas, mas depois isso vai voltar a ser como era antes, segunda+quarta+sexta e talz capitulos extras aos domingos.
Estou preparando uma surpresa que algumas pessoas me pediram sobre o baile, então aguardem!
Beijos e adoro vocês, sexta tem mais!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

28º Capitulo!

PDV Bella


Contei tudo o que se passava comigo e o Edward para Dona Aurora que me ouviu atentamente sem nunca me interromper com comentários ou perguntas. Passou se um tempinho após eu terminar minha narração até ela perguntar

- Você sente que ele faria uma coisa dessas? – ela me perguntou olhando fundo nos meus olhos

- Eu vi Aurora e... – comecei a falar, mas ela me cortou

- Não estou te perguntando o que você viu e o que sua mente fala, estou te perguntando o que você acredita conhecendo o Edward? – ela se aproximou de mim e colocou uma mão sobre meu peito – o que seu coração diz que é verdade? Às vezes Bella, devemos ouvir a emoção, a essência e deixar a lógica de lado

Fiquei sem palavras, não tinha o que falar. Aurora com toda sua experiência de vida sabia o que eu tinha que fazer, mas não querendo facilitar deixou a ação por ar. Eu sabia que ele não faria aquilo antes de conversarmos e deixarmos tudo acertados. Se fosse para terminar ele já teria me pego para conversar sobre terminar, nunca trairia.

- É isso aí criança – ela me disse me olhando carinhosamente

- Obrigada Dona Aurora! – falei já meio que correndo para fora da biblioteca

- É somente Aurora, Bella! – consegui ouvir seu protesto ao fechar a pesada porta da biblioteca atrás de mim e sentir a brisa fresca e revigorante no meu rosto

- Lá vou eu

Sai desembestada para onde havia acontecido toda a cena. Ninguém mais estava ali. Olhei para meu relógio e me dei conta que o sinal já devia ter batido

- Merda! Vou levar uma bronca do professor

Saí correndo para a sala de aula decidindo depois me resolver com o Edward. Depois.

Sabe quando você acha que nada mais te abate? Que ninguém vai te atingir e que você está certa no que quer? Essa força toda se foi de mim ao ver a cena, pior nova cena da minha vida, na minha frente

Edward estava beijando Lauren, e não era um beijo pequeno. Era digno de final de filminho romântico. Ela estava inclinada sobre ele com ambas as mãos em seu rosto enquanto ele segurava sua cintura. Fiquei parada algum tempo, não sei se foram horas, minutos ou minha vida toda.

Quando finalmente recuperei o controle das minhas pernas sai correndo. Corri somente. Corri pelo campus todo do colégio, passei pelos grandes corredores entre os prédios, do lado do ginásio, corri pelo campo de futebol até parar a margem da floresta.

Olhei a minha volta, será que meu pai poderia me ouvir?

- Filha? – Meu pai apareceu entre as sombras das arvores juntas – O que aconteceu? Seu rosto está pálido, mais do que o meu! E você está tão triste

Ele me olhava preocupado. Não sabia se podia contar o que acontecia. Ele não entenderia, nem eu consigo entender!

A longas passadas eliminei o pouco espaço entre nós e o abracei. O contato de mim morna com seu corpo frio me fez ter um leve tremor, que logo passou para substituir pelo prazer que seu ombro frio dava a minha dor de cabeça, nem tinha a notado chegar

Não chorei, somente fiquei ali abraçada a ele, suas mãos acariciando levemente minhas costas



PDV Edward



Eu não to acreditando no que estou fazendo. Beijando a Lauren!

Tentava afastar-la gentilmente antes que alguém nos flagrasse e aquilo virasse alvo de fofocas e gabas pela parte dela. Tudo pela Bella. Depois ela teria que me recompensar, de hoje ela não passa

Estava morrendo de saudades e pensando nela quando Lauren com uma cara vingativa aparece na minha frente

- Oi Edwaaaard – sua voz era arrastada e melosa. Um nojo

- Oi Lauren

- Não quer bis?

- Não

- Que? – ela arregalou os olhos espantada, como se fosse a coisa mais bizarra eu enxotá-la

- Não, aquilo foi uma atitude ridícula, não quero e nunca irei querer ter algo com você e tenta por isso na sua cabecinha oca. Só aceitei ficar com você como dupla em química porque o professor me pediu. Até que sua companhia estava agradável até você se prestar aquele papelão

- Não? – ela me perguntou semicerrando os olhos

- Não – falei com total certeza

- Então o que você acha de certa pessoa da sua família, uma irmãzinha mais nova, sofrer um acidente, oh – ela colocou uma mão na boca e arregalou os olhos inocentemente impressionada – no treino dela? Ops, será que deixei o saco vermelho desamarrado sem querer e ele acabou caindo em cima dela? – ela deu um sorrisinho diabólico.

- Você não seria capaz! – estava me segurando para não socar a cara dessa vadia. Mas a boa educação que minha mãe me deu me impediu mais ainda

- Me teste! – ela gritou

- Você não conseguirá – não mesmo, falei com ódio somente destinado a ela, que não ia encostar-se a um fio de cabelo da Bella – Se você fizer nunca mais poderá falar direito, eu juro que deixo minha educação de lado e arrebento você toda

Ela primeiramente me olhou assustada pelo ódio que emanava da minha voz, depois sorriu com desdém para do nada começou a abrir os botões da sua blusinha brega e gritar

- PARA EDWARD PARA COM ISSO!

- Cala boca menina louca! Não estou fazendo nada! PARA!

Segurei suas mãos para pararem de abrir os botões e ela parou de gritar, eu dei um suspiro de alivio. Que maluca

- Eu paro se você me der um beijo

- Nem vem

- Então... – ela abriu a boca para começar a gritar novamente

- Ok! Mas somente um e você nunca mais me enche o saco

- Você acha que vai se livrar de mim assim tão fácil? Mas por enquanto está bom

Sabia que ia me arrepender mais tarde, mas a beijei.

Ela beijava mal, sua língua parecia um liquidificador dentro da minha boca, que parada estava parada ficou. Não ia corresponder, preferia mil vezes comer merda de cachorro na rua, o que não seria nada mal se eu pudesse sair daqui nesse instante

Ela levou suas mãos ao meu rosto segurando firmemente e reagi a afastando com minhas mãos na sua cintura. Nessa pequena lutinha eu a empurrei bruscamente

- Chega!

- Por hoje... Tudo bem chega – ela saiu rebolando exageradamente limpando os cantos da boca como se tivesse pagado um... Deixa pra lá

Comecei a cuspir pra todos os lados, aquilo era nojento e estava quase vomitando. Olhei para o meu relógio e vi que já estava atrasado para a aula. Ai meu santinho que aquele dia já tinha sido longo demais

Sem Bella há quase um mês, nunca podendo ficar perto o suficiente dela estava me deixando aflito. Eu queria poder gritar para todo mundo que ela estava comigo, que era minha

PDV Bella

- Quer ir para casa? – meu pai perguntou após um tempo

- Pra minha? Não, Emmet deve estar lá e vai fazer mil e uma perguntas por não estar na escola e depois começaria um sermão enorme

Meu pai riu da minha declaração. Emmet sempre se colocou como irmão mais velho, tinha seus momentos bobos e idiotas, muito idiota, mas sempre teve responsabilidade e liderança para conosco.

Notei a tristeza que passou no rosto do meu pai, ele não acompanhou, não de perto, essas situações. Não pode rir conosco, nem mesmo brigar ou separar brigas. Aquilo deve ter feito uma baita de uma falta para ele, e para nós. Longo seis anos.

- Quer então vir para a cabana? – ele me perguntou meio inseguro. Por quê? – Carlisle está lá provavelmente e ficaria muito feliz em te ver. Mesmo ainda estando em um período difícil da passagem, ainda não testamos sua tolerância com os humanos. Não gostaria de por sua vida em risco Bella, somente se você quiser mesmo ir

Pensei um pouco. Tinha muitas saudades de Carlisle, ele sempre foi mais que um tio, pai, irmão às vezes, ele foi um grande amigo. E eu tenho que parar de falar no passado dele! Credo, que coisa mais melancólica.

- Claro que quero! Mas será uma longa caminhada né? Mas vou tentar ao máximo andar rápido

- Pra que? Seu velho pai consegue te levar nas costas! – ele falou meio rindo pela minha cara de surpresa

- Er... Vou andando com minhas próprias pernas mesmo

Comecei a andar e ele veio atrás de mim rindo. Até que a caminhada não foi muito tensa. Era entre conversa e gargalhada e com alguma ajuda do meu pai. Eu era ágil, mas tinha certo azar que sempre me acompanhou

Quando chegamos eu fui logo entrando na maior normalidade. Meu pai deveria estar sentindo minha confiança e entrou logo atrás de mim

- Carlisle? Esta tudo bem? – ele se colocou a minha frente enquanto falava em um tom normal, como se meu tio estivesse bem ali na sala

- Charlie? É a Be... – E ali estava meu tio, Carlisle, surgindo do corredor. Ele estava diferente, sua pele era da mesma textura e do mesmo tom pálido que a do meu pai, seus olhos cor ocre claro, meio cintilante, sem nenhum vestígio do límpido azul que um dia foi. Ele me olhava com emoção – Bella!

Já ia correndo a seu encontro, mas a mão fria do meu pai em meu ombro me parou

- Pai? – eu o olhava, mas ele não me olhava de volta. Estava encarando Carlisle, possivelmente tentando sentir as emoções dele

Ele relaxou e retirou sua mão do meu ombro me deixando ir finalmente ao encontro do meu tio

- Carlisle! - Me joguei em seus braços e o abracei o mais apertado que pude – é tão bom te ver

- Digo o mesmo Bells – sua voz era como um anjo falando, doce e suave com um toque de ternura

domingo, 16 de maio de 2010

27º Capitulo

PDV Bella

Os dias foram se passando e esses dias viraram semanas e acabou por me distanciar mais do Edward. As equipes de busca acabaram, não tinham mais esperanças de achar Carlisle, não tinham pistas para seguir, nem caminhos mais a percorrer. Não tinham esperanças, principalmente Esme

Esme teve seu pico depressivo no dia em que o delegado nos disse da desistência. Ela ficou arrasada e chorou o dia inteirinho, literalmente. Emmet ficou com ela. Nós? Não tínhamos mais o que fazer. Edward sempre quando tentava chegar perto de mim alguém nesse exato momento chegava, então ficávamos só nos olhando significativamente. Como se aqueles olhares fossem longas conversas esclarecedoras

Charlie nos encontrava às vezes na orla da floresta.

- Pai! Você está aí? – Gritei para a floresta silenciosa

- Oi bebê – dei um pulo ao ouvir-lo tão perto

- Você ainda me mata do coração!

Parece que ele levou minha brincadeira a sério demais. Ele me olhava sério e diretamente nos olhos

- Calma pai! É só maneira de falar

- Ok, que foi minha pequena? - mudou seu olhar de sério para paternal

- Só queria saber como você está? Carlisle?

- Estou bem, Carlisle também. Aceitou a dieta super bem e já pode se estabelecer na sociedade

- Como assim? – Sério, não entendi o que ele quis dizer

- Ele já pode voltar para casa, com certos cuidados. Seus olhos agora estão ocre claro, mas nada que não possa ter alguma desculpa, como efeito de alguma doença do mato ou...

O interrompi antes de terminar todo aquele papo confuso

- Para tudo, como assim? Ele pode voltar para casa?

- Sim

- E você?

- Também – ele me respondeu na maior calma

Então eu passei os últimos seis anos da minha vida triste pela ida do meu pai para o alem sem volta e na verdade ele poderia voltar? Mas é uma puta falta de sacanagem!

- Eu sei o que você está pensando. Mas como eu poderia voltar se eu fui dado como morto? Se eu tinha sido velado e sepultado? Por isso decidi ficar fora da sociedade, mas seu tio não. Ele pode voltar com a desculpa de não se lembrar de nada além de sei lá, uma pancada na cabeça

Aquilo fazia sentido. Se meu pai voltasse alem de ser reportado e ele não poderia viver tranquilamente sem varias perguntas das pessoas pela vida toda pela sua misteriosa volta e notando que ele não envelhecia

- Tenho que ir filha

- Pra onde? – perguntei sentindo uma agonia no peito

- Fazer um lanchinho – ele piscou um olho e sorriu – Logo estarei de volta com Carlisle. Eu vejo como Esme está, ela mal come. Logo ela acabará adoecendo

- Nem me fala!

E assim com um beijinho na minha testa meu pai como mágica sumiu mata adentro

...

Já estávamos indo para a escola novamente. Recebendo olhares de pena ou de curiosidade, sem falar quando eram os dois juntos. O que tornava tudo muito irritante

- Por que eles não vão catar coquinho? Merda de Vida

Alice riu da minha exclamação. Andávamos juntas indo em direção a nossa arvore após pegarmos nosso lanche. Jasper como sempre já nos esperava lá. Onde estava Edward?

- Porque eles preferem catar fofoca, dá mais lucro e status do que coquinhos

Não tive como não sorrir com ela, dei um soquinho no seu braço de leve na brincadeira

Olhei mais uma vez em volta procurando Edward. E o achei! Mas preferia não ter o feito. Edward estava conversando com a galiscate da Lauren. Aquela menina não desistia nunca, mas qualquer um poderia notar que aquela conversa fluía naturalmente, divertida, cheia de risadinhas da parte dos dois.

Senti o sangue subir. Ele sabia que nosso ponto de encontro no recreio era ali e deveria saber que eu estava ali. Acho que tudo foi engano.

A dúvida começou a se formar na minha cabeça, aquele conto de fadas no baile foi exatamente isso, apenas um conto de fadas? Ele não deveria gostar de mim tanto quanto eu gosto dele. Talvez tuuuudo aquilo não passasse de invenção da minha mente

Baixei a cabeça em derrota pra logo a levantar e me deparar com meu pior pesadelo

Todos batiam palmas e davam gritos de exclamação para a cena do pior filme de terror. Lauren estava inclinada contra Edward com uma das mãos em seu peitoral e a outra segurando seu rosto. E o Edward? Não quis parar para analisar, deixei as minhas coisas ali mesmo e corri para o meu refugio consideravelmente secreto. A ala de engenharia aeronáutica da biblioteca.

- Bella! Bella! – podia ouvir os gritos da minha irmã Alice em meio aos berros afoitos dos alunos com a pior cena da minha vida, mas não olhei para trás e nem parei de correr

Não queria parar, somente queria correr e gastar todas as minhas energias. Queria desesperadamente socar alguém, ou algo

Entrei de cabeça baixa e silenciosamente na biblioteca e me dirigi diretamente a minha sessão. Dizia minha porque nunca tinha visto ninguém ali e era pequena, bem no canto da biblioteca. Realmente escondida e foi por acidente que a descobri

Fugindo num dia que eu queria ficar sozinha e ninguém deixa, andando sem rumo acabei por entrar na biblioteca e mais sem rumo ainda abri a porta deste pequeno corredor. Ao fundo uma poltrona de um lugar só. Nos outros corredores geralmente eram poltronas de dois lugares e algumas vezes até três e diversos pufes coloridos. Mas ao julgar pelo tamanho estreito, só caberia uma poltrona de um lugar. Perfeita para mim. E desde então ali era meu refugio.

Como agora está sendo novamente. A bibliotecária nem se importava mais.

- Que merda de vida – falei sozinha

Agora pensando bem, foi tudo tão rapidinho que talvez tenha sido coisa da minha cabeça somente.

Parei um pouco e ainda podia ouvir alguns gritos do pessoal lá fora. Não, tinha realmente acontecido

- Mas quem liga? Eu que não – tentava dizer a mim mesma – Não tinha o Edward antes e vivia muito bem, por que ficaria mal agora? Era como se tudo estivesse com antes

Mas nada estava como antes. Esme que era carinhosa e alegre estava depressiva, Alice estava com Jasper, Carlisle sumiu, mas na verdade não sumiu e sim se tornou um vampiro assim como meu pai que eu pensava que tinha morrido há seis anos! Não, nada estava realmente como antes.

- Dona Aurora, você viu nossa irmã Bella por aqui? – Podia ouvir Alice, a voz dela estava nervosa e meio tremida. Provavelmente iria defender o Edward

“Tomara que a Dona Aurora não tivesse me notado entrar. Tomara”

- Não, não a vi pequena Alice – Agradeci mentalmente a bibliotecária que muitas vezes havia me deixado ficar em horário de aula na biblioteca com a condição de ajudar-la a arrumar as prateleiras

- Ah, obrigada. Se a vir pode falar que eu estou a procurando?

- Posso sim

Ouvi a porta da biblioteca abrir e se fechar em um estalo abafado

- Isabella, pode saindo daí e vir aqui me falar o que está acontecendo

Merda! Ela tinha me notado. Mas ainda devia um obrigada a ela por não ter me entregado a Alice

- Oi Dona Aurora – Falei abrindo a porta do mini corredor e me arrastando ate o balcão onde a senhora de quase 60 anos estava apoiada. Ela era uma típica senhorinha italiana, gordinha e fofinha com cabelos brancos longos cacheados parecendo algodões presos em um perfeito rabo de cavalo

- Acho que já pode me chamar de Aurora, Bella – ela me deu um daqueles seus sorrisos de senhorinha – Agora me conte por que entrou na biblioteca toda tristonha e me fez rever se deveria ou não omitir para sua irmã?

- Você mentiu Dona... Ops, Aurora – tentei desviar a atenção da conversa para ela

- Não, eu não te vi entrar, eu te ouvi e senti. Ouvi seus passos e senti sua presença. Agora não me venha tentar desviar a conversa. Do lugar que você quer ir, eu já fui expulsa

Ri com aquela frase, talvez ela conseguisse entender a confusão que eu estava. Retirando a parte do meu tio e pai serem vampiros e estarem vivos, ou pelo menos ainda andando e falando. E comendo.




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Yey pessoal! Amanha tem mais!
Será postada a fic toda segunda, quarta e sexta. Até domingo talvez =D
Beijokas e desculpa a demora, estava meio mal internada.
Adoro vocês